sábado, 17 de setembro de 2011

Um pouco sobre morte e ressurreição





"E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo," (Hb 9:27)
"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram." (Rom 5:12)
"Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificadosem Cristo. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptividade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade." (ICor 15:22,51-53)
O homem a princípio foi criado para viver eternamente. Contudo, com sua opção pelo pecado, acabou por encontrar a morte. Como somos da mesma natureza de Adão, igualmente haveremos de passar pela morte. D-us prometeu a vida Eterna ao homem na condição de obediência. Disse-lhe que certamente morreria se não se mantivesseem retidão. O inimigo, ao contrário, em função da desobediência a D-us, também fez promessa: certamente não morrerás?
O desrespeito, desprezo e afronta ao Supremo Criador fez confirmar a morte a qual todos havemos de passar. Todos os homens morrem.
Moisés e Elias foram vistos com Yeshua
“Seis dias depois, tomou Yeshua (Jesus) a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele.”  Mt 17:1-3
Aqui temos simplesmente uma visão do futuro reino de Cristo.
Observe o que disse Yeshua:
“E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Yeshua: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentro os mortos.” Mt 17:9
“ Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam o Filho do Homem no seu reino.” Mt 16:27,28
Neste texto, como em apocalipse, temos muitas visões, mas seus personagens são futuros. Como exemplo, temos os participantes do reino, que ainda não ressuscitaram.
Observe que este verso diz que quando Jesus vier na Sua glória, então retribuirá a cada um segundo as suas obras.
Quando a Bíblia diz que não provariam a morte até que enxergaram o filho do homem vindo na glória, explica a razão de terem diante deles a visão relatado no próximo capítulo de Mateus que prefigura uma situação no futuro reino, quando haverão de ressurgir tanto Elias, quanto Moisés.
Moisés está morto e ainda não ressuscitou
Assim, morreu ali Moisés, servo do ETERNO, na terra de Moabe, segundo a palavra do ETERNO. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; “
Enoque, herói da fé!
“Pela fé, Abel ofereceu a D-us mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de D-us quanto às suas ofertas. Por meio dela, também Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque D-us o trasladara. Pois antes da sua trasladação, obteve testemunho de  haver agradado a D-us.

Pela fé Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a D-us, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.
Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.”  Hb 11:4,5,7,8
Enoque... também morreu !
Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou Metusalém. Andou Enoque com D-us; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos e teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou Enoque com D-us e já não era, porque D-us o tomou para si.” Gen 5:21-24
Abel, Enoque, Noé, Abrão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os santos profetas,
Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.” Hb 11:13
Todos esperam ressurreição
“ Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver D-us provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós não fossem aperfeiçoados.” (Hb 11:39,40)
Veja que nossos irmãos na fé não alcançaram as promessas, e serão aperfeiçoados juntamente conosco, quando passarmos pela ressurreição!

Yeshua é o primeiro dentre os mortos !
“.. isto é, que o Machiach devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios.” (At 26:23)
O que você entende quando a Bíblia diz que Yeshua é o primeiro dentre os mortos? Não houveram ressurreições antes Dele?
Sim, mas Ele ressuscitou para a vida eterna, o que não ocorreu com os demais.
E Yeshua trará o galardão
“Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificadosem Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois os que são de Cristo, na sua vinda.” ( ICor 15: 22,23)
Então como dizer que Cristo fez-se primícia dentre os mortos se admitíssemos que outros já ressuscitaram para a eternidade antes de Yeshua? Impossível !!
Por isso a Bíblia diz-nos que quando Ele vier dará o galardão aos seus servos, aos que o temem.
Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto os pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.” ( Ap 11:18)
E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” Ap 22:12
“... mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamentoPois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de D-us, sendo filhos da ressurreição” Lucas 20:35,36
Alcançamos a vida eterna por meio de Cristo e este acontecimento se dará na sua vinda e não antes dela, como supõe-se para Moisés e Enoque.

http://sal78.blogspot.com/2011/09/talmud-palavra-talmud-significa.html
fonte:

domingo, 11 de setembro de 2011

O Deserto de Moisés...



Amigos, há muitos anos comprei um CD do Don Francisco (Come Away), em cuja capa ele mencionava o fato de que o deserto foi muito importante na vida de grandes homens de Deus. Abraão, Jacó, Moisés, Davi, Elias, João Batista, Elias, Felipe são alguns exemplos. Desde então venho meditando nessa verdade, vez por outra mencionando-a nesta coluna. Já percebeu como esses cidadãos foram afetados por esses momentos de aridez, solidão, reflexões profundas e muito sol na jaca?
O deserto é pedagógico. Não foi à toa que Deus levou essa galera acima da média para uma temporada de areia e calor. O importante não é ver porque nem como eles entraram, mas como foi que eles saíram dele. Veja o caso de Moisés. Aos quarenta anos, ele achou que estava pronto para a vida, que sabia tudo e que podia tornar-se um grande libertador. Tinha noção exata da sua origem, era forte como um touro, bem treinado na arte da guerra, influente e justo. Mata o egípcio, porque oprimia a um do seu povo e esconde-o na areia. Quando a coisa aperta, ele foge. Para onde? Para o deserto de Midiã. Ali, além de arrumar um casamento, arrumou também um emprego cruel (comparado à vida de príncipe candidato ao trono da maior potência mundial de seus dias, o fabuloso Egito): cuidar de ovelhas no escaldante solzinho do deserto. O grande pregador D.L.Moody dizia que Moisés passou quarenta anos achando que ele era alguém; depois passou outros quarenta anos aprendendo que ele não era ninguém; finalmente viveu quarenta anos vendo o que Deus é capaz de fazer com um ´ninguém´. Sempre achei isso fantástico.
O deserto “baixa a nossa bola”. Quando o encontramos aos oitenta anos, não conseguimos mais ver os traços da prepotência anteriormente registrada. Quarenta anos afastado do brilho dos holofotes e das festas do palácio tinham tornado Moisés um homem que tinha dificuldade até para se comunicar. Há quem afirme que o “ser pesado de língua” signifique nada menos do que gagueira. O homem tinha perdido a capacidade de falar normalmente. Imaginem o príncipe outrora engomado agora com a pele grossa, turbante na cabeça e gago. Nada no meio das riquezas e glamour do Egito poderia ter feito com que ele baixasse a bola. O deserto conseguiu. Levou quarenta anos, mas conseguiu.
O deserto ajusta nossa perspectiva do tempo. Afinal, acredite, quarenta anos no deserto demoram muito, mas muito mais do que quarenta anos no palácio! São os mesmos anos de 365 dias, mas a sensação térmica torna cada dia muito mais longo. Quanto valem quarenta anos num deserto? Deve chegar uma hora em que o tempo não passa mais. Tudo vira uma coisa só. Todo dia é o mesmo sol, a mesma sede, a mesma solidão, o mesmo tudo. São tempos em que esperar pelo amanhã chega a ser difícil. Dias melhores não são esperados. Apenas dias iguais. E assim, vivendo um dia depois do outro, assando os miolos sob o sol de zênite, tudo fica tão parecido que quando uma sarça começa a arder sem se queimar, não tem como não ser notada. Se estivesse no palácio, Moisés poderia ter pensado que era só uns fogos de artifício da próxima festa de Faraó. No deserto, onde impera a monotonia de dias arrastados, vira um acontecimento único e espetacular.
O deserto pode ser um santuário. Quando Moisés se aproxima da sarça, Deus manda que ele tire as surradas sandálias de pastor de ovelhas e explica: “este lugar agora é terra santa”. Mas há alguns instantes não era. Era apenas um lugar onde ovelhas pastavam. Quando Deus se manifesta, a aridez do deserto vira um templo de glória, onde se tem que pisar com respeito e reverência. E pode ter certeza: se quando estamos nos palácios da vida não damos muita importância para isso, depois de quarenta anos no deserto, a gente se prostra com o rosto em terra e fica com medo até de levantar a cabeça, porque a experiência é indescritível, inesquecível e incomparável.
Posso confessar? Gostaria de dizer que desertos são desafiadores e atraentes. Gostaria de prometer que não há nada mais gostoso na vida do que viver anos a fio debaixo do sol implacável, longe da água fresca e do conforto, com uma umidade relativa do ar abaixo dos 20%. Gostaria de garantir que as noites, pelo menos, são curtas e amenas. Mas aí vem um frio desgraçado. Tem bicho perigoso, serpente, escorpião e feras.  Desertos são terríveis e desesperadores. Desertos são o pior lugar do mundo para se viver. Ninguém tira férias no deserto, a não ser que consiga levar uma estrutura móvel que lhe permita enfrentar as adversas circunstâncias. Nossos amigos não nos visitam, nem telefonam nem mandam e-mail para lá. A coisa é tão complicada que a gente não fica sabendo de nada, nem quando nossos inimigos mortais morrem primeiro que nós, como foi o caso do Faraó que já não podia mais perseguir Moisés, porque já estava no sarcófago.
A questão é que do palácio saem bad-boys e do deserto saem grandes homens de Deus. Do palácio saem sucessores de Faraó e do deserto saem servos que podem conduzir o povo de Deus a grandes conquistas. Do palácio sai gente fazendo justiça com as próprias mãos e do deserto sai um homem com as tábuas da perfeita lei de Deus. O negócio, então, é pedir graça e misericórdia para que a gente consiga suportar o deserto da vida sem murmurar, sem desistir, sem xingar e sem escapar pelos fundos.

Marcos  Soares.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Que Significa nascer de novo.???

smilie

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós, eu bem quisera agora estar presente convosco, e mudar o tom da minha voz, porque estou perplexo a vosso respeito. Gálatas 4:19-20.

     Quando nos deparamos pela primeira vez com as Boas Novas, com o Evangelho de Jesus, se desejarmos seguir pelo único Caminho(estreito) que ele nos aponta, então, não há como fugir de um princípio conhecido por "nascer de novo". O fato é que durante muito tempo eu acreditei que este novo nascimento se tratava realmente de algo sobre eu mesmo, tipo, "eu tenho que nascer de novo", no entanto não é disso que o evangelho trata. Nestes últimos dias eu estive refletindo sobre esta questão e cheguei a conclusão de que este novo nascimento se trata de Cristo em nós e não o contrário. Confesso que eu nunca tinha ouvido isso antes, mas nesta manhã tudo começou a ficar claro para mim. Permita-me explicar. Quando vamos para Jesus, não deveríamos ter em mente que vamos nascer de novo, mas sim, que vamos dar inicio a um processo de morte, esta é a verdade. Ir até Cristo se trata exclusivamente de morte em muitos sentidos. Quando você olha as boas novas deste ponto de vista, todo o evangelho passa a ter um significado mais preciso de entendimento, principalmente diante das diversas declarações contidas nos ensinos do Mestre, como por exemplo: "Quem não toma a sua cruz... não é digno de Mim", "Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á"(Mt 10:38-39). Jesus está claramente aqui falando de um tipo de morte, sem a qual, segui-lo, não faz o menor sentido. Ele usou o termo "cruz", a qual devemos carregar, tipificando morte diária, contínua. O verdadeiro arrependimento seguido de morte resulta no que chamamos de batismo. Sem os dois primeiros, o batismo pode até te ligar a uma religião, mas não te liga a Cristo de maneira alguma, por isso João, o batista, foi enviado para preparar o caminho do Senhor e sua pregação era totalmente centralizada em arrependimento. Esta é a essência do Evangelho de Jesus, qualquer outro evangelho que não aponte arrependimento para chegar a Cristo, não vem de Deus e deve ser refutado. Nos arrependemos e assim damos inicio ao nascimento de Cristo em nós. Veja o que diz em Colossenses 1:26-27: "O mistério que esteve oculto durante séculos e gerações, e que agora foi manifesto aos santos. A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória". Se realmente entendermos o significado real do batismo então devemos saber que ali Cristo começou a ser formado em nós. Uma vez que este primeiro passo foi dado, espera-se que Cristo cresça em nós dia após dia, o que por sua vez significa morte diária. Por isso Paulo declarou: "morro a cada dia, para que Cristo viva em mim". Outro texto de Paulo que nos dá um pouco mais de luz quanto a este assunto é este: "...até que todos cheguemos a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos mais meninos, inconstantes, levados ao redor por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia induzem ao erro". Vamos entender isso, se a medida em que você morre, Cristo cresce em você, o resultado disso será a plenitude de Cristo em você, em outras palavras você seria um discípulo que cumpriu a carreira e guardou a fé. Obviamente este é um longo caminho a ser percorrido, no entanto é o único alvo que devemos ter se é que estamos em Cristo e Ele está em nós. Uma vez que você entendeu esta primeira parte, quero agora entrar no tema deste artigo. De imediato quero dizer que a religiosidade e as tradições dos homens são um tipo de droga alucinógena que diz que você pode ser um cristão sem sentir dor, mas o fato é que você não pode! Se te apresentaram um cristianismo onde você não precisa abrir mão de quase nada, sinto muito mas mentiram para você. A religião em todos os tempos, especialmente nos dias de hoje, tem se mostrado mundo de engano, por onde milhares de pessoas estão seguindo cegamente e "felizes". Pelo menos acreditam que o que sentem trata-se de felicidade, mas como vimos não há felicidade real fora de Cristo, bem como não há como estar em Cristo sem perder a nossa própria vida. Se você escolhe preservar a sua vida, automaticamente você exclui a verdadeira Vida. O que tenho visto hoje, é que a religião esta formando um tipo de cristão que não está nem um pouco preocupado por estar abortando Cristo. É lamentável ver milhares de "crentes" vivendo naturalmente, sendo que Cristo deixou de ser formado neles há muito tempo e a evidência disso é o quanto estão buscando saciar seus desejos com as coisas deste mundo. Não olham mais para a cruz, pois os seus olhos estão voltados para os cifrões de uma prosperidade mundana, oferecida por lobos que manipulam a bíblia com o único intuito de fartarem suas concupiscências carnais. Como Paulo declarou, no versículo citado no início deste artigo: é de ficar perplexo ao olhar para o cristianismo de hoje. Estou cada dia mais certo quanto ao fato de que estes que se auto intitulam apóstolos, profetas ou seja o que for, são o juízo de Deus para todos aqueles que tendo coceira nos ouvidos buscam barganhar com Deus usando o nome do Seu Filho para autenticar suas mentiras. Caro leitor, por amor a Deus e a Jesus, fuja deste engano! Por amor a sua própria vida morra e permita que Cristo seja formado em você. Não importa quanto tempo você diz ser um cristão nascido de novo, se a cada dia você não estiver ficando mais e mais parecido com Ele, então é certo que você O abortou em algum lugar do caminho.
     Quer ser discípulo de alguém, seja de Cristo, pois não há valor algum em ser um dos doze de algum homem que se auto intitula alguma coisa. Olhe somente para Jesus e prossiga para o alvo.

Luciano Silva