quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dizimar não é uma doutrina cristã.


Dizimar não é uma doutrina cristã.

Introdução:

Este ensaio é um resumo do meu livro “Should the Church Teach Titing?
- A Theologian’s Conclusions About a Taboo Doctrine” (Deveria a Igreja Ensinar
a Dizimar? - Conclusões de um Teólogo Sobre Uma Doutrina Tabu). O próprio
livro é uma versão ampliada de minha tese de Ph.D. Desafio os mestres da
Bíblia a ousarem abrir em seus seminários uma pesquisa que promova estudos
sobre este assunto, aos níveis de Master, Doctorate e Ph.D. Realmente, esta
doutrina é importante demais para ser tão ignorada!
Em muitas igrejas, hoje em dia, a doutrina de dizimar tem atingido o
nível de escândalo moderno. Conquanto, por outro lado, os livros textos, a nível
de seminário sobre Hermenêutica, e os teólogos omitam o dizimar, por outro
lado a prática tem se tornado rapidamente uma exigência aos membros da
igreja, nas várias denominações que insistem em dizer que estão embasadas
nas sólidas doutrinas da Bíblia. Existe ainda uma crescente evidência de que os
leigos que questionam a legitimidade do dizimar na Nova Aliança, são em geral
criticados como criadores de casos ou taxados de  cristãos imaturos [Esta é
comigo mesma!].
O Dizimar moderno baseia-se em falsas premissas - A declaração
de uma denominação sobre mordomia é típica do que muitas outras ensinam
sobre o dízimo. Ela diz que “Dizimar é o modelo bíblico e o ponto inicial que
Deus tem estabelecido e que não deve ser substituído nem comprometido por
nenhum outro modelo”. Ela acrescenta que o dízimo deve ser entregue a partir
da renda bruta, o qual é devido à igreja, antes dos impostos.
Os seguintes pontos deste ensaio vão contestar os ensinos usados para
estruturar o dízimo com o que realmente diz a Palavra de Deus.
Ponto # 1 -  Os princípios de dar no Novo Testamento, na 2
Coríntios 8 e 9 são superiores ao dizimar.
O falso ensino é que dizimar é uma exigência obrigatória, a qual
sempre  precede  o  dar  voluntariamente.  O  dar  voluntariamente
precedia o dizimar.
Os seguintes princípios de dar voluntariamente na Nova Aliança estão
fundamentados na 2 Coríntios 8 e 9 (1). Dar é uma “graça”. A 2 Coríntios 8 usa
oito vezes a palavra “graça”, referindo-se à ajuda aos santos pobres (2). Dar
primeiro a Deus  (8:5). (3). Dar-se a si mesmo para conhecer a vontade de
Deus (8:5) (4). Dar em resposta ao dom de Cristo (8:9 e 9:15). (5). Dar com
desejo sincero (8:8, 10, 12 e 9:7)  (6). Não dar por causa de mandamento
algum (8:8,10; 9:7). (7). Dar além de sua capacidade (8:3, 11, 12) (8). Dar
para produzir igualdade. Isso que dizer que os que têm mais devem dar mais, a
fim de suprir a incapacidade dos que não podem dar mais (8:12,14) (9). Dar
1com alegria (8:2). (10). Dar porque está crescendo espiritualmente (8:3,4,7).
(11). Dar  porque  deseja crescer  espiritualmente  (9:8, 10, 11).  (12). Dar
porque está ouvindo o Evangelho ser pregado (9:13).
Ponto # 2 - Na Palavra de Deus o dízimo é sempre apenas  em
alimento.
O falso ensino é que os dízimos bíblicos incluem todas as fontes de
renda.
Não usem o Dicionário de Webster. Usem a Palavra de Deus para definir
a palavra “dízimo”. Abram uma boa “Concordância Bíblica”. Vocês vão descobrir
que a definição usada pelos advogados do dízimo está errada.  Na Palavra de
Deus o vocábulo “dízimo” não aparece sozinho. Embora já existisse dinheiro, a
substância do dízimo divino jamais foi dinheiro.  Ele era o “dízimo do alimento”.
Isso é muito  importante. ** Os verdadeiros dízimos bíblicos eram sempre
somente o  alimento  proveniente  das  fazendas  e  rebanhos,  somente dos
israelitas que vivessem  exclusivamente dentro da Terra Santa de Deus, as
fronteiras nacionais de Israel ** A fartura provinha da mão de Deus e não da
manufatura ou habilidade do homem.
Existem 15 versos de 11 capítulos e 8 livros, de Levítico 27 a Lucas 11,
que descrevem o conteúdo do dízimo. E o conteúdo  jamais, repito,  jamais
incluía dinheiro, prata, ouro ou qualquer outra coisa, além de alimento. Mesmo
assim, a definição incorreta de “dizimar” é a maior mentira que está sendo
pregada  sobre esse  ato, hoje  em  dia. (Vejam  Levítico  27:30,32;  Números
18:27,28; Deuteronômio 12:17; 14:22, 23, 26; 2 Crônicas 31:5; Neemias 10:37;
13:5; Malaquias 3:10; Mateus 23:23 e Lucas 11:42).
Ponto # 3 - O dinheiro era um item essencial ...
A falsa premissa é que troca de alimentos substituía o dinheiro.
Um argumento de apoio para o dízimo não ser dado em alimentos é que
o dinheiro não era amplamente disponível e a troca de alimentos deve ter sido
usada para a maioria das transações. Este argumento não é bíblico. Somente o
Livro de Gênesis contém “dinheiro” em 32 textos e a palavra acontece 44 vezes,
antes que o dízimo fosse mencionado pela primeira vez, em Levítico 27. A
palavra “dinheiro” também aparece muitas vezes de Gênesis a Deuteronômio.
De fato, séculos antes de Israel ter entrado em Canaã, e começado a
dizimar  os alimentos da Terra  Santa de Deus, o dinheiro já era um item
essencial no dia a dia. Por exemplo, o dinheiro em forma de moedas de prata
pago pelos escravos (Gênesis 17:12 +), pela terra (Gênesis 23:9 +), pela
liberdade (Êxodo 23:11); multas da lei (Todo o Êxodo 21 e 22); dívidas do
Santuário (Êxodo 30:12); votos (Levítico 27:3-7); taxas de pesquisa (Números
3:47+),  bebidas  alcoólicas  (Deuteronômio  14:26)  e  dotes  de  casamento
(Deuteronômio 22:29).
2Conforme  Gênesis  47:15-17,  os  alimentos  eram  usados  para  troca
somente depois que o dinheiro acabava.  As leis bancárias e sobre a usura
existem na Palavra de Deus em Levíticos, antes do dízimo. Desse modo, é falso
o argumento de que o dinheiro não prevalecia sensivelmente no dia a dia.
Mesmo assim, o conteúdo dos dízimos jamais incluía dinheiro dos produtos não
alimentícios  nem dos negócios.
Ponto # 4 - O dízimo de Abraão a Melquisedeque se embasou
numa tradição pagã.
O  falso  ensino  é  que  Abraão  deu  voluntariamente  o  dízimo
porque foi essa a vontade de Deus.
Contudo, pelas seguintes razões, Gênesis 14:20 não pode ser usado
como exemplo para os cristãos dizimarem:
1 - A Bíblia não diz que Abraão deu “voluntariamente” esse dízimo.
2 - O dízimo de Abraão não foi um dízimo santo, da Terra Santa de Deus,
produzido pelo povo santo de Deus.
3 - O dízimo de Abraão foi do espólio de guerra, o que era comum a muitas
nações.
4 - Em Números 31, Deus exige apenas 1% dos espólios de guerra.
5 - O dízimo de Abraão a Melquisedeque aconteceu apenas uma vez e Abraão
mudava sempre de lugar.
6 - O dízimo de Abraão não proveio de sua riqueza pessoal.
7 - Abraão nada conservou para si mesmo, tendo devolvido tudo.
8 - O dízimo de Abraão não é mencionado em nenhuma parte da Bíblia, a fim
de respaldar o ato de dizimar.
9 - Gênesis 14:21 é o texto chave. Visto como muitos comentários explicam o
verso 21 como exemplo da tradição pagã árabe, é uma contradição explicar os
90% do verso 21 como pagãos, ao mesmo tempo insistindo-se em que os 10%
do verso 20 eram a vontade de Deus.
10 - Se Abraão serve de exemplo para o cristão dar 10% a Deus, então deveria
também ser um exemplo para ele dar os restantes 90% a Satanás, ou ao Rei de
Sodoma!
11 - 0 Visto como nem Abraão nem Jacó tinham um sacerdócio levítico para
manter, eles não tinham lugar algum onde entregar os dízimos, durante os seus
muitos movimentos.
Ponto # 5 - Dizimar não era o mínimo exigido de todos os
Israelitas da Antiga Aliança
O falso ensino é que todos deveriam começar a dar no mínimo 10%.
Somente dos israelitas que tiravam o seu sustento de suas fazendas e da
pecuária dentro de Israel era exigido que dizimassem segundo a Lei de Moisés.
3Sua  prosperidade  provinha  da  mão  de  Deus.  Daqueles  cuja  prosperidade
provinha da própria mão de obra e do seu artesanato o dízimo não era exigido
em produto, nem em dinheiro. Os pobres e necessitados que não dizimavam,
mas recebiam dízimos, esses davam ofertas voluntárias.
Ponto # 6 - Os Primeiros Dízimos eram recebidos pelos servos
dos sacerdotes.
O  falso  ensino  é  que  os  sacerdotes  do  Velho  Testamento
recebiam todo o primeiro dízimo.
A verdade é que o dízimo “completo”, o primeiro dízimo, não ia para os
sacerdotes, de modo algum. Em vez disso, conforme Números 18:21-24 e
Neemias 10:37, ele ia para os servos dos sacerdotes, os levitas. Em seguida,
conforme Números 18:25-28 e Neemias 10:38, os levitas davam o “melhor
décimo” desses dízimos (1%) recebidos aos sacerdotes que ministravam os
sacrifícios pelos pecados e serviam dentro dos locais sagrados. Os sacerdotes
não dizimavam pessoalmente, de modo algum.
É também importante saber que em troca de receber, esses dízimos,
tanto  os  levitas  como  os  sacerdotes  perdiam  todo  o  direito  à  herança
permanente da terra dentro de Israel (Números 18:20-26; Deuteronômio 12:
12; 14:27, 29; 18:1-2; Josué 13:14, 33; 14:3; 18:7; Ezequiel 44:28). Os levitas
que recebiam o primeiro dízimo eram proibidos de ministrar os sacrifícios de
sangue,  sob  pena  de  morte  (Números  18:3).  Não  há  continuação  dessa
ordenança na Nova Aliança.
Ponto # 7 - A frase: “É santo ao Senhor” não torna o dízimo
um eterno princípio moral.
O falso ensino  é que Levítico 27:30-32 prova que o dízimo é um
“eterno princípio moral” porque “ele é santo do Senhor”.
Contudo, os mestres do dízimo devem ignorar a frase mais forte “ele é
santíssimo ao Senhor”, nos imediatos versos precedentes: 28 e 29. Isso porque
os versos 28 e 29 não são definitivamente “eternos princípios morais” na igreja.
Em seu contexto, as frases “É santo ao Senhor” e “é santíssimo ao Senhor” não
podem ser interpretadas como “eternos princípios morais”. Por que? Porque
quase qualquer outro uso desta frase em Levítico foi há muito descartado pelos
cristãos.  Frases semelhantes  são também  usadas para descrever  todos  os
festivais,  ofertas  sacrificais, distinção  entre  alimentos  puros  e impuros,  os
sacerdotes da Antiga Aliança e o santuário da antiga Aliança.
Ponto # 8  - As primícias não são a mesma coisa que os
Dízimos
A falsa premissa é que os dízimos são as primícias.
4As primícias equivaliam à pequena porção da primeira colheita realizada
e dos primogênitos dos animais. Elas eram tão pequenas que cabiam numa
cesta manual (Deuteronômio 26:1-4, 10; Levítico 23:17; Números 18:1317; 2
Crônicas 31:5-a). As ofertas das primícias e dos primogênitos iam diretamente
para  o  Templo,  com  a  exigência  de  serem  consumidas  pelos  sacerdotes
ministradores, somente dentro do Templo (Neemias 10:35-37-a; Êxodo 23:19;
34-26; Deuteronômio 18:4).
Todo o dízimo levítico ia primeiro para as cidades levíticas e porções
deste  iam para o Templo, a fim de alimentar  os sacerdotes que  estavam
ministrando em rodízio. (Neemias 10:37b-39; 12:27-29; 44-47; Números 18:21-
28; 2 Crônicas 31:5-b) Enquanto os levitas comiam o dízimo, os sacerdotes
também podiam comer das primícias, dos primogênitos e de outras ofertas.
Ponto  #  9  -  Existem  na  Bíblia  quatro  tipos  diferentes  de
Dízimos.
O falso ensino ignora todos os outros dízimos e focaliza somente
a parte do primeiro dízimo religioso.
Na realidade, o primeiro dízimo religioso chamado o “Dízimo Levítico”
tinha duas partes. Novamente todo o primeiro dízimo era dado aos levitas, os
quais eram apenas servos dos sacerdotes (Números 18:21-24; Neemias 10:37).
Por  sua  vez,  os  levitas  davam  1/10  de  todos  os  dízimos  aos  sacerdotes
(Números  18:25-28; Neemias 10:38).  Conforme  Deuteronômio  12 e  14,  o
segundo  dízimo  religioso, chamado  o “Dízimo  de  Festa”, era  comido pelos
adoradores,  nas  ruas  de  Jerusalém,  durante  os  três  festivais  anuais
(Deuteronômio  12:1-19;  14:22-26).  E  conforme  Deuteronômio  14  e  26,  o
terceiro dízimo, chamado o “dízimo dos pobres” guardado nas casas, a cada
três anos, era usado para alimentar os pobres (Deuteronômio 14:28-29; 26:12-
13).
Ainda conforme o 1 Samuel 8:14-17, o Rei coletava o primeiro e o
melhor 10% para uso político. Durante o tempo de Jesus, Roma coletava os
primeiros 10% da maior parte dos alimentos e 20% da colheita de frutas como
espólio de guerra.
É de admirar que as igrejas estejam tentando omitir isso, quando falam
somente de um dízimo religioso, simplesmente porque este se encaixa melhor
em seus propósitos, ignorando os outros dois importantes dízimos religiosos.
Outro erro comum é equacionar o dízimo com “as primícias”, ou até
mesmo com “o melhor”. Enquanto o dízimo do dízimo (1%) que era dado aos
sacerdotes, era “o melhor” do que os levitas recebiam, o dízimo que os levitas
recebiam era 1/10, mas não necessariamente o “o melhor”. (Levítico 27:32,33).
Também, enquanto as primícias e o primogênito de cada animal puro eram
levados diretamente ao Templo, o dízimo era entregue diretamente nas cidades
levíticas (Neemias 10:35-38).
5Segundo alguns historiadores, “as primícias” eram ofertas extremamente
pequenas. Em geral “as primícias” de uma vila inteira podiam ser carregadas
em um único animal.
Ponto # 10 - Jesus, Pedro,  Paulo e os pobres não dizimavam.
O falso ensino é que de todo mundo no Velho Testamento era
exigido que trouxesse sua oferta a Deus a nível de 10%.
Na realidade nenhum dízimo era exigido dos pobres. Nem também provinha o
mesmo das mãos do artesão ou do seu ofício. Somente os fazendeiros e pecuaristas
possuíam o que era definido como ganho ao dízimo. Jesus era carpinteiro; Paulo era
artesão  de tendas  e  Pedro  era  pescador.  Nenhuma  dessas  ocupações  os
qualificava como pagadores do dízimo, visto como não cultivavam a terra nem
possuíam rebanhos para o seu sustento. Desse modo, é incorreto ensinar que
todo mundo pagava a exigência mínima de um dízimo e, então, que dos
cristãos da Nova Aliança deveria ser exigido, apenas para início, esse mesmo
mínimo da Velha Aliança dos israelitas. Esta afirmação é comumente repetida
nas  igrejas,  ignorando  completamente  a  exata  definição  do  dízimo  como
alimento obtido nas fazendas e no aumento dos rebanhos.
Também é errado ensinar que era exigido dos pobres de Israel que estes
pagassem o dízimo. Na verdade, eles até recebiam dízimos. Boa parte do
dízimo dos festivais era entregue aos pobres. De fato, muitas leis protegiam os
pobres do abuso dos sacrifícios dispendiosos, para os quais eles não podiam
ofertar. (Vamos ler Levítico 14:21; 25:6,25-28,35,36; 27:8; Deuteronômio12:1-
19;  14:23,28-29;  15:7,8,11;  24:12,14,15,19,20;  26:11-13;  Malaquias  3:5;
Mateus 12:1,2; Marcos 2:23-24; Lucas 2:22-24; 6:1-2; 2 Coríntios 8:12-14; 1
Timóteo 5:8; Tiago 1:27).
Ponto # 11 - Os dízimos  eram muitas vezes  usados como
impostos políticos.
O falso ensino é que os dízimos nunca são comparados aos
impostos ou taxas.
Contudo,  na  economia  hebraica,  o  dízimo  era  usado  de  maneira
totalmente diferente da que hoje é pregada. Mais uma vez, os levitas que
recebiam o dízimo inteiro nem sequer eram ministros ou sacerdotes - eles eram
apenas servos dos sacerdotes. Números 3 descreve os levitas como sendo
carpinteiros, fundidores de metal, artesãos de couro e artistas, que mantinham
o pequeno santuário. E segundo Crônicas 23-27, durante o tempo dos reis Davi
e Salomão, os levitas também foram peritos artesãos, os quais inspecionavam
as obras do Templo. Vinte e quatro mil deles trabalhavam no Templo como
construtores e supervisores; seis mil eram oficiais e juízes; quatro mil eram
guardas e quatro mil eram músicos.
6Como representantes políticos do rei, os levitas usavam o seu dízimo
para servir aos oficiais, juízes, coletores de impostos, tesoureiros, guardas do
Templo,  músicos,  padeiros,  cantores  e  soldados  profissionais  (1  Crônicas
12:23,26; 27:5). É obvio que esses exemplos do uso bíblico da entrada do
dízimo nunca se tornam exemplos para a igreja de hoje.
É importante saber que na Antiga Aliança os dízimos nunca eram usados
para evangelizar os não israelitas. Neste ponto o dízimo falhou. Vejam Hebreus
7:12-19. Os dízimos jamais  estimularam os levitas e sacerdotes da Antiga
Aliança a estabelecer uma única missão fora do país, para encorajar um só
gentio a se tornar israelita (Êxodo 23:32; 34:12,15; Deuteronômio 7:2).
O dízimo da Antiga Aliança era motivado e exigido por lei, não pelo amor.
De fato, durante a maior parte da história de Israel, os profetas foram os
principais portadores da Palavra de Deus e não os levitas e os sacerdotes que
recebiam o dízimo.
Ponto  #  12  -  Os  dízimos  levíticos  eram  normalmente
levados às cidades levíticas.
Os falsos mestres querem que pensemos que todos os dízimos
eram  levados  ao  Templo  e  que  agora  devem  ser  levados  ao
armazém do edifício eclesiástico.
O dízimo inteiro jamais foi para o Templo. Na realidade, a extraordinária
maioria dos dízimos levíticos jamais foi para o Templo. Os que ensinam o
contrário  ignoram  as  cidades  levíticas  e  as  24  localidades  dos  levitas  e
sacerdotes. Conforme Números 35, Josué, 20, 21 e 1 Crônicas 6, os levitas e os
sacerdotes  residiam  nas  cidades  levíticas,  em  terras  emprestadas,  onde
cultivavam o solo e criavam os animais dizimáveis. Está claro em Números
18:20-24;  2  Crônicas  31:15-19  e  Neemias  10:37,  que  do  povo  comum
esperava-se que trouxesse dízimos às cidades levíticas. Por que? Porque lá vivia
a grande maioria dos levitas e sacerdotes com suas famílias, a maior parte do
tempo. Vejam também Neemias 13:9.
Ponto # 13 - Malaquias 3 é o texto do qual mais se tem
abusado na Bíblia sobre o dízimo.
O falso ensino sobre os dízimos em Malaquias ignora cinco
   fatos importantes da Bíblia  .
1. - Malaquias é contexto da Antiga Aliança e nunca é citado na Nova
Aliança para a Igreja (Levítico 27:34; Neemias 10:28-29; Malaquias 3:7;
4:4).
2. - Malaquias 1:6; 2:1 e 3:1-5 são muito claramente endereçados aos
sacerdotes  desonestos,  os  quais  são  amaldiçoados  porque  haviam
roubado as melhores ofertas de Deus.
73. -  As  cidades  levíticas  devem  ser  consideradas,  enquanto  Jerusalém
nunca foi uma cidade levítica (Josué 20, 21). Não faz sentido algum
ensinar que 100% dos dízimos eram levados ao Templo, quando a
maioria dos levitas e sacerdotes não morava em Jerusalém.
4. - Em Malaquias 3:10-11, os dízimos ainda são apenas alimentos (Levítico
27:30-33).
5. - As 24 localidades residenciais dos levitas e sacerdotes também devem
ser levados em conta.
Começando com os Reis Davi e Salomão, eles foram divididos em 24
famílias. Essas divisões também continuavam a vigorar no tempo de Malaquias,
com Esdras e Neemias. Visto como normalmente apenas uma família servia ao
Templo e por uma semana da cada vez, não havia, absolutamente, qualquer
razão para que todos os dízimos fossem enviados ao Templo, quando 98%
daqueles a quem se destinavam como alimento ainda se encontravam nas
cidades levíticas (1 Crônicas 24:26; 28:13,21; 2 Crônicas 8:14; 23:8; 31:2, 15-
19; 35:4-5,10; Esdras 6:18; Neemias 11:19,30; 12:24; 13:9-10; Lucas 1:5).
Desse modo, quando o contexto das cidades levíticas, as 24 famílias dos
sacerdotes, os filhos menores, as viúvas, Números 18:20-28, 2 Crônicas 31:15-
19, Neemias 10-13 e todo o livro de Malaquias são avaliados, vemos que
apenas 2% do total do primeiro dízimo eram normalmente exigidos no Templo
de Jerusalém.
Tanto  a  bênção  como  a  maldição  de  Malaquias  3:9-11, perduraram
somente até o término da Antiga Aliança, ou seja, até o Calvário. A audiência
de  Malaquias  havia  voluntariamente  reafirmado  a  Antiga  Aliança  (Neemias
10:28-29. “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as
cumprindo.  E  todo  o  povo  dirá:  Amém” (Deuteronômio 27:26, citado em
Gálatas 3:10). E Jesus Cristo deu um fim a essa maldição, conforme Gálatas
3:13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós;
porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.
Hoje  em  dia,  a  classe  mais  pobre  é  a  que  mais  contribui  para
beneficência.  E, mesmo  assim, ela permanece  na  pobreza. A loteria  e  os
dízimos não são uma garantia para alguém enriquecer depressa, em vez da
educação, da determinação e do árduo trabalho. Se Malaquias 3:10 funcionasse
realmente com os cristãos da Nova Aliança,  nesse caso milhões de cristãos
dizimistas já teriam escapado da pobreza e se tornado o grupo mais rico do
mundo,  em  vez de  continuar  sendo  pobre.  Portanto,  não  existe  evidência
alguma de que a vasta maioria dos pobres “pagadores do dízimo” tenha sido
abençoada pelo mero fato de o entregar. As bênçãos da Antiga Aliança já não
estão em efeito (Hebreus 7:18-19; 8:6-8, 13).
Ponto # 14 - O dízimo não é ensinado no Novo Testamento.
O falso ensino é que Jesus ensinou a dizimar, em Mateus
23:23, dizendo que isso está claro no Novo Testamento.
A Nova Aliança não teve princípio no nascimento de Jesus, mas na Sua
morte (Gálatas 3:19, 24, 25; 4:4). O dízimo não é ensinado na igreja, depois do
8Calvário.  Quando Jesus falou sobre o assunto em Mateus 23:23, Ele estava
simplesmente ordenando a obediência às leis da Antiga Aliança, a qual ele
endossou e obedeceu até chegar ao Calvário. Em Mateus 23:23, Ele mandou
que  os  judeus  obedecessem  aos  escribas  e  fariseus,  porque  estes  se
assentavam na cadeira de Moisés. Por acaso Ele ordenou que os gentios por Ele
curados comparecessem diante dos sacerdotes judeus?
Não existe um único texto do Novo Testamento que ensine a dizimar,
após o período do Calvário. Atos 2:42-47 e 4:32-35 não são exemplos para se
dizimar, a fim de sustentar os líderes da igreja. Conforme Atos 2:46, os cristãos
judeus continuavam a adorar no Templo. E conforme Atos 2:44 e 4:33,34, os
líderes da igreja compartilhavam igualmente o que recebiam com todos os
membros da igreja (o que hoje não se faz). Finalmente, Atos 21:20-25, prova
que os cristãos judeus ainda observavam fielmente toda a Lei de Moisés - até
30 anos depois - devendo aí ser incluído o dizimar, pois se não o fizessem, não
poderiam ter permissão de entrar no Templo para adorar. Desse modo, todos os
dízimos coletados pelos primeiros cristãos judeus eram para o sustento do
Templo e não para sustentar a igreja.
Ponto  #  15  -  Os  limitados  sacerdotes  da  Antiga  Aliança
foram  substituídos  por  todos  os  crentes-sacerdotes  [1
Pedro 2:5].
O falso ensino é que os anciãos e pastores da Nova Aliança
estão simplesmente continuando de onde os sacerdotes da Antiga
Aliança deixaram e por isso devem receber o dízimo.
Comparem Êxodo 19:5, 6 com a 1 Pedro 2:9-10. Antes do incidente do
bezerro de ouro, Deus havia pretendido que todo israelita se tornasse um
sacerdote e o dízimo jamais foi mencionado. Os sacerdotes não dizimavam,
mas recebiam 1/10 do primeiro dízimo (Números 18:26-28 e Neemias 10:37-
38).
A  função  e  o  propósito  dos  sacerdotes  da  Antiga  Aliança  foram
substituídos, não pelos anciãos e pastores, mas pelo sacerdócio de todos os
crentes. Como outras ordenanças da Lei, o dízimo foi apenas uma sombra
temporária,  até  a  vinda  de  Cristo  (Efésios  2:14-16;  Colossenses  2:13-17;
Hebreus 10:1). Na Nova Aliança cada crente é um sacerdote de Deus (1 Pedro
2:9-10; Apocalipse 1:6; 5:10). E como sacerdote cada crente oferece sacrifícios
a Deus (Hebreus 4:16; 10:19-22; 13:15-16). Então, cada ordenança que havia
sido previamente aplicada ao antigo sacerdócio foi anulada no Calvário. Visto
não pertencer à Tribo de Levi, até mesmo Jesus Cristo foi desqualificado. Desse
modo, o propósito original de dizimar já não existe (Hebreus 7:12-19; Gálatas
3:19, 24, 25; 2 Coríntios 3:10).
Ponto # 16 - A Igreja da Nova Aliança não é um edifício
nem um armazém.
9O falso ensino é que os edifícios cristãos chamados “igrejas”,
“tabernáculos”  ou  “templos”,  substituíram  o  Templo  do  Velho
Testamento como locais de habitação divina.
A Palavra de Deus jamais descreve os grupos da Nova Aliança como
”tabernáculos”, “templos” ou “edifícios”. Os cristãos não “vão à igreja”. Eles se
“reúnem para adorar”. Também, visto que os sacerdotes do Velho Testamento
pagavam o dízimo, então, logicamente, o dízimo não pode continuar. Nesse
caso, é errado chamar um edifício de “armazém do Senhor” para receber os
dízimos  (1  Coríntios  3:16-17;  6:19-20;  Efésios  1:22-23;  2:21;  4:12-16;
Apocalipse 3:12). Com respeito à palavra “armazém” comparem a 1 Coríntios
16:2 com a 2 Coríntios 12:14 e Atos 20:17, 32-35. Durante vários séculos após
o  Calvário,  os  cristãos  nem  mesmo possuíam  um  edifício  próprio  (que
chamassem de armazém), visto como o Cristianismo era uma religião ilegal.
Ponto  #  17  -  A  Igreja  cresce  quando  usa  os  melhores
princípios da Nova Aliança.
O falso ensino é que os princípios de dar graças não são tão
bons como os princípios do dizimar na Antiga Aliança.
Sob a Nova Aliança:
1 - Conforme Gálatas 5:16-23, não existe lei física que possa controlar  o fruto
do Espírito Santo [Infelizmente o Espírito Santo  é Quem mais tem sofrido
nas igrejas neopentecostais, que o transformaram num office-boy, o qual
tem “obrigação” de descer quando invocado e de fazer tudo que os pastores
semi-bíblicos e os crentes imaturos dessas igrejas acham por bem exigir
dEle.  Essas  pessoas  mal  conhecedoras  da  Bíblia  se  comportam  com  o
Espírito Santo exatamente como os feiticeiros se comportam com os maus
espíritos].
2 - A 2 Coríntios 3:9-10 ensina: “Se o ministério da condenação [Antiga
Aliança] foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça
[Nova Aliança]. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi
glorificado, por causa desta excelente glória”.
3 - Hebreus 7 apenas faz a menção pós-Calvário de dizimar, numa explanação
de porque o sacerdócio levítico deve ser substituído pelo sacerdócio de Cristo,
porque aquele era fraco e ineficiente. Estudem Hebreus 7 e sigam a progressão
do verso 5 ao verso 12 e ao verso 19.
4 - A maneira pela qual o dízimo é hoje ensinado reflete o fracasso da igreja em
crer e agir segundo os muito melhores princípios do amor, da graça e da fé. O
princípio do dízimo obrigatório não pode nem poderia ter sido mais próspero à
igreja do que os princípios guiados pelo verdadeiro amor a Cristo e às almas
perdidas (2 Coríntios 8:7-8). [Se o dízimo fosse usado para sustentar os
missionários, as viúvas pobres e os órfãos, ele seria um princípio de amor e
10graça, mas, infelizmente, ele é usado hoje em dia para comprar aparelhos de
som e para outros fins nada cristãos...]
Ponto # 18 - O Apóstolo Paulo preferia que os líderes da
igreja se auto-sustentassem.
O falso ensino é que Paulo ensinou e praticou o dízimo.
Nada poderia estar mais longe da verdade. Como um rabino judeu, Paulo
estava entre os que insistiam em trabalhar com as próprias mãos pelo seu
sustento  (Atos  18:3;  1  Tessalonicenses  2:9-10;  2  Tessalonicenses  3:8-14).
Embora ele não tenha condenado os que recebiam sustento pela obra em
tempo integral, também não ensinou que tal sustento fosse ordenado por Deus,
para difusão do Evangelho. (1 Coríntios 9:12). De fato, duas vezes em Atos
20:29, 35 e também na 2 Coríntios 12:14, ele até mesmo encoraja os anciãos
da igreja a trabalharem para manter os necessitados da igreja [Eu só queria
ver um dos pastores atuais trabalhando para ajudar os pobres da igreja!].
Para Paulo, a expressão “viver do evangelho” significava “viver segundo
os  princípios  da  fé,  do  amor  e  da  graça”  (1  Coríntios  9:14).  Conquanto
verificasse ter “direito” a alguma ajuda, ele concluía que a  “liberdade” de
pregar o seu evangelho era mais importante, a fim de cumprir a sua vocação de
Deus (1 Coríntios 9:15; 11:7-13; 12:13,14; 1 Tessalonicenses 2:5-6). Enquanto
trabalhava como artesão de tendas, Paulo aceitou uma certa ajuda, porém se
gloriava  de  que  o  seu pagamento ou  salário era  o  fato  de  poder  pregar
livremente, sem se tornar um fardo para os outros (1 Coríntios 9:16-19).
Ponto # 19 - O dízimo não se tornou uma leia na igreja, até
o Ano 777 d.C.
O falso ensino é que a igreja histórica sempre ensinou o
dízimo.
Até mesmo em Atos 21:20-26, algumas décadas após o Calvário, os
primeiros cristãos judeus em Jerusalém continuavam seguindo fielmente a lei
da Antiga Aliança e ainda adoravam e ajudavam a manter o templo judaico.
Como eles eram judeus obedientes, a lógica nos força a concluir que eles
continuavam  a  entregar  os  dízimos  dos  alimentos  colhidos  ao  sistema  do
Templo.
Conquanto discordando dos seus próprios teólogos, muitos historiadores
da igreja escrevem que o dízimo não se tornou uma doutrina aceita na igreja,
durante mais de 700 anos após o Calvário. Os antigos pais da igreja, antes de
321 d.C. (quando Constantino tornou o Cristianismo uma religião legal) se
opunham  ao  dízimo,  considerando-o  uma  doutrina  puramente  judaica.
Clemente de Roma (Ano 95), Justino Mártir (150), o Didaquê (150-200) e
11Tertuliano (150-220) se opunham ao dízimo. Até mesmo Cipriano (200-258)
rejeitou a introdução do dízimo incluído na distribuição aos pobres.
De fato, os antigos líderes da igreja praticavam o ascetismo. Isso quer
dizer que ser pobre era a melhor maneira de servir a Deus. Eles copiavam sua
adoração conforme as sinagogas judaicas, as quais tinham rabinos que se autosustentavam, recusando-se a  receber dinheiro para ensinar a Palavra de Deus
(Ver Schaff - “History of Christian Church”, vol. 2, 63, 128, a98-200, 428-434).
Segundo  os  melhores  historiadores  e  enciclopédias,  500  anos  se
passaram até que a igreja, no Concílio de 585, tentasse, sem sucesso algum,
forçar os seus membros a dizimar. Mas não foi antes de 777 d.C. que o
Imperador Carlos Magno permitiu legalmente que a igreja coletasse dízimos [É
claro  que  a  Igreja  de  Roma,  a  qual  coroou  Carlos  Magno,   foi  quem
ressuscitou o dízimo, por causa da sua desmedida ganância por riqueza
material].
Conclusão
Na Palavra de Deus o vocábulo ”dízimo” não aparece sozinho. Ele é
sempre “o dízimo do alimento”. O dízimo bíblico era muito estritamente definido
e limitado pelo próprio Deus.
Os verdadeiros dízimos bíblicos sempre eram:
1. - Apenas em alimentos.
2. - Somente de fazendeiros e pecuaristas.
3. - Somente dos israelitas.
4. - Somente de quem vivia dentro da Terra Santa de Deus, das fronteiras
nacionais de Israel.
5. - Somente sob os termos da Antiga Aliança.
6. - A fartura só poderia provir da mão de Deus.
Por conseguinte:
1. - Itens não alimentícios não podiam ser dizimados.
2. - Animais limpos caçados e peixes não podiam ser dizimados.
3. - Os não israelitas não podiam dizimar.
4. - Alimentos que viessem de fora da Terra Santa de Deus não podiam
penetrar no Templo.
5. - O dízimo legítimo não acontecia quando não houvesse o sacerdócio
levítico.
6. - O dízimo não podia provir do que fosse fabricado pelas mãos do
homem, produzido ou apanhado na pesca.
Convido os líderes de igrejas para uma discussão aberta sobre este assunto.
O estudo cuidadoso em oração da Palavra de Deus é essencial ao crescimento
da igreja. Que Deus os abençoe neste estudo. (Eu os encorajo a copiar e
distribuir este artigo)

Considerações:

Russel Kelly/Mary Schultze, agosto 2006.
12russkellyphd@earthlink.net
Recebido do CPR, em 26/06/06.
Revisado pelo autor e os tradutores, em março 2007.
Nota: Este ensaio foi traduzido em Dinamarquês por Martin.
Em Espanhol por Haroldo.
Em Português por Mary Schultze.
Também em Polonês.
Biografia do autor
Russell Earl Kelly, Ph. D., 6610 Skyview Dr SE; Acworth, Ga
30101-6512;770-974-4756
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search.
Russell Earl Kelly (born December 12, 1944, Miami, Florida), is
a Christian writer.
One  of  six  children  of  Emory  J.  and  Elizabeth  (Betty)
Jarrett, Russell grew up in Jacksonville, Florida before the family
moved to  Marietta, Georgia while he was in the tenth grade in
1960. He graduated Cum Laude from Sprayberry High in 1962.
From June 1962 until June 1966 he was in the U. S. A. F., received
22 semester hours in Chinese Mandarin at Yale University and was
soon promoted to the Transcription Department while serving in
Taiwan. In 1964 Russell married Rita LeCroy. The couple had two
sons, Russ Jr. and Richard before divorcing in 1985.
Russell grew up in a Baptist home, was active with Youth for
Christ in  high  school,  worked  with  missionaries  in  Taiwan and
became  a  Seventh-day  Adventist  minister  from  1973-1981.  He
graduated  Cum  Laude  from  Southern  Missionary  College  in
Tennessee in 1976 and served two churches in Georgia, four in
North Dakota and one in South Carolina.
Although  legally  blind  since  1989,  Russell  subsequently
completed a Th. M., Th. D. and a Ph. D. His dissertation from
Baptist-oriented Covington Theological Seminary in Ft. Oglethorpe,
Georgia  in  2001  was  on  the  subject  of  tithing.  From  that
dissertation  came  his  first  book,  Should  the  Church  Teach
Tithing? A Theologian’s Conclusions about a Taboo Doctrine.[1] His
13second  book  is:  Exposing  Seventh-day  Adventism,  published  in
2005.  Theologically,  Russ  is  a  conservative  evangelical
dispensational Baptist.
Russ has been married to Janice Lynn (Rich) since 1998 and
works at a retirement home. His favorite hobby is singing gospel,
Elvis (Tribute Artist), Marty Robbins and Sinatra. As of 2006, he
lived in Acworth, Georgia. **