sexta-feira, 26 de abril de 2013

Resumo Completo Sobre o Dízimo

Resumo Completo Sobre o Dízimo

Muitos grupos entre as igrejas protestantes insistem que o membro é (ou deve ser) forçado a dar o dízimo, que, ensinam fazer parte dos mandamentos de Deus para a igreja. Nada mais errado! Já explicamos várias vezes o que o dízimo é, mas resumamos aqui o assunto mais uma vez.

1. O dízimo era um sistema de contribuição ordenado por Deus a fim de suportar e sustentar, na nação de Israel, a tribo dos Levitas, a qual foi encarregada de operar o Tabernáculo em todas as suas funções, e não recebeu qualquer herança de terras.

2. O Senhor Deus ordenou que o dízimo fosse apenas 10% do total das colheitas e dos rebanhos criados anualmente. O Israelita ficaria portanto, na posse dos 90% restantes para seu uso pessoal.

3. Pregar sermões sobre o dízimo é totalmente contra as Escrituras. A pregação deve concentrar-se unicamente sobre a simplicidade do evangelho, excluindo tudo o mais, seja dízimos, finanças, política e outras matérias prejudiciais.

4. Levantar a oferta durante o culto é um erro gravíssimo na igreja protestante, especialmente quando é feito antes do sermão, levando o observador inteligente a relacionar o sermão com a necessidade de pagar primeiro para depois ouvi-lo!

5. No caso de estar presente no culto um convidado, ao qual lhe é pedido (discretamente, claro) para contribuir com oferta para um grupo onde nem sequer pertence, isso é uma gravíssima falta de consideração e falta de boas maneiras. Infelizmente as igrejas protestantes de hoje estão reduzidas a esta deplorável e indesculpável falta de educação elementar e moral.

6. O dízimo não é uma forma de oferta no Novo Testamento, nem foi sancionado pela igreja, visto que a igreja não é Israel! Paulo dedica o capítulo 9 de sua segunda carta aos Coríntios ao assunto das ofertas e nunca menciona o dízimo. O mesmo acontece em Filipenses 4:10-19.
A igreja primitiva afastou-se do princípio dizimista por razões óbvias: era um sistema que tinha morrido com a Dispersão de Israel, devido à desobediência aos outros mandamentos mais importantes, tais como repudiar a idolatria. Os judeus que ocupavam a Palestina ao tempo de Jesus já pagavam um pesado tributo a Roma, o que os deixava com menos de 90% estabelecido para a nação de Israel. Embora dessem o dízimo de tudo, Deus já não apreciava tal ritual.
O mesmo acontece hoje. O cristão é obrigado a contribuir para o estado onde vive, com bem mais que os 10% que era a norma em Israel. Assim, o cristão jamais pode obedecer a norma dos 10% pois também os 90% não lhe estão garantidos ou reservados. Daí, o sistema cair em desuso por ser impossível praticá-lo.
Deus foi justo com DEZ POR CENTO, assim como foi justo com os NOVENTA POR CENTO que ficavam! Mas a igreja APÓSTATA de hoje é desonesta nessa matéria devido à IGNORÂNCIA dos líderes e sua VAIDADE religiosa!

7. O princípio cristão encontra-se determinado em 2 Coríntios 9:6-7. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria”. Quando o pastor requer do membro o seu dízimo POR NECESSIDADE (conforme o versículo!), baseada na VAIDADE da carne, isso é CONDENADO por Paulo (muitos maus exemplos ilustrariam aquelas três palavras, se quiséssemos aprofundar o tema!)!
Ora, dar 10% do salário grosso antes de lhe ser retirado pelo menos a fatia dos 30% para o estado, não é bíblico. Alguns grupos vão ao extremo (como os Nazarenos, da África do Sul) de insistir que o membro tem a obrigação de contribuir com 10% do salário bruto!
Tal absurdo é o que leva muitos observadores a rejeitar certos grupos de igrejas e acusá-los (justamente) de mentirosos, gananciosos, VAIDOSOS, desperdiçadores e sem amor àqueles que tentam explorar à custa de Malaquias 3 e outros ERROS doutrinários!
Gálatas 5:1: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”. Gálatas 5:14: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.

8. Usar Mateus 22:21 para defender o dízimo é um absurdo teológico, mas, infelizmente, as igrejas que o defendem não se poupam a esforços para justificar passagens como esta. A palavra DÍZIMO não aparece no versículo e Jesus não estava a instruir a igreja que ainda não existia. César, de fato, levou para Roma tudo o que lhe pertencia como conquistador, conforme Jesus avisou, destruindo o templo e rapinando toda a sua riqueza e glória.

9. Citar Mateus 23:23 para reforçar Malaquias 3:8-10 é outro estratagema desonesto dos defensores do dízimo e um insulto à inteligência quando vem dos púlpitos! As palavras ásperas de Jesus jamais poderiam ser aplicadas à igreja que ainda não tinha nascido naquele momento.
Mateus é o elo da revelação progressiva do VT para o NT que estava tendo lugar com a presença FÍSICA do Senhor na terra. Paulo, que entendia perfeitamente toda a lei do VT jamais escreveu uma palavra para aplicar o dízimo à igreja.
O princípio bíblico para as igrejas que Paulo fundou e a doutrina que passou a Timóteo estabelece que “o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Cor 9:6), mas a graça de Deus (v.8) abundante em nós, produz boas obras. Pouco ou muito, deve redundar em boas obras e bom fruto e não desperdício. Paulo equaciona a oferta aos santos em necessidade com a glória que essa oferta traria para o evangelho de Cristo (v.13).
Ora, não é o que se observa na igreja destes dias de Laodicéia (Apoc 3:14-22): riqueza material aos olhos humanos, porém produzindo aos olhos do Espírito Santo uma figura das mais negativas que a Bíblia descreve (3:17). O princípio de Paulo é uma igreja onde a oferta é para produzir BOM FRUTO.
Segundo o mesmo apóstolo, levantar a oferta durante o culto nunca se aplicaria nas igrejas por ele fundadas (1 Timóteo 6:3-21 – ver o contexto em que Paulo escreve a Timóteo)! “Nessa cobiça, alguns se desviaram da fé”. Paulo ordena Timóteo à luta pela fé, e não a pregar sobre dinheiro, sobre o dízimo, sobre orçamentos, compra de propriedades, investimentos a prazo, candelabros de luxo, e muitas outras VAIDADES (Eclesiastes 1:2) copiadas de seitas como a do papa, onde existem catedrais com o nome do apóstolo, o que ele abominaria!
Diante do tribunal de Cristo, Paulo quererá saber quantas almas por ele evangelizadas foram arrancadas à IDOLATRIA e não quantas catedrais com o seu nome foram levantadas para praticar o culto aos ídolos! Entre os protestantes e neo-cristãos, milhões vindos da oferta são enterrados nesses monumentos para satisfazer a vaidade dos homens.
Em termos práticos, a oferta (segundo Paulo) seria recolhida dos crentes para produzir BOAS OBRAS e bom fruto para glória do evangelho de Cristo (v.13), auxiliando, primeiro, os santos em necessidade (2 Cor 9:12), sem ferir nenhum deles com arrogantes ameaças sobre o dízimo! As seitas nascem onde a palavra de Deus é interpretada primeiro para favorecer o homem (o dízimo tem produzido uma leva de seitas!).
Retirar a oferta a esses grupos é a melhor oferta que se pode dar, para que a vaidade seja destruída pelo trabalho útil. Provérbios 13:11 – “A riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará”.

10. Usar Malaquias 3:8-10 é outra TERRÍVEL HERESIA praticada por quase todas as denominações. A passagem nada tem a ver com a igreja, e lendo cuidadosamente o contexto, a razão da exclamação de Deus salta à vista! Que horrível heresia e falta de educação do ministro ir ao ponto de acusar a congregação de roubar a Deus quando, muitas vezes o grupo desperdiça milhares em vaidades humanas e, até, o ministro em muitos desses casos, não passa de um mercenário que não ama as ovelhas do seu rebanho, antes as maltrata, pois nunca foi chamado para as levar a pastos verdejantes!
Além disso, os membros da igreja são, em geral, os melhores amigos do pastor, e ainda assim são maltratados por ele no que respeita a dinheiro! Líderes que usam o púlpito para ROUBAR os crentes deviam ser despedidos do ministério sem mais rodeios.

11. Leia Deuteronómio 14:28-29 e imagine a impossibilidade de praticar o dízimo no presente, fora da nação de Israel do passado.

12. Como grande parte das heresias, forçar a igreja a pagar o dízimo foi ressuscitado pelos papas da seita de Roma, ao tempo do Sínodo de Macon – 585 DC. O católico foi instruído a pagar o dízimo sob pena de excomunhão, o que aterrorizava o povo simples e iletrado no catolicismo. “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”, 1 Timóteo 6:10.
Mais tarde, o diabólico confessionário (uma invenção religiosa que nasceu no INFERNO!) iria reforçar aquela obrigação fiscal à seita diabólica, com ameaças de grave pecado caso não fosse obedecido. Pelo tempo de Carlos Magno (século 8), as nações católicas eram forçadas a contribuir com o dízimo para os cofres de Roma. O “Santo Império Romano” praticou por séculos o assalto à bolsa e à propriedade dos seus cidadãos.
A MALIGNA Inquisição aumentou muito o patrimônio papal à custa das suas expropriações, Indulgências e ROUBOS em nome do papa. A partir do século 16, os Anabaptistas começaram a pregar contra o sistema fiscal dos papas e após a Reforma diminuiu esse pecado e abuso nos países libertados de Roma. O Concilio de Trento (século 16) decretou que era crime reter o dízimo.
A Revolução Francesa acabou com o “Santo Império Romano” e o sistema fraudulento de cobrança de dízimos acabou por aí.

13. Reter o dízimo não é pecado! Dar meio por cento, 10% ou o que quer que seja, fica ao critério de cada um, segundo 2 Coríntios 9:6-7. Ameaçar os crentes com o dízimo (ou com Malaquias 3:8) é um PECADO GRAVÍSSIMO e extremamente reprovável das igrejas protestantes! Isso, além de ser falta de amor, respeito e educação por parte daqueles que insistem nessa heresia!
Muito do dinheiro coletado hoje é para usar mal e/ou enterrar em propriedade ou outras vaidades das igrejas. Alguns grupos (os Nazarenos, da África do Sul, por exemplo) têm tanta propriedade que se os membros deixassem de dar oferta, a venda dessas propriedades manteria a inútil liderança por várias décadas.
As igrejas protestantes seguem de perto a vaidade dos papas com as suas catedrais e outros monumentos (até chegar “César” e destruir tudo!). Os grupos carismáticos e neo-pentecostais e outros (grupos como a IURD – Igreja Universal do Reino de Deus!), além de ofenderem/roubarem os seus membros com pregações acerca de dinheiro, contribuem para a desonra do evangelho e é necessário repreendê-los pela ofensa.
O que vai por aí nas igrejas evangélicas com “promessas” para isto e para aquilo, mais envelopes para pôr dinheiro para este e aquele projecto, mais gráficos para ofertas especiais, etc., não passam de meios NÃO BÍBLICOS de forçar as vítimas a contribuir debaixo de ameaças disfarçadas!  

14. Desafiamos quem quiser defender o dízimo pelo Novo Testamento – uma IMPOSSIBILIDADE! Advertimos que já ouvimos TODAS as explicações possíveis e imaginárias daqueles que ABUSAM e exageram o assunto! A situação no meio evangélico é de tal APOSTASIA que o crente devia RETER a sua oferta a fim de ser abençoado por Deus. A destruição da oferta em VAIDADES humanas é uma PRAGA pior que as que atacaram o Egito!

15. O crente atento deve ter muito cuidado com a sua oferta, a fim de não a DESPERDIÇAR e, no processo, PECAR contra Deus e contra a igreja verdadeira (os irmãos que têm verdadeiras necessidades – e há MUITOS nas igrejas e fora delas – esses que estão fora, também necessitam da nossa  oferta, pois muitas vezes foram VÍTIMAS daqueles aldrabões do púlpito!), além de, vítima de pastores oportunistas e moralmente mal formados (!), além de ARROGANTES com Malaquias 3:8 (!), PREJUDICAR a sua própria família, retirando-lhe o pão para o entregar a IMPOSTORES ecumênicos e outros! -- Júlio Carrancho, Joanesburgo. (Setembro/2002.) Tradução: Mary Schultze.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

deixa seu comentário...Obrigado...