segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


QUALIFICAÇÕES MORAIS DO PASTOR (1 - Timóteo 3.1,2).
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1 Tm 3.1,2 "Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado,excelente obra deseja. Convém,pois,que o bispo seja irrepreensível,Marido de uma mulher,vigilante,sóbrio,honesto,hospitaleiro,apto a ensinar."
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Se algum homem deseja ser " Bispo" (gr.episkopos, aquele que tem sobre si a responsabilidade Pastoral,o Pastor) deseja um encargo nobre e importante.
É necessário, porém, que essa aspiração seja confirmada pela palavra de DEUS.e pela igreja(3.1-10;4.12) porque Deus estabeleceu para igreja certos requisitos específicos. Quem se disser chamado por Deus para o trabalho pastoral deve ser aprovado pela igreja segundo os padrões bíblicos de (3.1-13;4.12; Tt 1.5-9.
Isso significa que a igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou
 porque essa pessoa acha que tem visão e chamada. A "igreja" da atualidade não tem o direito de reduzir esses preceitos que Deus estabeleceu mediante o Espírito Santo. Eles estão plenamente em vigor e devem ser observados por amor ao nome de Deus, ao seu reino e da Honra e credibilidade da elevada posição de ministro.
Os padrões bíblicos do pastor, como vemos aqui, são principalmente morais e espirituais.......................................................................................................
O caráter íntegro de quem aspira ser pastor de uma igreja é mais importante do que personalidade influente ,dotes de pregação, capacidade administrativa
ou graus acadêmicos. O enfoque das qualificações ministeriais concentra-se no comportamento daquele que persevera na sabedoria divina,nas decisões
acertadas e  na santidade devida. Os aspiram ao pastorado sejam primeiro provados quanto à sua trajetória espiritual. Partindo daí o Espírito Santo estabelece
o elevado padrão para o candidato,que ele precisa ser um crente que se tenha mantido firme e fiel a Jesus Cristo e aos seus princípios de retidão,e que por isso pode servir como exemplo de fidelidade,veracidade,honestidade e pureza.
“Noutras palavras, seu caráter deve demonstrar o ensino de Cristo em Mateus, 25.21 de que ser” fiel sobre o pouco “conduz à posição de governar "sobre muito".
O líder cristão deve ser antes de tudo, "exemplo dos fiéis"(1 Pe 5.30;cf 4.12)isto é: sua vida cristã e sua perseverança na fé podem ser mencionadas perante a congregação como dignas de imitação.
Os  dirigentes devem manifestar o mais digno exemplo de perseverança na piedade,fidelidade,pureza em face à tentação,lealdade e amor a Cristo e ao evangelho.
O povo de Deus deve aprender a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente pela Palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padrões bíblicos.

O pastor deve ser alguém cuja fidelidade  a "Cristo"pode ser tomada como padrão ou exemplo(Co 11.1;Fp 3.17;1Ts 1.6;2 Ts 3.7,9;2Tm 1.13).
 ser plenamente perdoadas pela graça de Deus,mas perderam a condição de servir como exemplo de perseverança inabalável na fé,no amor e na pureza.
Já no antigo testamento, Deus expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de elevados padrões morais e espirituais.Se falhassem,seriam substituídos(ver Gn 49.4,Lv 10.2,Nm20.12;1 Sm2.23;Jr23.14).
A palavra de Deus declara a respeito do crente que venha a adulterar que "o seu opróbrio nunca se apagará"(Pv6.32,33).Isto é,sua vergonha não desaparecerá.isso não significa que nem Deus nem a igreja perdoará tal pessoa que cometeu tal pecado.
O que o Espírito Santo esta declarando, porém, é que há  certos pecados  que são tão graves que a vergonha e a ignomínia (o opróbrio) daquele pecado permanecerão com o indivíduo mesmo depois do perdão(Sm 12.9-14).
Mais o que dizer do Rei Davi...?............................................................................................
Sua continuação como Rei Israel,a despeito de seu pecado de adultério e de homicídio(2 Sm 11.1-21;12.9-15) é por alguns como uma justificativa bíblica para a pessoa continuar à frente a igreja de Deus,mesmo tendo violado os padrões já mencionados.Essa comparação,no entanto,é falha por vários motivos.
O cargo de rei de Israel do antigo testamento, e o cargo de ministro espiritual da igreja de Jesus Cristo,segundo o novo testamento,são duas coisas inteiramente diferentes. Deus não somente permitiu a Davi, mas, também a muitos outros Reis que foram extremamente ímpios e perversos, permanecerem como reis da nação de
Israel.
A liderança espiritual da igreja no novo testamento, sendo esta comprada com o sangue de Jesus Cristo, requer padrões espirituais muitos mais altos.
Segundo a revelação  divina no novo testamento e os padrões do ministério ali exigidos,Davi não teria as qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do novo testamento.Ele teve diversas esposas,praticou infidelidade conjugal,falhou grandemente no governo do seu próprio lar,tornou-se homicida e derramou muito sangue.
Observe também que por ter Davi, "devido a seu pecado" dado lugar a que os inimigos de Deus blasfemassem, ele sofreu castigo divino pelo resto da sua vida(2 Sm 12.9-14.
As igrejas atuais não devem, pois, desprezar as qualificações justas exigidas por Deus para seus Pastores e demais Obreiros, conforme esta escrita na revelação divina.
É dever de toda igreja orar por seus pastores, assisti-los na sua missão de servirem como "exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza".

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


VEJAM AS IGREJAS QUE ESTÃO MORRENDO


“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, mas estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus”.

O texto acima faz parte da carta dirigida ao anjo da igreja, o pastor da igreja de Sardes. Entende-se na leitura das cartas dirigidas às igrejas da Ásia que o conteúdo estende-se à membresia e ao estado da congregação. Assim como a igreja de Sardes tem muita igreja, em nossos dias, que vive apenas de fachada e de marketing e mídia. Pensando nisso, comecei a avaliar o que pode levar uma igreja a adoecer e morrer. Tentei reproduzir aqui o perfil de uma igreja moribunda ou morta e de uma liderança sem vida.

Para nossa reflexão: Que carta o Senhor Jesus escreveria para nossas igrejas hoje ou para as lideranças que aí estão?

Perfil das Igrejas que Estão Morrendo.

Igrejas que reduzem o tempo destinado à exposição da Palavra e trocam a Palavra por teatros, jograis e coreografias;
Igrejas que enfatizam o louvor em detrimento do ensino e desprezam a centralidade da Mensagem da Cruz;
Igrejas que acolhem a teologia da prosperidade e empobrecem espiritual e doutrinariamente;
Igrejas que dão ênfase exagerada aos dons espirituais em detrimento da reflexão teológica;
Igrejas (ditas cristãs) que negam a Trindade como rezam as Escrituras Sagradas;
Igrejas que perderam o compromisso com o Evangelismo e Missão;
Igrejas cujo amor pelas almas foi suplantado pelo amor aos cargos eclesiásticos e políticos;
Igrejas cujo sentimento de doação ao próximo, foi sepultado pelo compromisso com seu próprio ego, visão ministerial e projetos;
Igrejas que trocaram a vida piedosa de oração pela agenda de inúmeras festas, algumas de caráter judaico, como se fossem judeus ortodoxos;
Igrejas que perderam o compromisso com a adoração e a consagração de seus membros em nome de uma liturgia oca de significado, vazia, sem base bíblica;
Igrejas que dizem possuir ministérios criativos, mas desprezam o dinamismo do Espírito explícito nas páginas do Livro Sagrado;
Igrejas que optam pelos pobres em nome de uma teologia que alega lutar pela igualdade e inclusão social, mas que, se preciso for, pega em armas para derramar sangue em nome da justiça;
Igrejas que optam pelos ricos, visando os altos e gordos dízimos, para em nome de Deus construir catedrais, onde o ofertante pobre fica em pé ou assenta-se nos últimos bancos;
Igrejas que defendem o casamento entre homossexuais e o aborto;
Igrejas que defendem o homossexualismo no sacerdócio;
Igrejas que tratam o pobre de “irmãozinho” e o rico de “doutor”;
Igrejas que têm opção preferencial pelos formados, políticos e celebridades;
Igrejas que defendem a frouxidão moral frente ao pecado e alargam a porta que Cristo declarou estreita;
Igrejas que sob pretexto de contextualização, mundanizam-se e, nem evangelizam e nem se contextualizam de fato, mas perdem seus membros para as práticas mundanizantes;
Igrejas que priorizam o caixa e não o altar;
Igrejas que pregam liberdade, mas encontram-se presas a escândalos;
Igrejas que escondem suas mazelas nos porões da história da denominação;
Igrejas que fracassam na ação espiritual, social e doutrinária, porque trocaram a visão de seus pioneiros;
Igrejas que vivem de novas “unções”, tais quais: unção da conquista, unção de ousadia, unção da multiplicação;
Igrejas que aumentam em número e diminuem em calor humano;
Igrejas que crescem em patrimônio, mas decrescem em Graça;
Igrejas que avolumam propriedades, mas perdem a essência de ser Igreja;
Igrejas que trocam a Palavra Escrita pela “palavra confessada”;
Igrejas que pregam cura, mas são doentes doutrinariamente;
Igrejas que têm destacada expressão na mídia, mas são omissas na práxis;
Igrejas que defendem a ortodoxia, mas mentem na ortopraxia;
Igrejas cuja liderança visa lucro e não o bem estar espiritual do rebanho;
Igrejas cujos pastores visam a permanência perpétua no poder;
Igrejas cujos líderes promovem os parentes e perseguem e matam os profetas;
Igrejas cujos obreiros descobrem no ministério uma fonte de lucro e desprezam “as mesas”, isto é, o serviço aos santos.

Graças a Deus que mesmo em Sardes ainda há gente comprometida com o Reino e que guardaram as suas vestes sem mancha e que andarão de branco, porquanto são dignas disso.

“Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Seita Amish



Origem

Uma carroça Amish utilizada para passeios turisticos em Shipshewana, Indiana (EUA).
Como os Mennonitas, os Amish são descendentes dos grupos suíços de anabatistas chamados de Reforma radical. O Anabatistas suíços ou "os irmãos suíços" tiveram suas origens com Felix Manz (ca. 1498-1527) e Conrad Grebel (ca.1498-1526). O nome "Mennonita" foi aplicado mais tarde e veio de Menno Simons (1496-1561). Simons era um padre católico holandês que se converteu ao Anabatismo em 1536. O movimento Amish começou com Jacob Amman (c. 1656 - c. 1730), um líder suíço dos Mennonitas que acreditava que estes estavam se afastando dos ensinos de Simons.
Os primeiros Amish começaram a emigrar para os Estados Unidos no século XVIII, para evitar perseguições e o serviço militar obrigatório. Os primeiros emigrantes foram para o condado de Berks, Pensilvânia. .

[editar]A Sociedade Amish

Estimativas do início da década de 2000 apontavam a existência de 198 mil membros da comunidade amish no mundo, sendo 47 mil apenas na Pensilvânia. Esses grupos são compostos por descendentes de algumas centenas de alemães e suíços que migraram para os Estados Unidos e o Canadá.
Os amish preferem viver afastados do restante da sociedade. Eles não prestam serviços militares, não pagam a Segurança Social e não aceitam qualquer forma de assistência do governo. Muitos evitam até mesmo fazer seguro de vida.
A maioria fala um dialeto alemão conhecido como "Alemão da Pensilvânia" (em inglês: Pennsylvania Dutch ou Pennsylvania German). Eles dividem-se em irmandades, que por sua vez se divide em distritos e congregações. Cada distrito é independente e tem suas próprias regras de convivência.
O filme "A Testemunha", com o actor Harrison Ford, mostra o modo de vida dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e com um vestido preto. A comunidade Amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles.
Os amish não gostam de ser fotografados. Interpretam que, de acordo com a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada.

[editar]Crenças

Os princípios enfatizados pelos Amish são:
  • Bíblia, principalmente a ética do Novo Testamento, devem ser obedecidas como a vontade de Deus, embora não sistematizando sua teologia, mas aplicando-as no dia-a-dia. A interpretação da Bíblia é realizada nos cultos e reuniões da igreja. Essa posição de evitar querelas teológicas evitou divisões de carácter doutrinário nas denominações anabatistas.
  • Credos e confissões são somente documentos para demonstrar aquilo que se crê, mas requerem a adesão ou crença a eles. Aceitam, portanto, em essência os Credos históricos do Cristianismo, mas não o professam.
  • A Igreja é uma comunidade voluntária formada de pessoas renascidas. A Igreja não é subordinada à nenhuma autoridade humana, seja ela o Estado, ou hierarquia religiosa. Assim evitam participar das atividades governamentais, jurar lealdade a nação, participar de guerras.
  • A Igreja não é uma instituição espiritual e invisível, mas uma coletividade humana e real, marcada pela separação do mundo e do pecado e uma posição afirmativa em seguir os mandamentos de Cristo.
  • A Igreja celebra o Batismo adulto por aspersão como simbolo de reconhecimento e obediencia a Cristo, e a Santa Ceia em memória da missão de Jesus Cristo.
  • A Igreja tem autoridade de disciplinar seus membros e até mesmo sua expulsão, a fim de manter a pureza do indivíduo e da igreja.
  • Como pode ser notado, a teologia anabatista é massivamente eclesiológica, baseada na vida comunitária e Igreja.
  • Quanto a salvação, os Amish crêem no livre-arbítrio, o ser humano tem a capacidade de se arrepender de seus pecados e Deus regenera e ajuda-o a andar em uma vida de regeneração.
  • Os Amish não creem que a conversão para Cristo seja uma experiência emocional de um momento, mas um processo que leva a vida inteira;
  • O que único na Teologia Anabatista, principalmente depois de Menno Simons, é a visão sobre a natureza de Cristo, possui uma doutrina semi-nestoriana, crendo que Jesus Cristo foi concebido miraculosamente pelo Espirito Santo no ventre de Maria, mas não herdou nenhuma parte física dela. Maria, seria portanto um instrumento usado por Deus, para cumprir o Seu plano.
  • A essência do cristianismo consiste em uma adesão prática aos ensinamentos de Cristo.
  • A ética do amor rege todas as relações humanas.
  • Pacifismo: Cristianismo e violência são incompatíveis.

[editar]Culto

O culto Amish é praticado da mesma maneira desde a incepção do Anabatismo na época da Reforma. O Culto é voltado a Deus e não tem o carácter evangelizador, portanto práticas como "chamada ao altar" ou "aceitar Jesus" não existem. Não constroem igreja, assim reúnem-se em casas privadas ou em salas de escolas. As mulheres sentam-se separadas dos homens e cobrem a cabeça com um véu. O culto inicia com uma invocação de algum dos anciãos, seguem-se hinos, cantado do hinário Ausbund, que é o mesmo texto desde o século XVI e não contém notação musical. Então há uma oração, onde todos se ajoelham silenciosamente até que algum membro masculino ore pela igreja. A leitura e pregação da Bíblia é feita extemporaneamente, sem sermões preparados, e muitos elterns (anciãos) abrem as Escrituras aleatoriamente. Seguem uma oração do ministro e uma bênção final. A congregação se despede com um ósculo.

[editar]Controvérsias

Os Amish são muitas vezes confundidos com comunidades igualmente reservadas, mas de tradições e raízes completamente distintas. Algumas vezes até com os mórmons, com os quais mantêm poucas semelhanças.
Uma das maiores comunidades Amish no mundo fica na Pensilvânia (EUA). Em outubro de 2006, uma chacina dentro de uma escola Amish resultou na morte de cinco crianças entre 6 e 13 anos, além do atirador de 32 anos, que se suicidou.
O atirador era um motorista de caminhão de leite que atendia a comunidade. Fez reféns 10 meninas. No mesmo dia, membros da comunidade visitaram a família de Roberts (o motorista) para dizer que o perdoavam. No enterro das meninas, o avô de uma das vítimas disse às outras crianças: "não devemos odiar aquele homem" O fato inspirou o filme Amish Grace (Graça e Perdão noBrasil).

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Jesus Liberta...: LEGALISMO.................

Jesus Liberta...: LEGALISMO.................: Legalismo, um caldo mortífero       http://hernandesdiaslopes.com.br/   Malcon Smith definiu legalismo como um caldo mortífero. Quem del...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

#389 Milhares de demonios


O que significa "a letra mata"?

A frase é tirada de uma passagem de 2 Coríntios 3 e é muito usada por pessoas que argumentam que não devemos seguir o que está escrito na Bíblia. Aponte para alguém um versículo com o qual essa pessoa não concorda e ela logo rebaterá dizendo que "a letra mata", ou seja, não podemos tomar a Bíblia literalmente.

É evidente que devemos sempre olhar o contexto quando algo está escrito na Bíblia. É preciso saber o que vem antes, o que vem depois, quando aquilo foi escrito, por quem foi escrito, para quem foi escrito etc. Isolar qualquer porção da Bíblia é sempre perigoso. Há por exemplo o versículo que diz que "Não há Deus", mas antes vem "Diz o ímpio em seu coração: Não há Deus". Sl 14:1

Quando utilizado isoladamente, "a letra mata" tem o mesmo efeito e parece querer dizer que devemos fugir de uma interpretação literal da Bíblia. Mas o que diz antes e depois?

"E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito?" 2 Co 3:6-8

É evidente que a "letra" à qual o apóstolo está se referindo são os dez mandamentos ou a lei como um todo, que foi dada a Israel com o propósito de provar o homem e revelar ser ele incapaz de seguir a lei. A Lei, portanto, é o sinal de contra-mão e nós aquele enorme caminhão entalado na rua estreita. Assim como faz o sinal, ela nos mostra que estamos na contra-mão e que nada podemos fazer de nós mesmos para sair disso, a não ser por uma obra de Deus. É aí que entra a graça, é aí que entra Cristo morrendo no lugar do pecador.

Portanto, quando o apóstolo diz que "a letra mata", ele está dizendo que a lei tem o papel de condenar apenas, não pode dar vida. A letra da lei é a lente de aumento que revela o quanto sou mau e pecador. Um trecho de Romanos esclarece melhor isso:

"Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência;porquanto onde não há lei está morto o pecado. E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; e o mandamento que era para vida, esse achei que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento me enganou, e por ele me matou. De modo que a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno". Rm 7:5-13
Portanto, da próxima vez que você mostrar um versículo para alguém e essa pessoa argumentar que não devemos seguir o que está escrito porque "a letra mata", é bem provável que essa pessoa é mais uma que gosta de selecionar da Bíblia apenas o que lhe apraz, e rejeitar tudo o que não lhe convém.

domingo, 16 de setembro de 2012


O VELHO ESCRAVO...


Havia um leilão de escravos, cujos preços variavam dependendo da idade, saúde, força para o trabalho, etc. Quando foi apresentado um escravo velho, fraco e doente, ninguém se interessou, mas todos se surpreenderam quando ouviram um fazendeiro gritar um lance tão alto que daria para comprar todos os escravos à venda. Como ninguém deu outro lance, ele arrematou por uma fortuna aquel
e escravo fraco e doente, diante do espanto de todos, inclusive do próprio escravo que aproximou-se de seu novo dono trêmulo de medo.

- Vá embora - disse o fazendeiro. - Você está livre!
O escravo tremeu mais ainda e perguntou:
- Mas o sr pagou aquele alto preço para me mandar embora, livre?
- Isso mesmo. Eu paguei um preço alto porque tive pena de você e queria ter certeza de que ninguém ofereceria uma soma maior. Eu comprei a sua liberdade; pode ir, a partir de hoje você é um homem livre!

O escravo, caindo aos pés do seu libertador, com os olhos banhados em lágrimas, falou com voz forte e resoluta:
- Senhor, por causa do que fez, eu o servirei, POR AMOR, até o fim dos meus dias!

Como saber se uma religião é falsa? Verificando se ela diz a você para fazer algo para MERECER a salvação. No cristianismo bíblico tudo o que o cristão faz para Deus são expressões de gratidão por uma salvação já assegurada. Na cruz o Senhor Jesus pagou o preço da redenção de todo aquele que o aceita como Salvador. O verdadeiro cristão serve, não para receber a salvação, mas por tê-la recebido quando creu em Jesus.

1Jo 4:19 Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.

Efs 2:8-10 Porque pela graça sois salvos, POR MEIO DA FÉ; e isto não vem de vós, é dom de Deus. NÃO VEM DAS OBRAS, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

terça-feira, 7 de agosto de 2012


ATAQUES EM IGREJA PENTECOSTAL NA NIGÉRIA MATARAM 16 PESSOAS

Seita islâmica Boko Haram vem atacando igrejas no país africano

mapa tiroteio igreja nigéria (Foto: 1)
Atiradores mataram 16 pessoas quando abriram fogo contra devotos em uma igreja cristã pentecostal no Estado central de Kogi, na Nigéria, durante um culto noturno na segunda-feira, afirmou a polícia nesta terça-feira (7).
"O ataque, executado por homens armados, ocorreu ontem à noite às 20h20 (locais) contra a igreja 'Deeper Life Bible Chuch', onde é realizada a cerimônia religiosa de segunda-feira à noite. Constatamos no local dos incidentes a morte de 15 pessoas, entre elas o pastor da igreja", declarou o tenente-coronel Gabriel Olorunyomi, chefe da Força de Tarefa Conjunta (JTF) do estado de Kogi.
Quatro feridos morreram devido à gravidade de seus ferimentos, acrescentou o tenente-coronel Olorunyomi.
Uma testemunha, que pediu para não ser identificada por medo de se tornar um alvo, disse que cerca de 10 atiradores bloquearam as saídas da igreja antes de atirarem nas pessoas que ficaram presas.
Ille disse que as forças de segurança no mês passado impediram um suspeito homem-bomba de detonar explosivos em outra igreja em Okene, uma cidade cerca de 225 quilômetros ao sul da capital Abuja. O suspeito homem-bomba fugiu, ele disse.
A seita islâmica Boko Haram atacou diversas igrejas este ano na Nigéria mas, o ataque de segunda-feira foi mais ao sul do que os usuais alvos do grupo.
Os ataques do grupo estão se alastrando cada vez mais pela Nigéria, o maior produtor de petróleo da África. Cidades pelo norte e na capital Abuja foram atingidas nos últimos meses por ataques suicidas, nunca vistos antes no ano passado no país.
A seita matou centenas este ano em sua insurgência contra o governo do presidente Jonathan Goodluck. O grupo quer ter um Estado islâmico dentro da Nigéria, um país com mais de 160 milhões de habitantes, separados quase igualmente entre cristãos e muçulmanos.

sábado, 21 de julho de 2012


EXALTAR O HOMEM É SUBSTITUIR A CRISTO
I Coríntios 1.10-17

(O tema para esta mensagem eu tomo emprestado de R. N. Champlim, em O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, volume 4, décima reimpressão, São Paulo, editora Candeia, 1998.)

No estudo anterior, desta primeira carta aos coríntios, vimos sobre o fato de que a igreja de Deus deve viver em santidade. Vimos que a igreja é de Deus, que ela é composta de “santificados em Cristo Jesus, que ela é enriquecida “em Cristo Jesus” com uma riqueza muito mais espiritual que material e que Deus deseja que sua igreja seja irrepreensível.

No presente estudo vamos ver, olhando para a igreja de Corinto, que quando o homem é demasiado exaltado, Cristo está sendo substituído. Isso pode acontecer numa igreja como um todo, bem como na vida de uma pessoa em particular.

Na igreja de Corinto, na vida de muitos daquela igreja, Cristo estava sendo substituído por homens, partidos estavam sendo criados e estava havendo muita discórdia e divisão interna. Paulo então intervém, apontando o erro, mostrando que Cristo não deve ser substituído por ninguém e apelando para que aqueles crentes sejam unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.

I. OS PARTIDOS EXISTENTES“Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós. Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo.” (1 Coríntios 1:11-12 RC)

Uma das coisas mais tristes que podem acontecer dentro de uma igreja é o surgimento de um espírito faccioso. Esse espírito gera disputas entre os crentes. A Bíblia aponta esse erro como sendo uma das obras da carne.

Paulo ficou sabendo que esse tipo de coisa estava acontecendo na igreja de Corinto, e ficou sabendo também que isso estava levando à formação de partidos dentro da igreja, dividindo-a internamente em várias facções. Surgiu lá o partido de Paulo, o de Apolo, o de Cefas e o de Cristo. Paulo, Apolo, Cefas e Cristo nada tinham a ver com isso; não foram eles quem criaram os partidos e nem desejaram que isso fosse feito, e nem gostaram disso.

O que levou aqueles crentes a se dividirem internamente em “seguidores de Paulo”, “seguidores de Apolo” e “seguidores de Cefas”?

Paulo fora o fundador da igreja cristã em Corinto. Portanto, seu nome ali era reverenciado. ... [mas] em seu zelo em favor de Paulo, obscureceram o nome de Cristo. 

Cefas... quem era Cefas? Cefas era Pedro! Pedro visitou a igreja de Corinto, e, certamente, alguns crentes dali, talvez judeus, sentiram uma certa afinidade por ele.

Apolo,judeu de Alexandria,pouco falado na bíblia,mas companheiro e parceiro de Paulo,ensinador de JESUS CRISTO.

Além dessas coisas, cada um desses três líderes devem ter obtido conversões em Corinto, e os seus convertidos tendiam naturalmente por alinhar-se a eles. (CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, volume 4, décima reimpressão, São Paulo, editora Candeia, 1998)

E o que dizer do “partido de Cristo”? A princípio parece ser coisa boa pertencer a esse “partido”. Mas, se assim o é, por que Paulo incluiu esse em sua exortação? Se aquele “partido” era composto por pessoas que diziam ser de Cristo, simplesmente por orgulho, pessoas que negavam completamente a autoridade de Paulo, Apolo e Pedro, ou qualquer outro vulto cristão, e que reinvidicavam receber revelações diretamente da parte de Cristo, julgando-se assim os “mais elevados”, então não era algo muito bom.

Existe o problema do partidarismo na igreja hoje? Certamente que sim. O denominacionalismo não é uma espécie de partidarismo? Talvez até possa haver as denominações sem haver o partidarismo, mas o fato é que ele existe, por causa da dureza dos nossos corações. 

Também existem hoje aqueles que abrem a boca para dizer que é cristão, apenas cristão, mas, em muitos casos, não sabem nem o que significa ser cristão, e tal declaração nada mais é do que a manifestação de um espírito faccioso, uma vez que vem acompanhada de repúdio por quem quer que seja que se diga batista, presbiteriano, assembleiano, ou outra coisa qualquer.

Podemos ser batistas, mas antes de sermos batistas temos que ser de Cristo e entender que irmãos de outras igrejas também são de Cristo e são nossos irmãos e devemos respeitá-los e amá-los e procurar viver em comunhão com eles (ainda que não em uma relação ecumênica). Quando Cristo apresentar ao Pai a sua igreja ele vai apresentar uma e não várias igrejas. Notem também que ele vai apresentar a SUA igreja.

II. UM APELO À CONCÓRDIA“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer.” (1 Coríntios 1:10 RC)

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.” (1 Coríntios 1:10 RA)

“Irmãos e irmãs, peço, pela autoridade do nosso Senhor Jesus Cristo, que vocês estejam de acordo no que dizem e que não haja divisões entre vocês. Sejam completamente unidos num só pensamento e numa só intenção.” (1 Coríntios 1:10 BLH)

Poderíamos também dar a esse tópico o título de “Um Apelo à Restauração a uma Condição Correta”. A condição correta para uma igreja é ela ser unida em um mesmo sentido, ter uma mesma disposição mental, e ser unida em um mesmo parecer. A igreja de Corinto estava longe disso, e por isso ela precisava ser restaurada a essa condição correta.

Como eles fariam isso? Deixariam de ser simpáticos a Paulo, Apolo ou Pedro? Passariam eles agora a repudiar o ensino destes homens de Deus? É óbvio que não, mas eles não poderiam colocar um deles em um pedestal e repudiar os demais. Foi por isso que aconteceu o que aconteceu. 

O mesmo se dá hoje. Se colocamos Calvino, ou um outro vulto cristão qualquer em um pedestal e repudiamos os outros juntamente com quem se simpatiza com seus ensinamentos, vamos ficar mais divididos do que já estamos, ainda que as diferenças não sejam tão importantes. E também uma coisa é combater um determinado ensinamento, tentar trazer à razão pessoas que estão seguindo um ensino errado, e outra coisa é condenar as pessoas junto com os ensinamentos. Paulo apela à concórdia e é em concórdia que a igreja deve caminhar. 

Vejamos um exemplo do pensamento de Paulo: 

“Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas. Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. O que come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.” (Romanos 14:1-6 RC)

III. QUANDO HOMENS SÃO EXALTADOS, À MANEIRA DA IGREJA DE CORINTO, CRISTO É SUBSTITUÍDO.“Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:13 RC)

Paulo, agora, coloca os crentes de Corinto contra a parede. Está Cristo dividido? Será isso possível? Será que o Jesus que orou “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.” (João 17:11 RC) agora se renderia diante da grandeza do problema e se permitiria dividir? É óbvio que não! 

Foi Paulo crucificado por vós? Fostes batizados em nome de Paulo? Todas essas perguntas só têm uma resposta: NÃO! E, sendo assim, Cristo estava sendo substituído por homens.

Concluindo…... Cuidemo-nos, amados, para não cairmos nesse erro de valorizarmos demais algumas pessoas, vultos, ao ponto de os colocarmos no lugar que pertence a Cristo.



Pr. Walmir Vigo Gonçalves

quarta-feira, 18 de julho de 2012



Líderes Cegos.

Jesus comparou alguns mestres com cegos: “Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?” (Lucas 6:39). D'us mandou seu Filho para dar vida aos pecadores, mas os construtores (os líderes religiosos) rejeitaram a principal pedra (1 Pedro 2:7-8). Jesus bem identificou o problema de cegueira dos líderes.

Em João 7, encontramos um exemplo de pastores com os olhos fechados à verdade. Eles mandaram guardas para prender Jesus. Os guardas ficaram maravilhados com o ensinamento do Cristo que não O prenderam. Quando voltaram aos chefes, estes os rebaixaram: “Será que também vós fostes enganados?” (7:47). Com toda a arrogância de homens que se julgavam sábios na palavra de D'us, eles recorreram à sua suposta superioridade espiritual: “Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?” (7:48). O ponto deles é óbvio: somente as pessoas formadas em teologia teriam capacidade para julgar a palavra de Cristo. O mesmo erro arrogante reprimiu o povo comum durante séculos na história católica. Hoje, muitos pastores protestantes, também, se exaltam por causa de diplomas de seminários e de
cursos de teologia.

Confiando em sua própria sabedoria, os líderes desprezam o povo comum. Os líderes judeus olharam para a multidão e disseram: “Quanto a este plebe que nada sabe da lei, é maldita”(7:49). Mas, o contexto bem mostra que os próprios líderes não estavam examinando as evidências. Recusaram considerar os milagres de Jesus (João 5:36). Não interpretaram as Escrituras de modo correto (João 5:39-40,45-47). Eram líderes religiosos, mas espiritualmente cegos como morcegos.

Hoje, muitas pessoas têm medo de contrariar os seus líderes religiosos. Confiam tanto em pastores e padres que não estudam a palavra por si. Embora outros homens podem nos ajudar a entender algumas coisas da palavra de D'us, jamais devemos confiar em homens acima da palavra de D'us. Cada um será julgado por Cristo (2 Coríntios 5:10). Por isso, cada um deve se preocupar com a palavra que nos julgará (João 12:48).

-por Dennis Allan

terça-feira, 17 de julho de 2012



VÉIO DO SACO.

Foi num domingo à noite, no horário do culto, que um velho mendigo postou-se à porta da igreja, maltrapilho, fedido.

As pessoas iam se desviavam dele. Não lhe davam nada nem o convidavam para entrar. 
Por fim, um dos porteiros o assentou na última fileira. E lá ele ficou sozinho, pois ninguém mais quis sentar-se naquele banco da igreja.

Os porteiros torciam que o pastor chegasse logo, pois não sabiam exatamente o que deviam fazer com o "Véio do Saco" (apelido que os adolescentes logo lhe deram e, do qual, os adultos riram contidamente), mas, justamente naquela noite o pastor se atrasou.

Após o período dos cânticos, um dos oficiais da igreja tomou a palavra:
- Irmãos, é chegada a hora da pregação e o nosso pastor ainda não chegou. Vamos orar, cantar mais um hino e, depois, pedir a qualquer um dos irmãos que nos traga a Palavra.

E assim se fez, porém, para surpresa e indignação geral, convidaram o "Véio do Saco".

Mas, as surpresas não pararam por aí. Ao tomar lugar no púlpito, o mendigo, pegou uma toalha molhada no saco plástico que trazia às costas, saudou a igreja corretamente, começou a tirar a roupa suja (que até então estava escondendo um belo terno) e a limpar a "sujeira" do rosto com a toalha molhada.

E ali mesmo, diante daqueles olhos atônitos, o mendigo foi, aos poucos, se transformando, pois, na verdade, o "Véio do Saco" era o próprio pastor da igreja (que na sua mocidade tinha sido um excelente ator de teatro amador e resolvera usar sua arte para repreender a igreja).

- A Bíblia nos ensina a amar o próximo. A estender a mão para o aflito e o necessitado. Há meses eu venho ensinando isso para vocês, mas, até hoje, não percebi nenhuma mudança em suas atitudes. Que mérito há em cumprimentar somente os amigos? Que valor há em abraçar somente os irmãos? Todos vocês passaram por mim e nem sequer deram-me um mísero "Boa-noite". Por que? Por causa das minhas roupas? Do cheiro?

- Não é este "evangelho" que eu tenho lhes ensinado. O Evangelho que eu anuncio é poderoso para transformar qualquer pessoa. Eu creio que qualquer mendigo de rua, pelo poder de D'us, em Cristo Jesus, pode ser transformado no futuro pastor desta igreja.

Mas todos nós, com rosto descoberto,
refletindo como um espelho a glória do Senhor,
somos transformados de glória em glória
na mesma imagem,
como pelo Espírito do Senhor.
II Coríntios 3.18.

Missões Urgente.
Shalom Adonai
Glauce Lopes

segunda-feira, 2 de julho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

UM Semeia...,Outro ceifa...,!!!



Se a dúvida é sobre João 4:37-38, que diz: "Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho". Quem seriam esses "outros" que trabalharam?

Quando os discípulos começaram seu ministério, estavam pisando em terreno que já havia sido trilhado antes pelos profetas que anunciavam a vinda do Messias e também por João Batista. Por isso o Senhor diz a eles que estavam entrando no trabalho de outros. Eles estavam ceifando em um campo onde outros haviam semeado.

Mas devemos entender que tanto os profetas do Antigo Testamento, como os discípulos de Jesus nos evangelhos, nada tinham (ainda) a ver com a Igreja, que era um segredo oculto (revelado a Paulo e depois aos outros apóstolos), até ter sido fundada no dia de Pentecostes sobre a rocha que é Cristo, porém Cristo morto, ressuscitado e glorificado. Antes disso teria sido impossível que seres humanos desfrutassem de toda a plenitude da obra de Cristo.

Ao falar dos santos e mártires do Antigo Testamento, a epístola aos Hebreus esclarece:

Heb 11:39-40 "E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados". 

Pedro também explica como os profetas do Antigo Testamento falaram da salvação que seria manifestada, sem contudo entendê-la perfeitamente:

1Pe 1:10-12 Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. 

É preciso entender também que a pregação dos discípulos nos evangelhos, ou seja, a "ceifa" que eles praticavam em terreno semeado por outros, não era de uma mensagem completa, pois Jesus ainda não havia morrido e ressuscitado. Eles pregavam a vinda do Messias e Rei de Israel, sem nem mesmo entender que lugar os gentios teriam na obra de Deus. É só com o evangelho de Paulo, ou a carta aos Romanos, que temos a revelação completa das boas novas de salvação, e pela carta aos Efésios a compreensão do mistério ou segredo oculto, que era a Igreja.

Esta passagem de João 4:37-38 também nos dá uma lição importante: qualquer que seja o resultado de nosso trabalho na pregação do evangelho, devemos ter em mente que não foi um trabalho feito apenas por nossa instrumentalidade. Obviamente a obra é de Deus e é o Espírito Santo quem convence uma alma de seu pecado e a leva à conversão, mas mesmo do ponto de vista do instrumento usado por Deus para semear ou ceifar, devemos ser humildes o suficiente para entender que outros antes de nós iniciaram o trabalho.

Quando você encontra uma pessoa e prega a ela o evangelho, não fique se gabando de ter sido o primeiro. A menos que estejamos falando de algum indígena sem contato com a civilização, ou dos pagãos que eram inicialmente alcançados pelos discípulos na Grécia e Ásia antes da disseminação do cristianismo, a pessoa a quem você fala a Palavra no mundo ocidental já foi alcançada pela mesma Palavra em muitas ocasiões anteriores. A Palavra de Deus é como a água que os servos precisaram colocar nas talhas de pedra das bodas de Caná até ficarem cheias e o Senhor fazer o milagre.

Uma pessoa no mundo ocidental de hoje já deve ter escutado a Palavra de Deus em diversos lugares, como em igrejas de diferentes denominações católicas e protestantes, no rádio e TV, em livros, folhetos, Internet etc. Se você teve o privilégio de assistir à conversão definitiva dessa pessoa, alegre-se por ter sido talvez o que deu a ela o último gole da Palavra necessário para o Espírito Santo agir. Por assim dizer, você encontrou aquele "vaso de pedra" quase cheio e só faltava uma gota. Portanto, em nenhum momento saia por aí se gabando de ter sido o único instrumento usado por Deus na conversão daquela alma.

por Mario Persona 

#122 O veu rasgado

terça-feira, 22 de maio de 2012

Jesus Liberta...: Jesus foi pregar no inferno?

Jesus Liberta...: Jesus foi pregar no inferno?: Jesus foi pregar no inferno? Não, essa idéia decorre de uma interpretação errônea das passagens em 1 Pedro 3:19 e 4:6. Vou acrescentar come...

sábado, 31 de março de 2012

O que é Blasfemar contra o ESPIRITO SANTO...?


Qual é o pecado sem perdão?

Não há como Deus salvar alguém que blasfeme contra o Espírito. Mas o que significa blasfemar contra o Espírito Santo? A rigor, a primeira aplicação diz respeito ao tempo em que o Senhor Jesus estava aqui e era acusado de fazer seus milagres pelo poder de Satanás, e não pelo poder do Espírito.


Neste sentido hoje seria impossível alguém blasfemar contra o Espírito, pois Jesus não está neste mundo em forma visível fazendo milagres. Portanto não há como alguém dizer o mesmo que os judeus disseram no seu tempo. Este versículo esclarece:


Heb 2:3-4 "como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?"

Portanto, a primeira aplicação do termo blasfemar contra o Espírito se refere à acusação direta dos judeus que viveram há 2 mil anos. Apesar de verem os milagres operados pelo Espírito Santo através de Jesus, eles o acusaram de fazer aquilo pelo poder de Belzebu. João 11 deixa claro que eles tinham consciência de todos os milagres que Jesus estava fazendo, portanto suas palavras os condenavam:

Joã 11:47 "Depois, os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho e diziam: Que faremos? Porquanto este homem faz muitos sinais." 

Uma segunda aplicação do termo blasfemar contra o Espírito está em negar a sua operação no convencimento do pecador. Em João 16.7‑15 vemos escrito que é o Espírito que convence do pecado. Se alguém disser que Cristo, que foi ungido com o Espírito e fazia tudo pelo poder de Deus, fez tudo pelo poder do demônio (Mateus 12.22‑32), e não receber a convicção que o Espírito dá acerca do pecado, é evidente que para essa pessoa não há perdão. Pois como Deus irá perdoar alguém que não crê no Filho de Deus se o perdão só é dado para aqueles que crêem em Cristo? Aquele que não se deixa convencer pelo Espírito para que creia em Jesus, está, de certa forma, blasfemando contra o Espírito.

Mas é evidente também que ninguém poderá dizer Jesus é Senhor (1 Coríntios 12.3) se não for pelo Espírito. Todas as pessoas, por natureza rejeitam o Evangelho, que são as boas novas de salvação pela fé em Jesus Cristo, pois todos são inimigos de Deus no seu estado natural (leia Romanos 5.10). Portanto, todos nós um dia fomos incrédulos, e isto acontece com todas as pessoas. Porém um dia Deus efetuou uma obra em mim, e eu aceitei o que o Espírito Santo me mostrava pela Palavra de Deus, ou seja, reconheci que era um pecador e que necessitava do Salvador. Cri em Jesus como meu Salvador; cri que na cruz Ele foi castigado em meu próprio lugar; cri que Ele sofreu todo o juízo que eu merecia. E fui salvo!

Se eu tivesse morrido na incredulidade, duvidando daquilo que o Espírito Santo procurava me convencer, é evidente que não haveria salvação para mim, pois como poderia ser salvo sem crer? Mas, enquanto estamos vivos ainda há uma chance. Como não sabemos o momento em que vamos morrer ou em que o Senhor Jesus vai voltar, é urgente que qualquer pessoa se converta, assegurando assim a entrada no céu.

Portanto, quem crê no Senhor Jesus tem a salvação assegurada, não importa o quão incrédulo foi antes. Mas quem não crê, e continua vivo neste mundo, é porque Deus ainda lhe dá chance de se converter. Mas até quando?

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Por que Deus escolheu Israel?


Por que Deus escolheu Israel?

Perguntar por que Deus escolheu Israel para ser o seu povo na terra e dar a esse povo os seus oráculos é como perguntar ao João por que ele escolheu a Marisa e não a Sílvia. Ele irá responder que escolheu a Marisa porque a ama.


Deu 7:7-9 "O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; Mas, porque o SENHOR vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos". 

Mas a escolha de Deus tinha outra finalidade também. Ele precisaria escolher um povo para que dele viesse a mulher que seria mãe daquele que iria esmagar a cabeça da serpente, Satanás, depois de ter seu calcanhar picado por ela. Assim Deus escolheu um povo e depois escolheu a virgem da qual viria o Cristo, o Salvador.

Gên 3:15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Isa 7:14 Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel

Luc 2:9-11 E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor

Então, juntando tudo, Deus escolheu Israel por causa de Jesus. O povo terreno de Deus, porém, rejeitou o seu Messias, e Deus introduziu em cena outra escolha sua: a Igreja. O interessante é que Israel foi escolhido "desde a fundação do mundo", e a igreja "antes da fundação do mundo". A razão de Deus ter escolhido a Igreja, e cada um de seus membros, é a mesma: Deus escolheu a igreja por causa de Jesus, para que ela fosse a noiva de seu Filho.

Para Israel (Jesus é Rei):


Mat_25:34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo

Para Igreja (Jesus é Senhor):


Efs_1:4 Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; 

No final, tanto Israel quanto a Igreja serão salvos, obviamente os que creram em cada um desses grupos. Mas no momento atual que já dura dois mil anos Israel está colocado de lado por Deus e se algum israelita quiser ser salvo precisará crer em Jesus, o que fará com que ele deixe de ser um israelita (no sentido de pertencer ao povo terreno de Deus) e passará a ser membro do corpo de Cristo, que á igreja, cujas promessas e expectativas são completamente diferentes das que foram dadas a Israel.

1Co_10:32 Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. 

Israel recebeu promessas terrenas de saúde, prosperidade e longevidade. A Igreja recebeu promessas celestiais de bênçãos espirituais.

Israel (as bênçãos de Israel são materiais, tipo saúde, dinheiro, rebanhos etc.):


Slm 122:6-7 Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios


Mal 3:10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes

Igreja (não existem promessas de prosperidade material para a Igreja):


Efs 1:3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo

1Tm_6:8 Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes

por Mario Persona

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"O DÍZIMO E A GRAÇA"


A IGREJA QUE COBRA DÍZIMO PODE PERTENCER A DEUS?


DÍZIMO NA GRAÇA: Mentira que insiste em prevalecer! 


Alguns ministros religiosos, ao aceitarem falsos princípios, afastam-se da realidade do Evangelho e passam a valorizar mais seus dogmas de doutrina do que a própria Palavra de Deus.
E Deus, então, para coibir tal heresia dentro de Sua Igreja, trata de corrigi-los.
Alguns defensores do dízimo têm me feito a seguinte pergunta: “muitas das igrejas que cobram dízimo têm sido reconhecidas pelo Espírito Santo (segundo a Sua operação no seu interior), como igrejas de Deus, juntamente com seus obreiros; poderia, então, uma obra de maneira errada ser praticada por uma Igreja de Deus? Como você explica isto?”.
Então eu, em resposta a estes, posso afirmar, pela correta interpretação que recebi da parte de Deus (pelo Espírito Santo que me foi dado), que, sem dúvida e isento de hipocrisia, também reconheço que muitas das igrejas que cobram dízimo são igrejas de Deus, e inclusive seus ministros; porém, isto não significa que tais ministros não estejam errando nesta área! Quando Deus repreende Seus obreiros, é exatamente pelo fato de existir erro dentro de Sua Igreja.
As sete igrejas da Ásia, as quais Jesus enviou cartas através do apóstolo João, também eram igrejas de Deus, e inclusive seus ministros, porém, cinco delas receberam fortes repreensões da parte de Jesus por algumas das suas obras não terem sido achadas corretas diante de Deus. E as igrejas, cujas cartas continham repreensões da parte de Jesus, foram advertidas para que seus ministros se corrigissem dos seus erros e permanecessem em pé diante de Deus.
Observemos a carta à Igreja de Éfeso:
Apocalipse 2. 1-7
1 Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, e anda no meio dos sete castiçais de ouro:
2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.
3 E sofreste, e tens paciência, e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.
4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
5 Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
6 Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.
7 Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.
         É claro que o erro da Igreja de Éfeso não tinha nada a ver com o dízimo; até porque sabiam, de primeira mão, que não deveriam cobrar dízimo; mas, o que podemos observar é que era uma Igreja de Deus e seu ministro também; tanto que todas as suas obras estavam corretas diante de Deus, com exceção de uma. E foi por esta única obra que não estava agradando a Deus, que Jesus estava tomando providência contra o seu ministro (o anjo da Igreja), para livrar o seu povo de uma queda espiritual.
Quanto ao erro da cobrança do dízimo nas igrejas de hoje, nota-se que nestes últimos tempos Deus tem tomado providências para corrigir seus ministros que praticam essa indevida cobrança.

O DÍZIMO NÃO É UMA COBRANÇA?

Muitos defendem a prática do dízimo no cristianismo, afirmando erroneamente que o dízimo não é uma cobrança (não é um pagamento obrigatório), mas sim uma contribuição voluntária. Mas isto não é verdade. O dízimo não seria uma cobrança, se não fosse acompanhado de influência espiritualmente legalista; mas esta não é a realidade de sua prática, pois se tratando de dízimo, já é, obviamente, prefixado 10% e cobrado sob o rigor da Lei. Quem convive no meio evangélico sabe disto. Eu, por exemplo, ao longo dos 28 anos que sirvo a Deus, venho acompanhando a atitude de algumas lideranças religiosas em relação à prática do dízimo, e presenciando constantes pressões que são feitas em relação a essa cobrança, as quais têm, na verdade, avaliada as qualidades espirituais dos seus fiéis pelo pagamento de dízimo. Ao invés de ensinarem o povo a amar a obra de Deus, ou seja, a contribuir inspirado pelo amor, acham mais fácil e confortável (para si mesmos) ensinarem o povo a ter medo das ordenanças do Antigo Pacto, sob ameaça da maldição da Lei, levando o povo a contribuir para sentir o alívio de um peso obrigatório (para o resgate de uma dívida para com Deus), rejeitando assim o que foi estabelecido pelo Espírito da Graça. A verdade é que, a maioria das igrejas fecha as portas de seu convívio espiritual para aqueles que não derem no mínimo 10% de suas rendas.
Para confirmação de tudo isto, observe o que nos últimos tempos estão ensinando em relação ao cristão que não pode pagar o dízimo, ou que por fidelidade ao Espírito da Graça não for dizimista:

1º: Está roubando a Deus.

2º: É amaldiçoado.

3º: Não pode estar em comunhão com o povo de Deus.

Diante de tudo isso, muitos ainda têm a coragem de dizer que isto não é uma cobrança. A verdade é que, nas entrelinhas, a mensagem da pregação do dízimo é esta: “Não é obrigatório, mas espontâneo, porque você tem livre escolha: dar o dízimo, ou viver em maldição”.
Conclusão: o dízimo é, com certeza, cobrado pelo rigor da Lei, mas aplicado no cristianismo sob o disfarce de contribuição voluntária. 
A cobrança do dízimo no cristianismo é um jugo que tem causado sofrimento e angústia para muitos cristãos, e até tem impedido que muitas pessoas se integrem à Igreja. Muitos, ao crerem no Evangelho, não se aliam às igrejas por causa do dízimo, isto é, por não sentirem espiritualidade na sua cobrança; enquanto outros se desintegram das igrejas por não resistirem tal carga nos seus ombros.
Esse jugo tem feito com que muitos cristãos enfraqueçam na fé; pois quando alguém encontra impossibilidade de apurar os 10% do que ganha para poder contribuir em forma de dízimo, o tal é reputado, pelos pregadores de dízimos, como ladrão e amaldiçoado. Pois ganhando pouco e procurando saldar seus compromissos para manter sua honestidade social e sua integridade espiritual, nem sempre consegue levar aos seus líderes os 10%, mesmo sentindo no coração grande desejo de contribuir. Impossibilitado de levar esse valor, deseja levar o que pode, mas é impedido pelo pregador legalista que diz que 10% deve ser o mínimo, e que seria injusto levar menos, apontando para a Ordenança da Lei do Antigo Pacto mencionada em Malaquias 3.8-10, para dizer que o tal é ladrão e amaldiçoado. Então este cristão acaba não levando nada; e quando vai orar, aquela acusação do pregador soa injustamente nos seus ouvidos: “Você é ladrão e amaldiçoado”, desanimado na fé e julgando-se sem condição de servir a Deus, acaba se desintegrando da Igreja. Porém, tais pregadores, com certeza, vão prestar contas com Deus pelo prejuízo espiritual que têm causado à vida desses cristãos, pois nesse sentido, o apóstolo Paulo expressamente declara: “Aquele que destruir o templo de Deus que sois vós, Deus o destruirá” (1 Co 3.17).
Portanto, pregadores de dízimos, não destruam por causa do dinheiro aqueles por quem Cristo morreu.
Temos acima um real exemplo do pobre que vive oprimido por não conseguir apurar 10% do seu salário (o dízimo) para cumprir a exigência de seus respectivos líderes. Pois é natural que a contribuição cristã, ordenada em forma de dízimo, causa opressão aos pobres. E aí, é quando essa indevida cobrança ameaça o cumprimento das profecias de libertação da opressão da Lei, como:
 1º) “Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre ele, a vara que lhe feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas” (Isaias 9.4).
2º) “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Isaias 61.1).
3º) “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, me levantarei agora, diz o Senhor; porei em salvo aquele para quem eles assopram” (Salmos 12.5).
         4º) “mas julgará com justiça os pobres” (Isaias 11.4).
5º) “então, ao Senhor trarão ofertas em justiça” (Malaquias 3.3).

Se os cobradores de dízimos procurassem amar um pouco mais a igreja de Deus, certamente não agiriam com ameaças de maldição, mas abençoariam a igreja ao contribuir com qualquer percentual. Deixariam de operar pelo Ministério da Letra, chamado também de Ministério da Condenação, e operariam pelo Ministério do Espírito, que dá vida e paz aos que com um coração puro aceitam a Graça de Cristo para remição dos seus pecados, e agora, dentro de suas possibilidades, querem contribuir, levando à obra de Deus com alegria e propósito de coração, o que podem ajuntar, conforme a orientação do apóstolo Paulo: “o que puder ajuntar, conforme sua prosperidade” (1Co 16.2). E ainda: “Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem” (2Co 8.12).
Os legalistas do dízimo, que não conhecem totalmente a verdade do Evangelho e a integridade da Graça de Cristo, preferem dizer que aquele que dá menos de 10% é ladrão e amaldiçoado. Confiam mais no Ministério da Letra do que no Ministério do Espírito. Mas, veja o que está escrito: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o Espírito vivifica” (2 Co 3.6).

“O DÍZIMO É BÍBLICO; ESTÁ ESCRITO!”, ALEGAM OS PREGADORES LEGALISTAS.

“É BÍBLICO” ou “ESTÁ ESCRITO”, é a razão equivocada que muitos apresentam para introduzir no cristianismo algumas obras cuja realização é, sem dúvida, contra a vontade de Deus. Existem muitas obras bíblicas, ou, que estão escritas, mas que não podem ser aplicadas no cristianismo, como por exemplo:

a) Sacrifício de animais é uma obra bíblica e, inclusive, paralela ao dízimo; pois também está escrita no livro de Malaquias! Foi praticada na Lei, antes da Lei, mas não deve ser praticada no cristianismo. 

b) O apedrejamento por adultério é, sem dúvida, bíblico, mas também não se enquadra na prática cristã.
 
 c) A circuncisão também é bíblica; foi praticada na Lei, antes da Lei, e inclusive por Jesus (Lc 2.21-24; Rm 15.8), entretanto, o cristão não deve praticá-la, pois está escrito: “Se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará (Gl 5.2)”.
Não é por uma obra estar escrita na bíblia, que deve ser praticada no cristianismo. Vale lembrar que, existem a letra da Bíblia e o Espírito da bíblia. A letra só tem respaldo divino aliada ao Espírito da Bíblia. Citar a letra da Bíblia sem juntá-la ao Espírito dela, pode levar à heresia, ou seja, pode formar um anátema. Por isto Paulo diz: “porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2º Co 3.6). Satanás, ao tentar Jesus, pediu-lhe indevidamente a realização de uma obra bíblica, usando o seguinte argumento: “porque está escrito”. Ele pediu para Jesus se atirar do pináculo do Templo, dizendo: “Está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que não tropeces em alguma pedra”. Então Jesus lhe respondeu, usando também um texto bíblico, porém, em harmonia com o Espírito da Bíblia, dizendo: “também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus”. Porque, o que Satanás citou, realmente estava escrito (era bíblico), mas não era para àquela hora (para aquela situação), mas para a hora certa.
Aplicar uma obra de maneira indevida só porque “está escrito” é realmente tentar a Deus. Por este motivo encontramos, em Atos dos Apóstolos, a devida repreensão aos discípulos que cometeram essa tentação a Deus ao imporem sobre os cristãos a prática da Lei de Moisés (inclusive o dízimo), quando diz: “Por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?” (At. 15.10). Observem que, todas estas obras que o Espírito Santo revelou aos apóstolos que se as colocassem em prática no cristianismo seria uma tentação a Deus, estavam escritas na Bíblia! Eram bíblicas! Portanto, obreiros do Evangelho, não vamos tentar a Deus, mas sim deixar o cristão livre para contribuir com qualquer percentual.    
Porque sobre o dízimo, realmente está escrito, porém, para a hora certa (para a época do Velho Testamento, ou, para quem quer viver debaixo da Lei), mas não para o verdadeiro cristianismo.
Então, sabemos que, aplicar o dízimo ao cristianismo, porque está escrito, é cometer o erro da observância exclusiva da letra (é tentar a Deus). Vale ressaltar que, Satanás provocou a tentação a Deus, ao pedir para Jesus se atirar do pináculo do Templo, dizendo: “está escrito”.

Portanto, não se pode tomar uma obra da Lei (que vem por mandamento carnal, obra morta), como é o caso do dízimo, e aplicar ao cristianismo, pelo fato de ser bíblica. Obras desta natureza, no cristianismo, são consideradas obras mortas. Mas a contribuição cristã deve chegar diante de Deus como obra viva, sem percentual prefixado por Lei, isto é sem limite máximo nem mínimo, mas que se realiza pela lei da liberdade (Tg 2.12; 1.25; 2º Co 9.7).

     SACRILÉGIO:

A pregação do dízimo no cristianismo é um verdadeiro sacrilégio (é um agravo ao Espírito da Graça). Pois quando é pregado que aquele que não dá o dízimo é ladrão e amaldiçoado, está reputando o dízimo como uma obra imprescindível à salvação, ou seja, está substituindo a Graça de Cristo pelo cumprimento da lei do dízimo. E isto é realmente fazer agravo ao Espírito da Graça. Porque aespontaneidade para contribuir, e a liberdade para que o percentual de contribuição seja determinado pelas possibilidades e propósito de coração, são características proporcionadas pelo Espírito da Graça. Ao contrario, estaríamos aniquilando a Graça de Deus. Por esta razão lemos em Gálatas 2.21: “Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”.
A ofensa ao Espírito da Graça pode custar muito caro para aquele que à pratica, pois a este respeito, está escrito: “quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da Aliança, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça.?” (Eb 10.28,29 ; Rm. 5,20.)  


 A  HERESIA  DA  DEVOLUÇÃO:

A pregação do dízimo troca a Graça de Cristo pela maldição da Lei. Chegam até a ensinar que o cristão está devolvendo o dízimo! Ora, devolver o dízimo é rejeitar a Graça de Cristo; é devolver o Sacrifício que Ele consumou na Cruz do Calvário, e confiar que pode cumprir essa Lei, como quem diz: “eu não preciso, eu cumpro, eu posso, eu sou fiel nesta Lei, então te devolvo.” Mas, mesmo que alguém seja fiel nesta Lei, terá que ser fiel em toda a Lei, ou seja, devolver todo sacrifício de Cristo, e passar a guardar toda a Lei, (Gl 5.1-3; Tg 2.10).
O Dízimo, corretamente compreendido, era o imposto de renda da nação. Imposto esse, que só foi regularmente cobrado pelas autoridades eclesiásticas durante o tempo em que a religião e a política caminhavam juntas, ou seja, quando o ministério político era governado pelas autoridades religiosas. Eram dois componentes em uma só realidade. Tanto, que no mundo judaico, o Sinédrio (máximo órgão jurídico e administrativo da nação) era presidido pelo sumo sacerdote.
Mas, o ministério cristão foi constituído, sem dúvida, separado da política. O próprio Jesus declarou: “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18.36). Por este motivo, a cobrança do imposto de renda (o dízimo) ficou somente a cargo do governo político. Isso nos ajuda a entender o porquê da Igreja cristã primitiva não ter praticado a cobrança do dízimo.
Porque, tudo que se trata de tributo, imposto de renda, pertence ao governo político. Por este motivo, Jesus achou justo dar a moeda do tributo ao representante político (a César). Temos certeza que, hoje, em termo de Brasil, se perguntasse para Jesus sobre o imposto de renda (que corresponde ao dízimo da época), dizendo: É lícito pagar o imposto de renda à Lula? A resposta seria a mesma: Dai a Lula o que é de Lula, e a Deus o que é de Deus. Ou seja: dai o imposto de renda ao governo político, e a Deus o que é de Deus.
Todos os cobradores de dízimos, na área de contribuição, operam como ministros do Velho Testamento e não do Novo, da letra e não do Espírito. E em referência às suas justificativas de que há operação divina no meio de suas respectivas igrejas, posso afirmar que a correção é parte integrante dela; Deus opera no meio de Sua Igreja para salvar, abençoar, ensinar e corrigir.
Deus está tomando providências contra o grave erro da cobrança do dízimo, exatamente pelo fato dela estar acontecendo dentro de muitas das Suas igrejas. Se tal erro acontecesse simplesmente fora da Igreja, Deus não tomaria as devidas providências como tem tomado nestes últimos tempos. Mas, para livrar o Seu povo desse jugo desagradável e dessa indevida cobrança, o Senhor tem Se dirigido de forma repreensiva a tais obreiros. Este é o principal motivo que prova que muitas das igrejas que cobram dízimo pertencem a Deus e, igualmente, seus respectivos obreiros.
Em quase todos os livros da Bíblia Sagrada encontram-se repreensões a obreiros, por alguma obra que não estava correta diante de Deus; e a recomendação para essa situação é: ao reconhecer o erro, aceitar a devida correção, para melhor agradar a Deus no seu ministério, conforme a orientação do escritor aos Hebreus: “Por isto, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus” (Hb 6.1).
Deus tem falado de diversas maneiras com o Seu povo a respeito desse legalismo, e agora fala através deste livro que tem me inspirado. Só não aprende aquele que endurece o coração e não dá ouvido ao Espírito Santo; mas é importante termos como exemplo a recomendação divina do Salmo 95.7-8: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”.
Portanto, irmãos, vamos seguir a vontade de Deus expressada pelo apóstolo Paulo na sua Epístola aos Gálatas, quando disse: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”, (Gl 5.1).
Concluo, pois, este capítulo, trazendo à memória o capítulo 15, versículo 10, de Atos dos Apóstolos, o qual nos adverte que, submeter a Igreja de Cristo ao jugo da servidão da Lei (da qual o dízimo é parte integrante) é realmente tentar a Deus:
Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?

FONTE:  Extraído do Livro "O Dízimo e a Graça"
AUTOR:  Antonio Vergilio Vicente