sábado, 21 de julho de 2012


EXALTAR O HOMEM É SUBSTITUIR A CRISTO
I Coríntios 1.10-17

(O tema para esta mensagem eu tomo emprestado de R. N. Champlim, em O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, volume 4, décima reimpressão, São Paulo, editora Candeia, 1998.)

No estudo anterior, desta primeira carta aos coríntios, vimos sobre o fato de que a igreja de Deus deve viver em santidade. Vimos que a igreja é de Deus, que ela é composta de “santificados em Cristo Jesus, que ela é enriquecida “em Cristo Jesus” com uma riqueza muito mais espiritual que material e que Deus deseja que sua igreja seja irrepreensível.

No presente estudo vamos ver, olhando para a igreja de Corinto, que quando o homem é demasiado exaltado, Cristo está sendo substituído. Isso pode acontecer numa igreja como um todo, bem como na vida de uma pessoa em particular.

Na igreja de Corinto, na vida de muitos daquela igreja, Cristo estava sendo substituído por homens, partidos estavam sendo criados e estava havendo muita discórdia e divisão interna. Paulo então intervém, apontando o erro, mostrando que Cristo não deve ser substituído por ninguém e apelando para que aqueles crentes sejam unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.

I. OS PARTIDOS EXISTENTES“Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós. Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo.” (1 Coríntios 1:11-12 RC)

Uma das coisas mais tristes que podem acontecer dentro de uma igreja é o surgimento de um espírito faccioso. Esse espírito gera disputas entre os crentes. A Bíblia aponta esse erro como sendo uma das obras da carne.

Paulo ficou sabendo que esse tipo de coisa estava acontecendo na igreja de Corinto, e ficou sabendo também que isso estava levando à formação de partidos dentro da igreja, dividindo-a internamente em várias facções. Surgiu lá o partido de Paulo, o de Apolo, o de Cefas e o de Cristo. Paulo, Apolo, Cefas e Cristo nada tinham a ver com isso; não foram eles quem criaram os partidos e nem desejaram que isso fosse feito, e nem gostaram disso.

O que levou aqueles crentes a se dividirem internamente em “seguidores de Paulo”, “seguidores de Apolo” e “seguidores de Cefas”?

Paulo fora o fundador da igreja cristã em Corinto. Portanto, seu nome ali era reverenciado. ... [mas] em seu zelo em favor de Paulo, obscureceram o nome de Cristo. 

Cefas... quem era Cefas? Cefas era Pedro! Pedro visitou a igreja de Corinto, e, certamente, alguns crentes dali, talvez judeus, sentiram uma certa afinidade por ele.

Apolo,judeu de Alexandria,pouco falado na bíblia,mas companheiro e parceiro de Paulo,ensinador de JESUS CRISTO.

Além dessas coisas, cada um desses três líderes devem ter obtido conversões em Corinto, e os seus convertidos tendiam naturalmente por alinhar-se a eles. (CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, volume 4, décima reimpressão, São Paulo, editora Candeia, 1998)

E o que dizer do “partido de Cristo”? A princípio parece ser coisa boa pertencer a esse “partido”. Mas, se assim o é, por que Paulo incluiu esse em sua exortação? Se aquele “partido” era composto por pessoas que diziam ser de Cristo, simplesmente por orgulho, pessoas que negavam completamente a autoridade de Paulo, Apolo e Pedro, ou qualquer outro vulto cristão, e que reinvidicavam receber revelações diretamente da parte de Cristo, julgando-se assim os “mais elevados”, então não era algo muito bom.

Existe o problema do partidarismo na igreja hoje? Certamente que sim. O denominacionalismo não é uma espécie de partidarismo? Talvez até possa haver as denominações sem haver o partidarismo, mas o fato é que ele existe, por causa da dureza dos nossos corações. 

Também existem hoje aqueles que abrem a boca para dizer que é cristão, apenas cristão, mas, em muitos casos, não sabem nem o que significa ser cristão, e tal declaração nada mais é do que a manifestação de um espírito faccioso, uma vez que vem acompanhada de repúdio por quem quer que seja que se diga batista, presbiteriano, assembleiano, ou outra coisa qualquer.

Podemos ser batistas, mas antes de sermos batistas temos que ser de Cristo e entender que irmãos de outras igrejas também são de Cristo e são nossos irmãos e devemos respeitá-los e amá-los e procurar viver em comunhão com eles (ainda que não em uma relação ecumênica). Quando Cristo apresentar ao Pai a sua igreja ele vai apresentar uma e não várias igrejas. Notem também que ele vai apresentar a SUA igreja.

II. UM APELO À CONCÓRDIA“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.” (1 Coríntios 1:10 RC)

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.” (1 Coríntios 1:10 RA)

“Irmãos e irmãs, peço, pela autoridade do nosso Senhor Jesus Cristo, que vocês estejam de acordo no que dizem e que não haja divisões entre vocês. Sejam completamente unidos num só pensamento e numa só intenção.” (1 Coríntios 1:10 BLH)

Poderíamos também dar a esse tópico o título de “Um Apelo à Restauração a uma Condição Correta”. A condição correta para uma igreja é ela ser unida em um mesmo sentido, ter uma mesma disposição mental, e ser unida em um mesmo parecer. A igreja de Corinto estava longe disso, e por isso ela precisava ser restaurada a essa condição correta.

Como eles fariam isso? Deixariam de ser simpáticos a Paulo, Apolo ou Pedro? Passariam eles agora a repudiar o ensino destes homens de Deus? É óbvio que não, mas eles não poderiam colocar um deles em um pedestal e repudiar os demais. Foi por isso que aconteceu o que aconteceu. 

O mesmo se dá hoje. Se colocamos Calvino, ou um outro vulto cristão qualquer em um pedestal e repudiamos os outros juntamente com quem se simpatiza com seus ensinamentos, vamos ficar mais divididos do que já estamos, ainda que as diferenças não sejam tão importantes. E também uma coisa é combater um determinado ensinamento, tentar trazer à razão pessoas que estão seguindo um ensino errado, e outra coisa é condenar as pessoas junto com os ensinamentos. Paulo apela à concórdia e é em concórdia que a igreja deve caminhar. 

Vejamos um exemplo do pensamento de Paulo: 

“Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. O que come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.” (Romanos 14:1-6 RC)

III. QUANDO HOMENS SÃO EXALTADOS, À MANEIRA DA IGREJA DE CORINTO, CRISTO É SUBSTITUÍDO.“Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:13 RC)

Paulo, agora, coloca os crentes de Corinto contra a parede. Está Cristo dividido? Será isso possível? Será que o Jesus que orou “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.” (João 17:11 RC) agora se renderia diante da grandeza do problema e se permitiria dividir? É óbvio que não! 

Foi Paulo crucificado por vós? Fostes batizados em nome de Paulo? Todas essas perguntas só têm uma resposta: NÃO! E, sendo assim, Cristo estava sendo substituído por homens.

Concluindo…... Cuidemo-nos, amados, para não cairmos nesse erro de valorizarmos demais algumas pessoas, vultos, ao ponto de os colocarmos no lugar que pertence a Cristo.



Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quarta-feira, 18 de julho de 2012



Líderes Cegos.

Jesus comparou alguns mestres com cegos: “Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?” (Lucas 6:39). D'us mandou seu Filho para dar vida aos pecadores, mas os construtores (os líderes religiosos) rejeitaram a principal pedra (1 Pedro 2:7-8). Jesus bem identificou o problema de cegueira dos líderes.

Em João 7, encontramos um exemplo de pastores com os olhos fechados à verdade. Eles mandaram guardas para prender Jesus. Os guardas ficaram maravilhados com o ensinamento do Cristo que não O prenderam. Quando voltaram aos chefes, estes os rebaixaram: “Será que também vós fostes enganados?” (7:47). Com toda a arrogância de homens que se julgavam sábios na palavra de D'us, eles recorreram à sua suposta superioridade espiritual: “Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?” (7:48). O ponto deles é óbvio: somente as pessoas formadas em teologia teriam capacidade para julgar a palavra de Cristo. O mesmo erro arrogante reprimiu o povo comum durante séculos na história católica. Hoje, muitos pastores protestantes, também, se exaltam por causa de diplomas de seminários e de
cursos de teologia.

Confiando em sua própria sabedoria, os líderes desprezam o povo comum. Os líderes judeus olharam para a multidão e disseram: “Quanto a este plebe que nada sabe da lei, é maldita”(7:49). Mas, o contexto bem mostra que os próprios líderes não estavam examinando as evidências. Recusaram considerar os milagres de Jesus (João 5:36). Não interpretaram as Escrituras de modo correto (João 5:39-40,45-47). Eram líderes religiosos, mas espiritualmente cegos como morcegos.

Hoje, muitas pessoas têm medo de contrariar os seus líderes religiosos. Confiam tanto em pastores e padres que não estudam a palavra por si. Embora outros homens podem nos ajudar a entender algumas coisas da palavra de D'us, jamais devemos confiar em homens acima da palavra de D'us. Cada um será julgado por Cristo (2 Coríntios 5:10). Por isso, cada um deve se preocupar com a palavra que nos julgará (João 12:48).

-por Dennis Allan

terça-feira, 17 de julho de 2012



VÉIO DO SACO.

Foi num domingo à noite, no horário do culto, que um velho mendigo postou-se à porta da igreja, maltrapilho, fedido.

As pessoas iam se desviavam dele. Não lhe davam nada nem o convidavam para entrar. 
Por fim, um dos porteiros o assentou na última fileira. E lá ele ficou sozinho, pois ninguém mais quis sentar-se naquele banco da igreja.

Os porteiros torciam que o pastor chegasse logo, pois não sabiam exatamente o que deviam fazer com o "Véio do Saco" (apelido que os adolescentes logo lhe deram e, do qual, os adultos riram contidamente), mas, justamente naquela noite o pastor se atrasou.

Após o período dos cânticos, um dos oficiais da igreja tomou a palavra:
- Irmãos, é chegada a hora da pregação e o nosso pastor ainda não chegou. Vamos orar, cantar mais um hino e, depois, pedir a qualquer um dos irmãos que nos traga a Palavra.

E assim se fez, porém, para surpresa e indignação geral, convidaram o "Véio do Saco".

Mas, as surpresas não pararam por aí. Ao tomar lugar no púlpito, o mendigo, pegou uma toalha molhada no saco plástico que trazia às costas, saudou a igreja corretamente, começou a tirar a roupa suja (que até então estava escondendo um belo terno) e a limpar a "sujeira" do rosto com a toalha molhada.

E ali mesmo, diante daqueles olhos atônitos, o mendigo foi, aos poucos, se transformando, pois, na verdade, o "Véio do Saco" era o próprio pastor da igreja (que na sua mocidade tinha sido um excelente ator de teatro amador e resolvera usar sua arte para repreender a igreja).

- A Bíblia nos ensina a amar o próximo. A estender a mão para o aflito e o necessitado. Há meses eu venho ensinando isso para vocês, mas, até hoje, não percebi nenhuma mudança em suas atitudes. Que mérito há em cumprimentar somente os amigos? Que valor há em abraçar somente os irmãos? Todos vocês passaram por mim e nem sequer deram-me um mísero "Boa-noite". Por que? Por causa das minhas roupas? Do cheiro?

- Não é este "evangelho" que eu tenho lhes ensinado. O Evangelho que eu anuncio é poderoso para transformar qualquer pessoa. Eu creio que qualquer mendigo de rua, pelo poder de D'us, em Cristo Jesus, pode ser transformado no futuro pastor desta igreja.

Mas todos nós, com rosto descoberto,
refletindo como um espelho a glória do Senhor,
somos transformados de glória em glória
na mesma imagem,
como pelo Espírito do Senhor.
II Coríntios 3.18.

Missões Urgente.
Shalom Adonai
Glauce Lopes

segunda-feira, 2 de julho de 2012