sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As Vitórias de José

As Vitórias de José

Indio espera 20 anos para ouvir sobre DEUS...

ÍNDIO ESPERA 20 ANOS PARA OUVIR SOBRE DEUS
Aker não podia acreditar no que ouvia. Nativo de Oklahoma, ele passou os últimos dois anos, compartilhando Jesus em uma área rural da China, sem ver uma única salvação, até agora.

Deus levou Aker e uma pequena equipe de voluntários dos Batistas do Sul a um homem chamado Salomão, que vivia com sua família em um barraco de chão batido uma aldeia de montanha isolada. Aker contou a história do Evangelho e Salomão creu imediatamente.

Mas foi o que Salomão disse depois que Aker não pode esquecer. “Há vinte anos eu senti no meu coração que havia um Deus acima de tudo, mas não sabia nada sobre ele. Então eu orava todos os dias pedindo que Ele mandasse alguém para me dizer quem Ele era. E hoje Deus respondeu a minha oração”.

De acordo com relatos do missionário, essa foi provavelmente a experiência mais marcante que ele já teve com Deus no tempo missionário. “Não fiz nada de especial, foi Deus que ordenou o momento certo”.

Imediatamente Salomão começou a contar aos outros sobre um Deus único e verdadeiro. Rapidamente levou seis moradores da aldeia a Cristo, incluindo sua esposa e duas filhas.

O pajé local tomou conhecimento e ameaçou publicamente, que se não parassem de falar do amor de Deus, seriam amaldiçoados e morreriam em três dias. Salomão recusou-se a ficar em silêncio, e no quarto dia, quando os moradores viram que ele ainda estava vivo, ninguém entendeu.

Salomão falou de Jesus para toda a aldeia. Em um único dia, mais de 80 pessoas se renderam a Cristo. “Essas pessoas vivem com medo de espíritos malignos. Tudo que eles fazem, seja a direção de sua própria, momento certo para casar e o que comer, é tudo baseado na tentativa de acalmar os espíritos malignos. Mas Salomão não teve medo de morrer porque confiou em Deus”.

Quatro anos depois, Deus continua usando a influência de Salomão para trazer mais de 400 pessoas à Cristo em três aldeias vizinhas e está chegando a quarta. Três igrejas já foram plantadas. “Eu jamais conseguiria evangelizar todas as 147 aldeias em cinco meses. Por isso temos que treinar os crentes para chegar onde não chegamos”, revela Ray Aker.

Fonte: CPAD News / Gospel Prime

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dia de finados!!! O que a biblia diz???

quinta-feira, 28 de outubro de 2010Qual a real situação dos mortos ?
No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?
O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.
Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?
O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.
Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?
Nada de errado existe. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.
A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica.
Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?
Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?
Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus:
que há consciência após a morte;
existe sofrimento e existe bem estar;
não existe comunicação de mortos com os vivos;
a situação dos mortos não permite mudança.

Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?
Sim.

os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.
os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.
os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.
As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.
os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.

O que a Bíblia ensina sobre a situação dos mortos?

O homem tem tanto um corpo material como um espírito imortal. Ao morrer, o corpo do homem retorna à terra e se consome. Pela fé, o cristão também sabe que quando Cristo retornar, no final dos tempos, nossos corpos ressuscitarão dentre os mortos em estado imperecível e incorruptível. (Estude 1 Coríntios 15 para maiores minúcias.)
Ao morrer, o espírito do homem retorna a Deus (Eclesiastes 12:7). Paulo disse que, quando ele morresse, estaria presente com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8; Filipenses 1:21-23). Mesmo os espíritos dos homens ímpios permanecem conscientes, sofrendo tormento (Lucas 16:19-31). Muitas pessoas ficam confusas com a palavra "morte". Elas crêem que ela significa aniquilação ou o fim da existência. Contudo, a idéia básica na palavra "morte" é separação. A morte material significa separação do corpo e do espírito. A morte espiritual significa a separação do homem e de Deus. Quando eu morro, eu não deixo de existir, mas de fato minha alma e meu corpo são separados.
Assim, aqui está o que a Bíblia diz sobre a situação dos mortos: seus corpos retornam ao pó, aguardando a ressurreição. Seus espíritos estão ou no paraíso, com Deus, ou em tormento, dependendo de seus atos quando estavam em seus corpos.

Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.Estudo de G.André.... ( tese ressurreição) tire suas conclusões.Afinal escatologia é um assunto complexo... postei este estudo para comparar a outros estudos, e acrescentar conhecimentos... PAZ DE CRISTO...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PROSPERIDADE DEPOIS DE CONVERTIDO ???

Não era para eu prosperar depois de convertido?
Quando você lê a Bíblia, percebe até uma distinção grande entre o Antigo e o Novo Testamento. No primeiro, as promessas de bênçãos eram materiais: esposa, filhos, terras, gado, ouro e prata. No segundo, o principal protagonista, o Homem perfeito, não tinha onde recostar a cabeça, era alimentado por mulheres que o ajudavam e, quando foi indagado se era certo pagar impostos, precisou pedir emprestado de alguém uma moeda porque ele mesmo provavelmente não tinha. Quando morreu, seu espólio não passou da roupa do corpo.

Então, quando você lê as cartas de Paulo percebe que parece ter alguma coisa errada, pois aquele que foi o cristão mais prominente do início da Igreja levou uma vida péssima do ponto de vista físico e material. Em 2 Coríntios 11 ele conta seus percalços:

"São ministros de Cristo? ( Falo como fora de mim. ) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.... Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos".

Tudo isso sem contar o "espinho na carne, mensageiro de Satanás" (2 Co 12:17), e sua aparência provavelmente repulsiva. Gl 4:14: "Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém".

Agora eu pergunto: Como Paulo podia se considerar abençoado com uma vida assim? Simplesmente porque as bênçãos prometidas ao cristão não são bênçãos físicas ou terrenas, mas celestiais. E quanto a estas, não falta uma que não nos tenha sido dada. Ef 1:3 "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com TODAS AS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS nos lugares celestiais em Cristo". Essas bênçãos não são na terra de Israel, como no Antigo Testamento, mas nos lugares celestiais.

João 16:33 diz que no mundo teríamos aflições, e é essa a porção do cristão no que diz respeito a este mundo. Quando não temos aflições aqui, ou somos agraciados com família e bens, só temos a agradecer a Deus porque isso na verdade não são bênçãos, são misericórdias, pois são coisas totalmente contrárias à corrente na qual o cristão está em seu caminho para o céu.

O que podemos esperar deste mundo senão rejeição e sofrimento? Foi assim com a peregrinação dos hebreus no deserto, onde só eram alimentados pelo maná que vinha do céu e pela água que saía da Rocha. Do deserto mesmo eles não podiam tirar coisa alguma. Além disso não faltavam inimigos, como não faltam hoje ao cristão, conforme o Senhor revela em sua oração:

Jo 17:14-16 "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou".

Ao contrário do que prometem esses pregadores da prosperidade por aí, esse mundo não é um lugar feliz para o cristão, embora possa ser às vezes por pura misericórdia de Deus. Então como o cristão pode ser feliz em um lugar infeliz? Andando na certeza de que o Senhor cuida dele, como Paulo: "Já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade".

Você acha que Paulo teria preferido outra vida àquela que o Senhor lhe deu depois de convertido? Ele certamente teria mais vantagens físicas e materiais de todos os tipos se tivesse permanecido um fariseu incrédulo. Porém, onde ele estaria hoje?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Será que posso causar contendas por ensinar a verdade??? Agora digo...

Posso causar contendas por ensinar a verdade?

Já tive dúvida se devo ou não ensinar, o que tenho aprendido da Palavra de Deus a irmãos da denominação do qual eu saí, que me procuram pedindo esclarecimentos. meu receio era ser um instrumento do diabo ao causar contendas entre irmãos, algo que Deus abomina.



Prv 6:16-10 "Estas SEIS coisas aborrece o Senhor, e a SÉTIMA A SUA ALMA ABOMINA: (1) olhos altivos, e (2) língua mentirosa, e (3) mãos que derramam sangue inocente, e (4) coração que maquina pensamentos viciosos, e (5) pés que se apressam a correr para o mal, e (6) testemunha falsa que profere mentiras, e (7) O QUE SEMEIA CONTENDAS ENTRE IRMÃOS".

Se a minha preocupação procede, principalmente quando entendo que muita gente que pertence a uma denominação religiosa não está ali no caráter de lobo, mas de ovelha. São irmãos amados em Cristo e você deve ter todo o cuidado para não escandalizá-los ou ser uma pedra de tropeço para eles.

Inclusive existe o risco de eu agora ser procurado por lobos que buscam apenas um argumento válido para destruir o rebanho. Neste caso não devo ingenuamente se tornar mentor de um que pode estar buscando fazer exatamente aquilo que você quer a todo custo evitar: semear contenda entre irmãos.


O que quero dizer com isto? Que você sempre encontrará 4 vezes mais pessoas interessadas em ouvir falar do erro do que do acerto.Posso sim falar de muitos acertos também,porque conheço os dois lados da moeda.

No jornalismo por exemplo, existe uma máxima: "Se não sangrar, não dá audiência". Neste sentido devemos também ser "prudentes como as serpentes e símplices como as pombas", para não darmos "aos cães as coisas santas, nem aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem"; "e não dêem ocasião ao adversário de maldizer". Mt 10:16; 7:6; 1 Tm 5:14.

Devemos nos policiar para não agirmos como o fariseu, na parábola ( do fariseu e do publicano).

"Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo" Lc 18:11.

Então o jeito é eu me policiar, para me concentrar mais no evangelho das boas novas, do que nas más notícias; mais na VERDADE do que na mentira; mais em JESUS do que nas obras dos homens. A técnica é: quando você vir um cachorro agarrado a um osso, não tente tirar o osso da boca dele. Mostre um filé mignon e ele largará o osso.

A passagem de Hb 13 nos fala de sairmos A CRISTO fora do arraial, nesta ordem. Não basta ser "REPELIDO" ou (fugir) do erro; é preciso ser ATRAÍDO a Jesus. Portanto, minha sugestão é que não deixe de ensinar TODA A VERDADE àqueles que procurarem por você, mas se policie para sempre procurar levar os pensamentos cativos à obediência de Cristo.

Ats 20:20,21 como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas,

Se simplesmente fizer as pessoas entenderem o erro e se afastarem dele, isso não irá automaticamente levá-las à Verdade. Enquanto muitos pregavam a verdade da salvação pela fé em Cristo Jesus, durante séculos existiu um "evangelho protestante" que nada mais era do que denunciar a idolatria católica. Mas ainda que alguém abandone a idolatria, isso não o salva.

O mesmo raciocínio vale aqui. Ainda que alguém abandone os erros da cristandade institucional,(erros doutrinários) isso não o coloca no terreno divino de reunião, não o leva a ocupar-se com Cristo.

Este versículo pode me ajudar.

2Co 10:3-5 "Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo"

Lembre-se sempre de que muitos que estão nas denominações (inclusive pastores e líderes) estão sinceramente buscando servir a Deus e simplesmente "não entendem" que existe uma alternativa. É preciso ter em mente que um dia nós também fomos sinceros dentro dos limites de nosso entendimento, para com isso evitarmos a soberba.

Portanto, o perigo não está apenas em se criar confusão na mente de irmãos mais jovens e gerar brigas com os que permanecem na denominação. O perigo está também em nossos corações, quando começamos a nos achar alguma coisa por termos recebido entendimento em algumas verdades que antes estavam igualmente embaçadas para nós.

1Co 4:6, 7 " E eu, irmãos, apliquei essas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós, para que, em nós, aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro. Porque quem te diferença [ou faz diferente]? E que tens tu que não tenhas recebido [por graça]? E, se o recebeste, por que te glorias como se não o houveras recebido,... [por graça e não por mérito*]?" (*acréscimos meus)

Me lembro sempre de que antes de Deus enviar Moisés para libertar Seu povo da tirania de Faraó, Ele precisou ensinar a Moisés uma lição. Ordenou que Moisés enfiasse a mão no próprio peito, a qual saiu dali leprosa. O servo de Deus devia entender que, ainda que estivesse na missão de libertar seu povo, ele próprio tinha pecado em seu interior (a lepra é uma figura do pecado).

HOJE ME SINTO COM A ALMA LEVE, SEM "PREOCUPAÇÃO" A RESPEITO À REPERCUSSÃO QUE MEU TESTEMUNHO CAUSOU NO MEIO À IRMANDADE DA (SÃ DOUTRINA ESPIRITUAL DO SÉTIMO DIA).

ATÉ PORQUE SÓ FALEI A VERDADE FUNDAMENTADA NAS ESCRITURAS SAGRADAS, SE ALGUM IRMÃO NÃO ENTENDEU,E FICOU MAGOADO, PESSO PERDÃO EM NOME DE JESUS,E PESSO QUE ANALISE COM CUIDADO E VEREFIQUE TUDO NA BÍBLIA,PASSO A PASSO, E VERÁ QUE NÃO TIVE A INTENÇÃO (PROPÓSITO)DE OFENDER NINGUÉM E NENHUMA DENOMINAÇÃO RELIGIOSA, SIMPLESMENTE EXALTEI O EVANGELHO DE JESUS CRISTO,E MOSTREI MINHAS DISCORDANCIAS COM AS PRÁTICAS DA CITADA DENOMINAÇÃO. PERMANEÇO NA GRAÇA E NA PAZ DE CRISTO, E DESEJO A TODOS O MESMO SEMPRE. GRAÇA E PAZ DA PARTE DE DEUS PAI E DA DO NOSSO SENHOR JESUS
CRISTO...

ASS:JOSÉ ROBERTO DE MORAES,DRACENA S.P. (FALE COMIGO:robertomoraes96@hotmail.com)

Conversão de um Judeu que passou a ser ateu..., Agora cristão,( curioso)

EX-ATEU LEE STROBEL ENTREVISTA EX-JUDEU (RELIGIÃO) LOUIS S. LAPIDES


Normalmente, a igreja seria um lugar natural para questionar alguém a respeito de uma questão bíblica. Mas quando me sentei na companhia do pastor Louis Lapides no santuário de sua congregação, logo após o culto dominical matutino, senti que havia algo diferente ali. Aquele cenário, com bancos e vitrais, não era exatamente o lugar onde normalmente encontraríamos um jovem judeu de Newark, Nova Jersey.

Mas era esse o seu histórico. Para alguém com uma herança dessas, saber se Jesus era o Messias tão esperado vai muito além da teoria. É algo muito pessoal, por isso procurei Lapides para ouvir a história de sua investigação particular dessa questão crítica.

Lapides é formado em teologia pela Universidade Batista de Dallas e é mestre em teologia do Antigo Testamento e em estudos semíticos pelo Seminário Teológico Talbot. Serviu durante dez anos nos Chosen People Ministries, falando de Jesus a estudantes judeus. Lecionou no departamento de Bíblia da Biola University e trabalhou durante sete anos como instrutor nos seminários da Walk Through the Bible. É também ex- presidente de uma rede nacional de 15 congregações messiânicas.

Lapides é magro, usa óculos, tem a fala serena, mas sorri com facilidade. Foi com muita simpatia e polidez que ele me conduziu a uma cadeira próximo da entrada da Beth Ariel Fellowship, em Sherman Oaks, na Califórnia. Eu não queria começar logo de imediato a discutir nuanças bíblicas; em vez disso, pedi-lhe que me narrasse a história de sua jornada espiritual.

Ele cruzou as mãos sobre o colo e fitou as paredes de madeira escura por um momento, enquanto pensava por onde começar. Depois, passou a contar uma história extraordinária que nos levou de Newark para Greenwich Village, do Vietnã a Los Angeles, do ceticismo à fé, do judaísmo ao cristianismo, de um Jesus sem importância ao Jesus Messias.

— Como você sabe, vim de uma família judia — disse ele inicialmente. — Freqüentei uma sinagoga conservadora durante sete anos em preparação para o bar mitzvah. Embora considerássemos os estudos preparatórios muito importantes, a religião de minha família não afetava muito nossa vida cotidiana. Não deixávamos de trabalhar no sábado; nem sequer seguíamos a dietakasher.

Ele sorriu.

— Porém, nos dias santos, íamos à sinagoga mais ortodoxa, porque meu pai achava que era ali que tínhamos de ir se quiséssemos levar Deus realmente a sério!

Quando interrompi para perguntar o que seus pais haviam lhe ensinado sobre o Messias, Lapides foi lacônico.

— Nunca tocaram no assunto — disse ele sem se alterar. Era inacreditável. Achei que não havia entendido.

— O senhor quer dizer que o assunto nem sequer era discutido? — perguntei.

— Nunca — ele reiterou. — Não me lembro nem mesmo de estudar a questão na escola judaica.

Era surpreendente.

— E quanto a Jesus? — perguntei. — Falavam a respeito dele?

Mencionavam seu nome?

— Só pejorativamente — respondeu Lapides. — Basicamente, nunca discutíamos sobre ele. Minhas impressões sobre Jesus formaram-se pelo que eu via nas igrejas católicas: a cruz, a coroa de espinhos, o lado perfurado, o sangue escorrendo da testa. Não fazia sentido para mim. Por que adorar um homem crucificado com pregos nas mãos e nos pés? Nunca achei que Jesus tivesse alguma relação com o povo judeu. Para mim, ele era o deus dos gentios.

Eu suspeitava que as atitudes de Lapides em relação aos cristãos tinham ido além de mera confusão sobre sua fé.

— O senhor achava que os cristãos estavam na raiz do anti- semitismo? — indaguei.

— Víamos os gentios como sinônimo de cristãos, e éramos instruídos a ser cautelosos, porque poderia haver anti-semitismo entre os gentios — disse ele com um tom um tanto diplomático.

Procurei aprofundar um pouco mais a questão.

— O senhor diria que acabou desenvolvendo algumas atitudes negativas em relação aos cristãos?

Dessa vez, ele não pesou as palavras.

— Foi de fato o que aconteceu — disse ele. — Na verdade, quando o Novo Testamento me foi apresentado pela primeira vez, mais tarde, achava que seria simplesmente um manual básico de anti-semitismo: como odiar os judeus, como matá-los, como massacrá-los. Achava que o Partido Nazista Americano poderia utilizá-lo tranqüilamente como manual.

Balancei a cabeça, triste em saber quantas crianças teriam crescido achando que os cristãos eram seus inimigos.

Começa a busca espiritual

Lapides conta que vários incidentes minaram sua fidelidade ao judaísmo durante sua fase de crescimento. Curioso acerca dos detalhes, pedi-lhe que se estendesse um pouco mais, e ele de imediato passou a falar do que foi claramente o episódio mais doloroso de sua vida.

— Meus pais se divorciaram quando eu tinha 17 anos — disse ele, e, surpreendentemente, depois de todos esses anos, dava ainda para perceber a mágoa em sua voz. — Foi como uma punhalada na fé que eu trazia no coração, fosse ela do jeito que fosse. Pensei: “Onde é que Deus entra nisso? Por que não procuraram aconselhamento com um rabino? Para que serve a religião se, na prática, é incapaz de ajudar as pessoas?” Era óbvio que ela era incapaz de preservar o relacionamento dos meus pais. Quando se separaram, senti como se tivesse perdido uma parte de mim. Além disso, no judaísmo, eu não sentia que tivesse uma relação pessoal com Deus. Participei de inúmeras cerimônias e tradições muito bonitas, mas era o Deus distante e alienado do monte Sinai que dizia: “Eis aqui a minha lei; viva por ela, e você se dará bem. Até mais tarde”. Eu, então um adolescente com os hormônios em ebulição, me perguntava: “De que modo Deus participa das minhas dificuldades? Será que ele me considera um indivíduo?” Eu achava que não.

O divórcio deu lugar a um tempo de rebelião. Seduzido pela música e influenciado pelos escritos de Jack Kerouac e Timothy Leary, Lapides passou muito tempo nos barzinhos de Greenwich Village e não tinha tempo para a escola, tornando-se refém da bebida. Em 1967, estava do outro lado do mundo, a bordo de um navio cuja volatilidade da carga — munições, bombas, foguetes e outros explosivos — fazia dele um alvo tentador para os vietcongues.

— Lembro-me de que fomos informados no Vietnã de que “20% de vocês provavelmente serão mortos, e os outros 80% vão contrair alguma doença venérea ou ficarão viciados em bebidas alcoólicas ou drogas”. Minhas chances de voltar normal não chegavam a 1%. Foi um tempo terrível. Vi muito sofrimento. Vi companheiros voltando para casa em caixões. Vi a devastação causada pela guerra. E encontrei anti-semitismo entre alguns fuzileiros. Uns que eram do Sul até queimaram uma cruz, certa noite. É possível que eu quisesse distanciar-me da minha identidade judaica, e talvez por isso comecei a envolver-me com religiões orientais.

Lapides lera livros sobre filosofias orientais e visitara templos budistas quando passou pelo Japão.

— Fiquei extremamente incomodado com o mal que vi e tentei descobrir como a fé pode enfrentá-lo — ele me disse. — Eu costumava dizer: “Se existe um Deus, não me importa se o encontro no monte Sinai ou no monte Fuji. Vou ficar com ele de qualquer jeito”.

Ele sobreviveu ao Vietnã, voltando para casa viciado em maconha e planos de se tornar sacerdote budista. Tentou levar o estilo de vida ascético de autonegação, esforçando-se por se livrar do carma ruim das más ações do passado, mas logo percebeu que nunca conseguiria compensar tudo o que fizera de errado.

Lapides ficou em silêncio por algum tempo.

— Fiquei deprimido — ele continuou. — Lembro-me de tomar o metrô e pensar: “Talvez atirar-me nos trilhos seja a resposta. Eu podia ficar livre desse corpo e fundir-me com Deus”. Estava muito confuso. Para piorar as coisas, comecei a experimentar LSD.

À procura de um novo começo, ele decidiu mudar para a Califórnia, onde continuou sua busca espiritual.

— Fui a encontros budistas, mas eles eram vazios — ele contou. — Os budistas chineses eram ateus, os budistas japoneses adoravam estátuas de Buda, o zen-budismo era muito difuso. Fui a reuniões da cientologia, mas eles eram muito manipuladores. Os hindus acreditavam que os deuses cultivavam todas essas orgias loucas e em deuses que eram elefantes azuis. Nada disso fazia sentido; nada me satisfez.

Ele chegou até a acompanhar amigos a reuniões com características satanistas.

— Eu olhava e pensava: “Tem algum poder em ação aí, e não é um poder bom”. Mergulhado em meu mundo alucinado por drogas, eu dizia aos meus amigos que acreditava que existe um poder maligno que é maior que eu, que pode agir em mim, que existe como entidade. Tinha visto mal suficiente na vida para crer nisso.

Olhou para mim com um sorriso irônico:

— Creio que aceitei a existência de Satanás antes de aceitar a de Deus.

“Não consigo crer em Jesus”

O ano era 1969. A curiosidade de Lapides levou-o a visitar Sunset Strip para ver um evangelista que se acorrentara a uma cruz de dois metros e meio de altura, para protestar contra os donos de bares que tinham conseguido proibi-lo de trabalhar nas ruas. Ali, na calçada, Lapides encontrou alguns cristãos que começaram uma discussão sobre coisas espirituais com ele.

Com certa arrogância, começou a esbanjar filosofia oriental. — Não existe Deus lá em cima — ele dizia, apontando para o céu. — Nós somos Deus. Eu sou Deus. Vocês são Deus. Vocês só precisam aceitar isso.

— Bem, se você é Deus, por que não cria uma pedra? — alguém lhe perguntou. — Faça alguma coisa aparecer. É isso o que Deus faz.

Lapides, com a mente anuviada pelas drogas, imaginou que estava segurando uma pedra.

— Muito bem, então vejam, aqui está uma pedra — ele disse, estendendo a mão vazia.

O cristão zombou dele.

— Essa é a diferença entre você e o Deus verdadeiro — ele disse.

— Quando Deus cria algo, todos podem vê-lo. É objetivo, não subjetivo.

Isso calou fundo em Lapides. Depois de pensar no assunto por algum tempo, disse a si mesmo: “Quando eu encontrar Deus, ele terá de ser objetivo. Estou cheio dessa filosofia oriental que diz que está tudo na minha mente e que posso criar minha realidade. Deus deve ser uma realidade objetiva se quiser ter significado além da minha imaginação”.

Quando um dos cristãos mencionou o nome de Jesus, Lapides tentou se desvencilhar com sua resposta padrão:

— Sou judeu. Não posso crer em Jesus. Nisso um pastor entrou na conversa.
— Você conhece as profecias sobre o Messias? — ele perguntou.

Lapides foi apanhado desprevenido.
— Profecias? Nunca ouvi falar delas.

O pastor deixou Lapides perplexo, citando algumas predi-ções do Antigo Testamento. “Um momento!”, pensou. “Ele está citando minhas Escrituras hebraicas! Como Jesus pode estar nelas?”

Quando o pastor lhe ofereceu uma Bíblia, Lapides se manteve cético.

— O Novo Testamento está aí dentro? — perguntou. O pastor fez que sim com a cabeça. — Está bem, vou ler o Antigo Testamento, mas não vou nem abrir o Novo — disse.

Novamente ele ficou surpreso com a resposta do pastor.

— Está bem. Leia apenas o Antigo Testamento e peça ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de Israel, que lhe mostre se Jesus é o seu Messias. Porque eu sei que ele é. Ele veio primeiro para o povo judeu, para depois se tornar o salvador do mundo.

Para Lapides, essas eram informações novas. Informações intrigantes. Informações surpreendentes. Ele voltou ao seu apartamento, abriu o Antigo Testamento no primeiro livro, Gênesis, e se pôs a procurar Jesus entre palavras que tinham sido escritas centenas de anos antes de o carpinteiro de Nazaré ter nascido.

“Transpassado por causa das nossas transgressões”

— Não demorou muito — Lapides relatou — e eu estava lendo o Antigo Testamento todos os dias e encontrando uma profecia após outra. Por exemplo, Deuteronômio falava de um profeta maior que Moisés, que viria e a quem deveríamos dar ouvidos. Pensei: “Quem pode ser maior que Moisés?”. Tudo indicava que se tratava de uma referência ao Messias; alguém tão grande e respeitado como Moisés, mas um professor maior, com autoridade maior. Agarrei-me nisso e continuei procurando por ele.

Lapides foi avançando pela Escritura, até ficar paralisado por Isaías 53. De modo claro e específico, numa predição assombrosa envolta em bela poesia, aqui havia um quadro de um Messias que haveria de sofrer e morrer pelos pecados de Israel e do mundo; tudo escrito mais de 700 anos antes de Jesus andar pela terra.

Foi desprezado e rejeitado pelos homens,
um homem de dores e experimentado no sofrimento.
Como alguém de quem os homens escondem o rosto,
foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
Certamente ele tomou sobre si
as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças;
contudo nós o consideramos castigado por Deus,
por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado
por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa
de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz
estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos,
cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho;
e o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca;
como um cordeiro foi levado para o matadouro,
e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada,
ele não abriu a sua boca. Com julgamento opressivo ele foi levado.
E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado
da terra dos viventes; por causa da transgressão
do meu povo ele foi golpeado. Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios,
e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido
nenhuma violência nem houvesse nenhuma mentira
em sua boca [...].
Pois ele levou o pecado de muitos,
e pelos transgressores intercedeu (Is 53.3-9,12).

Lapides reconheceu o quadro imediatamente: era Jesus de Nazaré! Agora ele estava começando a entender as pinturas que vira nas igrejas católicas em que entrara quando criança: Jesus sofredor, Jesus crucificado, Jesus que ele agora percebia que tinha sido “transpassado por causa das nossas transgressões”, que “levou o pecado de muitos”.

Os judeus no Antigo Testamento procuravam pagar por seus pecados por meio de um sistema de sacrifícios de animais, mas aqui estava Jesus, o supremo Cordeiro sacrificial de Deus, que pagou pelo pecado de uma vez por todas. Aqui estava a personificação do plano de redenção de Deus.

Essa descoberta foi tão estupenda, que Lapides podia chegar apenas a uma conclusão: era uma fraude! Ele concluiu que os cristãos tinham reescrito o Antigo Testamento e distorcido as palavras de Isaías para fazer como se o profeta tivesse previsto a vinda de Jesus.

Lapides se propôs a desmascarar a fraude.

— Pedi à minha madrasta que me enviasse uma versão do Antigo Testamento em hebraico, para que eu mesmo pudesse comprová-lo — ele me disse. — Ela enviou, e adivinhe! Descobri que lá dizia a mesma coisa! Agora eu tinha mesmo de encarar o fato.

Jesus é judeu

Uma após outra Lapides encontrou profecias no Antigo Testamento; mais de 48 predições, no total. Isaías indicou o modo do nascimento do Messias (de uma virgem); Miquéias mostrou o lugar do seu nascimento (Belém); Gênesis e Jeremias especificaram sua ascendência (descendente de Abraão, Isaque e Jacó, da tribo de Judá, da família de Davi); os Salmos predisseram a traição que sofreria, sua acusação por testemunhas falsas, o modo da sua morte (transpassado nas mãos e nos pés, apesar de a crucificação ainda não ter sido inventada) e sua ressurreição (ele não se decomporia, mas ascenderia ao céu), e assim por diante. Cada uma dessas profecias retirou um pouco do ceticismo de Lapides, até finalmente ele sentir-se disposto a dar um passo drástico.

— Decidi abrir o Novo Testamento e ler apenas a primeira página — ele disse. — Com as mãos tremendo, lentamente virei as páginas de Malaquias para Mateus, olhando para o céu, para ver se algum raio iria me atingir!

As primeiras palavras de Mateus pareciam saltar da página:

“Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão…”.

Os olhos de Lapides se arregalaram quando lembrou a primeira vez em que leu essa frase.

— Pensei: “Incrível! Filho de Abraão, filho de Davi”: estava tudo se encaixando! Passei para as narrativas do nascimento e, veja só: Mateus está citando Isaías 7.14: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho”. Depois vi que ele citava o profeta Jeremias. Fiquei ali pensando: “Você sabe, todos estes são judeus. Onde entram os gentios na história? O que está acontecendo aqui?” Não consegui mais parar de ler. Li os quatro evangelhos e entendi que eles não eram o manual do Partido Nazista Americano; era a ação de Jesus no meio da comunidade judaica. Passei para o livro de Atos e — incrível! — eles estavam discutindo como os judeus podiam contar a história de Jesus aos gentios. Os papéis estavam invertidos!

As profecias cumpridas foram tão convincentes que Lapides começou a dizer aos seus conhecidos que achava que Jesus era o Messias. Na época, isso era uma mera possibilidade intelectual para ele, mas as implicações eram muito sérias.

— Entendi que, para aceitar a Jesus em minha vida, teria de haver algumas mudanças significativas na maneira como eu estava vivendo — explicou. — Teria de encarar de modo diferente as drogas, o sexo etc. Eu não tinha entendido que Deus me ajudaria a fazer essas mudanças; achava que eu mesmo tinha de limpar a minha vida.

Epifania no deserto

Lapides e alguns amigos partiram para o deserto de Mojave. Espiritualmente ele se sentia em meio a um conflito. Tivera pesadelos com cães atacando-o de várias direções ao mesmo tempo. Sentado entre os arbustos do deserto, lembrou-se das palavras que alguém dissera em Sunset Strip: “Ou você está do lado de Deus ou do lado de Satanás”.

Ele cria na corporificação do mal; e não era desse lado que queria ficar. Assim, Lapides orou: “Deus, tenho de chegar ao fim desta luta. Tenho de saber sem sombra de dúvida se Jesus é o Messias. Preciso saber se tu, como Deus de, Israel, queres que eu creia nisso”.

Enquanto me contava a história, Lapides hesitou, sem saber como pôr em palavras o que aconteceu em seguida. Ficou em silêncio alguns momentos. Depois disse:

— O melhor que posso dizer daquela experiência é que Deus falou objetivamente ao meu coração. Ele me convenceu, de modo experimental, de sua existência. E naquele instante, lá no deserto, eu disse em meu coração: “Deus, eu aceito a Jesus em minha vida. Não entendo o que devo fazer com ele, mas eu o quero. Consegui estragar a minha vida; preciso que o senhor me transforme”.

E Deus começou a fazer isso, em um processo que continua até hoje. Ele explicou:

— Meus amigos sabiam que minha vida tinha mudado e não conseguiam entender como. Eles diziam: “Alguma coisa aconteceu com você no deserto. Você não quer mais saber de drogas. Há algo diferente em você”. Então eu respondia: “Bem, não sei explicar o que aconteceu. Tudo o que sei é que há alguém na minha vida, e é alguém santo, justo, que é fonte de pensamentos positivos sobre a vida, e eu me sinto muito bem”.

Essa última frase parecia dizer tudo.

— Eu me sinto inteiro, novo, de um modo como nunca me senti antes — ele enfatizou para mim.

Apesar das mudanças para melhor, ele estava receoso de dar a notícia aos seus pais.

Quando finalmente o fez, as reações foram mistas.

— No começo ficaram felizes porque viam que eu não era mais viciado em drogas e dava a impressão de estar muito melhor emocionalmente — recordou. — Mas a reação foi contrária quando entenderam a causa dessas mudanças. Eles se retraíram, como se dissessem: “Por que tem de ser Jesus? Não podia ser outra coisa?”. Não sabiam o que fazer com a notícia.

Com uma ponta de tristeza na voz, acrescentou:

— Acho que eles ainda não sabem o que fazer.

Por meio de uma seqüência memorável de circunstâncias, a oração de Lapides por uma esposa foi respondida quando encontrou Débora, também judia, que seguia a Jesus. Ela o levou à sua igreja — cujo pastor era o mesmo que muitos meses antes, em Sunset Strip, desafiara Lapides a ler o Antigo Testamento.

Lapides riu.

— Foi incrível! Ele ficou de boca aberta quando me viu entrar na igreja!

Essa congregação estava cheia de ex-motoqueiros, ex-hippies e ex- viciados da Strip, junto com vários sulistas transplantados. Para um jovem judeu de Newark que era tímido para se relacionar com pessoas diferentes dele, por causa do anti-semitismo que temia encontrar, era confortador poder chamar essa multidão multicor de “irmãos e irmãs”.

Lapides casou-se com Débora um ano depois de se conhecerem. Desde então nasceram dois filhos. E do trabalho deles nasceu Beth Ariel Fellowship, um lar para judeus e gentios que estão encontrando restauração em Cristo.

Fonte: Livro Em Defesa de Cristo – Jornalista Ex-ateu Investiga as Provas da Existência de Cristo – Strobel, Lee

O Que significa o remendo novo e o odre novo?

O que significa o remendo novo e o odre novo?
Você perguntou sobre Marcos 2.21,22. Um remendo de um pano novo e resistente sobre um tecido já enfraquecido, fatalmente causará um rombo maior. Odres são peles (de porco, carneiro ou outro animal) confeccionadas na forma de um saco para reter líquidos. Ainda hoje é usado de diferentes maneiras em diversas regiões do mundo. Por exemplo, há lugares na China onde é usado para fazer manteiga, enchendo‑o de nata e jogando‑o no chão continuamente até que a nata fique bem batida e se transforme em manteiga.

Quando, na antiguidade, se fazia vinho, era comum colocar o suco de uva em um odre novo. À medida em que o suco fermentava, liberava gás que, por não ter por onde escapar, ia enchendo o odre e, com a pressão, esticando o couro. Não é preciso dizer que ao fim do processo o odre estava maior. Porém não poderia ser usado novamente da mesma forma pois a elasticidade do couro teria chegado ao limite. Se fosse colocado ali suco de uva ou vinho novo ainda em fase de fermentação, fatalmente o odre se rasgaria com a pressão.

O Senhor fazia menção ao fato de que as novas coisas, referente ao Reino, que estava ensinando aos judeus não poderiam ser armazenadas nos velhos costumes deles (para compreender melhor o Reino leia Parábolas de Mateus 13 ‑ creio que você já tem este livreto). Numa aplicação mais prática, posso dizer que é impossível alguém receber as coisas de Deus a menos que tenha nascido de novo, que seja uma nova criatura. Tentar absorver as coisas de Deus e tentar aplicá‑las à velha natureza ou ao velho homem só resultará em um rombo maior ou em desperdício.