quarta-feira, 25 de agosto de 2010

JESUS PREGOU AOS ESPÍRITOS EM PRISÃO?

Jesus pregou aos espíritos em prisão?



1 Pedro 3:19 No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;



Todas as pessoas que tem uma preocupação, o temor a Deus, um compromisso com a verdade, antes de tirar conclusões a respeito de um texto isolado, procura orar e pedir ao Espírito Santo orientação, e através da própria Palavra de Deus tira suas conclusões.



É importante buscarmos o conhecimento dentro da Palavra como um todo, pois na Bíblia não existem contradições, o que existe são conceitos de homens de textos isolados fora do seu contexto.



Muitas seitas que acreditam em um processo de regeneração, purificação e salvação após a morte usam esse texto isoladamente para defender a sua crença, o catolicismo que defende o purgatório, e os espíritas diz fazer uma “pregação” aos supostos espíritos de mortos para que se arrependam.



Será que Jesus realmente pregou aos espíritos dos mortos?



Antes de tirarmos nossas conclusões vamos analisar a Bíblia como um todo, o que Jesus fez e ensinou durante seu ministério.



Cremos que o Senhor Jesus é o Filho de Deus, e Deus juntamente ao Pai, e devido isso é Criador, sempre existiu e sempre existirá.



João 1

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

3 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.



João 17:24

Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.



É importante entendermos que Cristo sempre existiu e antes de se fazer carne também trabalhava em favor da humanidade.



Perceba que o mesmo Pedro que escreveu o texto em questão sabe disso: 1 Pedro 1:20

O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;



E com mais clareza Pedro revela que antes de se fazer carne Jesus estava sobre os profetas.



1 Pedro 1

10 Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada,

11 Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir.



O Senhor Jesus Cristo, antes de se fazer carne, através da boca dos profetas já anunciava a mensagem da salvação pela graça, portanto, até mesmo antes de Jesus se fazer carne, quem creu nessa mensagem está salvo, pois também era a mensagem de Cristo, só que a mensagem era que iria vir um Salvador, para lavar os nossos pecados, hoje pregamos que já veio o Salvador e que lavou nossos pecados através do sangue na cruz. De qualquer maneira só Jesus salva!



O Senhor Jesus veio ao mundo, fez grandes maravilhas, pregoou o arrependimento, anunciou o Reino de Deus, realizou tudo aquilo que estava escrito e que antes havia dito, e se entregou a si mesmo como sacrifício aos pecados do mundo. Hoje, pregamos a salvação pela graça, mediante o sangue de Cristo do qual fora deste não há purificação de pecados.



O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;

Hebreus 1:3



Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?

Hebreus 9:14



E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta.

Hebreus 13:12



Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,

Efésios 1:7



Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.

1 João 1:7



Os textos acima, e muitas outras referências não citadas, nos mostra apenas um meio de purificação de pecados, através do Sangue de Cristo. Essa é a mensagem da Graça, o Senhor Jesus entrega a si mesmo, por mim e por você para que nossos pecados sejam perdoados, mas apenas uma coisa me impede; a minha decisão.



Então para que o Sangue me purifique eu preciso aceitar essa condição, por isso que Jesus sempre disse: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

João 3:16 e 18



A condição revelada pelo próprio Jesus de quem não crer é de condenação, pois é uma decisão, Cristo nos oferece de graça a salvação, mas precisamos aceitar e viver como salvo, pois a partir do momento que voltamos ao pecado estamos negando a salvação.



O crer desse texto, é o crer como Senhor e Salvador da nossa vida, é uma entrega de amor e fé a Jesus, e não apenas um crer de acreditar que Ele existe, pois dessa maneira até o diabo acredita.



Mas enfim, será que o Senhor Jesus entraria em contradição em seus ensinos caso existisse outro meio de purificação e salvação após a morte?



Imaginamos que sim, então o porquê de um grande sacrifício com tanta dor e sofrimento se existe outro meio de salvação?



Estaria Jesus se contradizendo quando contou uma historinha conhecida como a Parábola do Rico e Lázaro quando ensina que não é possível mudar a condição do estado de alguém após a morte? Lucas 16:19 ao 31.



Se existisse um meio de pregar aos mortos, ou de purificação após a morte, estaria a Bíblia se contradizendo em seus textos, que dizem:



Se após a morte apenas nos resta o juízo.

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,

Hebreus 9:27



Ou será que existe uma forma de me tornar fiel após a morte, sendo que a Bíblia diz que meu limite para as minhas decisões é até a morte.

...Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

Apocalipse 2:10



Será que a gente pode realizar algum tipo de trabalho em favor dos mortos ou supostos espíritos, sendo que Jesus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos? Eu não estaria passando por cima da autoridade de Jesus?

E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.

Atos 10:42



A Bíblia também diz: Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?

Tiago 4:12



Será que você é justo o suficiente para acreditar que pode salvar ou condenar alguém que já morreu?

Se eu morrer hoje, será que meu julgamento será feito por homens pecadores através de uma doutrina espírita? Faço as minhas palavras a de Paulo, que diz: Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor.

1 Coríntios 4:4



A nossa missão aqui na terra é em favor dos vivos, pregar, ajudar, amar, fazer algo em favor daquele que vemos e tocamos, pois seria muito fácil esperar alguém morrer para eu pregar para ela no purgatório através de uma espécie de mediunidade.



Jesus pregou aos espíritos em prisão?



Já entendemos que Jesus é Deus, e nos criou, e que antes de se fazer carne estava sobre os profetas inspirando em suas pregações, e que se fez carne pregando o arrependimento e a salvação, nos orientando a tomarmos uma decisão, que somente nEle há salvação. Aprendemos que somente há purificação de pecados através do Sangue de Cristo, fora do sangue à graça seria inútil. Também entendemos que a fidelidade só é possível até a morte, depois não é possível, pois o juízo será estabelecido e eu não posso me colocar como tal juiz, pois o Senhor Jesus foi estabelecido como Juiz dos vivos e dos mortos.



E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

João 19:30



Na cruz Jesus disse: está consumado, e como ele consumaria algo que ainda não estava pronto, todo o serviço não estava feito?



Concluímos que o plano de Deus para salvação da humanidade foi consumado na cruz.



Analisando o texto e o contexto de 1 Pedro 3:19.



No começo do capítulo 3 Pedro inicia com conselhos para maridos e esposas, e a partir do verso 8 inicia conselhos práticos para aplicarmos em nossa vida a exemplo de Cristo, e até o verso 17 ele fala como devemos proceder.



Em 1 Pedro 3 a partir do verso 18, ele começa a dizer o que Cristo fez por nós, que diz: Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;



Jesus morreu pelos nossos pecados para podermos chegar a Deus, mas ao 3º dia ressuscitou. A morte não pode pará-LO.



Verso 19 ao 22

No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;

Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;

Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;

O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.



Os “espíritos em prisão” foi um termo empregado por Pedro hoje aos rebeldes dos dias de Noé, pois durante a construção da arca, o Espírito de Cristo estava sobre Noé que pregava a esse povo a justiça, mas, porém esse povo não se arrependeu e com isso apenas oitos almas se salvaram.



Então Pedro usa esse fato como figura aos nossos dias em relação ao batismo, estamos ouvindo a pregação e mesmo assim, se ficarmos endurecidos, seremos condenados.



E o mesmo Pedro declara que Deus não perdoou esse povo, então o que Jesus iria fazer lá no inferno pregar a eles? Veja o que o mesmo Pedro disse: E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;

2 Pedro 2:5



Deus havia feito um plano de salvação a esse povo, mas era através da pregação de Noé, mas não a aceitaram.



Se pregar aos espíritos dos mortos fosse uma prática real e presente, o texto não trataria do assunto no passado e apenas para os rebeldes do tempo de Noé, pois até Cristo o mundo teve muitos povos rebeldes, Sodoma e Gomorra, porque seriam só os do tempo de Noé?



No capítulo 4 Pedro inicia novamente dizendo o que Cristo fez para nós, nos dando mais alguns conselhos até o verso 4, e no verso 5 e 6 ele diz: Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos.

Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito;



Pedro lembra mais uma vez do juízo estabelecido para vivos e mortos, e nos da uma visão que no dia do juízo ninguém estará inocente. Pois no passado foi pregado aos mortos, para que eles fossem julgados segundo suas práticas, e também foi pregado a eles para que naquela época eles vivessem segundo Deus em espírito (viver em espírito não é um estado pós-morte, e sim viver na obediência a Deus).



Quero que entendam, quando o evangelho foi pregado a esses mortos que Pedro se referiu, eles estavam vivos, perceba que mortos e a condição presente deles quando citado por Pedro, mas a pregação foi feita no passado, percebam que depois disso Pedro continua se referindo a eles no passado, “fossem”, “vivessem”.



Se a pregação aos mortos literalmente é presente hoje, ou no tempo de Pedro, ele não falaria “foi pregado”, e sim, “é pregado”, e “vivessem”, quer dizer que não vivem mais?



A atenção a cada detalhe, além do contexto bíblico é muito importante antes de chegarmos a uma conclusão de um texto isolado, a atenção da conjugação verbal também é importante, pois um pequeno erro pode se criar uma grande heresia.



Meu irmão, Jesus te ama, e quer que venha ao conhecimento da verdade, Ele tem grande obras a confiar em tuas mãos, uma delas, e a pregação do evangelho aos vivos, para que através de sua vida a salvação cheguem a eles para a glória de Deus.



Deus te abençoe!

ADRIANO PALOMARES.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A INVOCAÇÃO DE MORTOS !!!

Invocação de Mortos

ESTUDO DO Prof. João Flávio Martinez

O ESPIRITISMO E A PRÁTICA DA INVOCAÇÃO AOS MORTOS

Reencarnação e invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de todo o dolo espiritista. Se ambas forem removidas, o Espiritismo rui irremediavelmente. Mostramos nos textos anteriores como a teoria da reencarnação não suporta ser provada pela Bíblia. Neste texto, porém, trataremos da não menos fraudulenta invocação de mortos.

O que diz a Bíblia: “Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa”. (ACF) (Deuteronômio 18:9-14).

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro “O Céu e o Inferno”, aduz A. Kardec: “... Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contato com o inimigo”.

Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Kardec, é demonstração de obtusidade quanto às Escrituras. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa, comercialização de cartas do além e manifestação de demônios. É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos demoníacos, espíritos enganadores se manifestam, identificando-se com os nomes de pessoas amadas que já falecera (leia Lucas 16:19-31). Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. É o caso do engenheiro que se passava pelo Dr. Fritze (a fraude terminou no ano de 1999). Aquele cidadão enganou a milhares, deixou gente gravemente enferma e até há denuncias de casos de mortes – Isso é o Espiritismo. São espíritos que se prestam a serviço do pai da mentira (João 8:44), Satanás.

O povo de Deus, porém, possui a inigualável revelação de Deus pela qual disciplina a sua vida: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?” (ACF) (Isaías 8:19).


O Estado dos Mortos

O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra, debaixo do sol.

Veja, por exemplo, o que disseram grandes figuras da Bíblia:

1) – Salomão: -“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos... e já não tem parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” (Eclesiastes 9:5,6).

2) – Davi: -“Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá.) Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição? Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento?” (ACF) (Salmos 88:10-12).

3) – Ezequias –“Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem para a cova. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade.” (ACF) (Isaías 38:18-19).

4) Jó -“Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar jamais o conhecerá” (ACF) (Jó 7:9-10).

5) Jesus na história do rico e Lázaro –“E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Poré, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite algum dos mortos ressuscite” (ACF) (Lucas 16:30-31). A história do rico e do Lázaro mostra a impossibilidade de se sair do lugar dos mortos, pois o rico, que fora ímpio em vida, queria alertar os seus parentes vivos para que não praticassem as mesmas ações dele e, por conseqüência, acabassem no mesmo lugar que ele – o inferno, mas foi a ele negado.

Nenhum dos textos bíblicos, até aqui citados, contradiz-se com o estado intermediário do homem ou a esperança bíblica da ressurreição dos mortos, uns para a vida eterna, outros para vergonha e perdição eterna (Daniel 12:2). Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O ESPÍRITO SANTO...,O CONSOLADOR...

Romanos 8:16
O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

Quantos Espíritos Santos existem?

1 Coríntios 12
11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.




Ele estava na criação?

Gênesis 1
2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o (Espírito de Deus) se movia sobre a face das águas.
PORTANTO ANTES DE DEUS TER CRIADO O HOMEM, O ESPÍRITO SANTO JÁ HAVIA...
Jó 26
13 Pelo seu Espírito ornou os céus;…

Foi dado a certos homens para realizarem a sua obra:

Êxodo 31
2 Eis que eu tenho chamado por nome a Bazaleel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,
3 E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o artifício,

1 Samuel 16
13 Então Samuel tomou o vaso do azeite, e ungiu-o no meio dos seus irmãos: e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi: então Samuel se levantou, e se tornou a Ramá.

Foi especialmente manifesto nos profetas:

Ezequiel 11
5 Caiu pois sobre mim o Espírito do Senhor, e disse-me: Fala: Assim diz o Senhor: Assim tendes dito, ó casa de Israel; porque, quanto às cousas que vos sobem ao espírito, eu as conheço.

Zacarias 7
12 Sim, fizeram os seus corações duros como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito mediante os profetas precedentes; donde veio a grande ira do Senhor dos Exércitos.

O Espírito Santo, o Consolador, não é um anjo.

Mateus 1
20 E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;

1 Pedro 1
12 Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho: para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.

Então, quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade, é, nas Sagradas Escrituras, denominado “o Espírito”, “o Santo Espírito”, “o Espírito de Deus”, “o Espírito de Cristo”, e o “Consolador”.

O ensino de Jesus quanto à obra do Espírito é mais precisa. “Deus é Espírito”, com respeito à Sua natureza.

Todas as informações disponíveis na Bíblia apontam para o fato de que o Espírito Santo é uma pessoa divina. Ele tem as mesmas características pessoais que o Pai e o Filho.

Romanos 8
9 Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

Atos 16
6 E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.
7 E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.

Atos 5
3 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade?
4 Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

Para ser de Jesus, precisa nascer desse Espírito;

João 3
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

O que faz alguém nascer do Espírito é crer em Jesus;

João 3
15 Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus.

Mas é necessário crer como diz a Escritura;

João 7
38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios d’água viva correrão do seu ventre.
39 E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.

Efésios 1
13 Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

Quando você crê como diz a Escritura, é selado pelo Espírito Santo da promessa, o Consolador;

João 14
16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
17 O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece: mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.

Quem é o Consolador mesmo?

João 14
22 Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, donde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?
23 Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
26 Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

João 15
5 Eu sou a videira, vós as varas: quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
26 Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.

O que Ele faz?

João 16
7 Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.
8 E, quando ele vier, convencerá o MUNDO do pecado, e da justiça e do juízo.
13 Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Romanos 8
26 E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
11 E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

Deus cumpri as promessas;

Atos 2
33 De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.

1 Coríntios 3
16 Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?

O Espírito Santo nos da dons;

Atos 2
38 E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;

I Coríntios 12
4 Ora há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
8 Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
9 E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

Finalização

Efésios 4
30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.

Mateus 28:19
Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO; fonte:http://www.averdadeliberta.com/averdade/?cat=8

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"IBRAHIM" EX-MUÇULMANO, CONHECI JESUS...HISTÓRIA EMOCIONANTE!!!

HISTÓRIA VERÍDICA DA CONVERSÃO DE UM MUÇULMANO AO CRISTIANISMO. EMOCIONANTE!!!


Sou Ibrahim, que para garantir a segurança de minha família, uso o pseudônimo de Timothy Abraham. Sou um simples egípcio da região do Delta. Vivia cercado por fazendas regadas pelos regatos vindos do exuberante rio Nilo que proporciona vida com fertilidade. Tive uma forte criação islâmica em minha infância, estudando em minha aldeia para poder ensinar o Alcorão (al-Kutaab).

Ensinaram-me a temer a Deus (Alá em árabe) que criou o Céu e a Terra em seis dias. Não havia qualquer motivo para duvidar de uma religião que enfatizava temer a Deus, fazer boas obras e viver uma vida moralmente correta. A repetição do Alcorão tinha o objetivo de produzir uma sensação de tranquilidade. Gostava do círculo de adoração Sufi, já que adoravam a pessoa de Maomé. Era o grupo Abu-al-azayem. Eu buscava uma maior aproximação com Alá, o Todo-Poderoso.

Certa tarde, por volta das sete horas, quando estava em uma mesquita al-Mahatta, havendo terminado de fazer a oração al-Maghrib, fui apresentado a Muhammad Imam e Sulleiman Kahwash. Eles foram de influência vital em me introduzir no seu grupo, a "Irmandade Islâmica - ou al-Ikhawan al-Muslimin". Eles me encorajaram a ser um muçulmano devoto e a jejuar na segunda e quinta-feira de cada semana, terminando o jejum juntamente com eles na mesquita onde comíamos pão, queijo, tâmaras (tamr), e deliciosa salada.

Eu imitava diligentemente tudo que o Profeta Maomé fazia, até procurando me sentar com a postura que o Profeta se sentava quando comia. Eles eram muito bons para mim. Também viram que eu tinha potencial para ser um orador eloquente. Sendo assim, Sulleiman Hashem, o líder na época, se aproximou de mim e disse com ternura:

- Ibrahim, você é chamado pelo ensino do Alcorão para proclamar a mensagem do Islamismo 'da'awah.
- Meu Alá! - ponderei eu - Tenho apenas 14 anos de idade e sou tão medroso!

Todavia, Sulleiman entregou-me uma pilha de livros para estudar, para eu me preparar para pregar um sermão no dia seguinte. Daí em diante, tornou-se um costume para mim pregar um sermão na primeira Segunda-feira de cada mês lunar. Fiquei todo cheio de zelo por meus líderes haverem preparado tudo para que eu fosse pelas cidades vizinhas pregando de mesquita em mesquita.

Zelosamente queria que todos seguissem a Tradição do Profeta Maomé, e, por causa disto, minha irmã não tinha outra escolha senão obedecer meu comando segundo o Alcorão e usar o véu que demonstrava modéstia. Eu precisava da aprovação de meu pai. Fiquei a imaginar se ele alguma vez tinha imaginado seu filho, um muçulmano de 14 anos, pregando. Para minha surpresa meu pai foi duramente criticado pelos outros por ter um filho que agora era um "fanático".

Meu pai ficou bravo com meu radicalismo islâmico e, sem pensar, deu um soco em minha boca. Hoje meu dente da frente é postiço. Ele me faz recordar de minha antiga perseverança até à morte para ser um zeloso muçulmano fundamentalista, e do meu desejo de ser perseguido por meu compromisso. Meu pai acabou queimando minha biblioteca islâmica Suni (na maioria wahabi e salafi). Ele sabia muito bem que Mohammad Mansour, um informante da polícia de segurança, estava gravando meus sermões do banheiro da mesquita. Eu era tão rigoroso em seguir o sunnah de Maomé, que nem mesmo dava a mão para mulheres para cumprimentar. Eu queria simplesmente ser um Muçulmano devoto.

Após terminar suas orações na mesquita, meu pai parou um dos líderes de meu grupo, Sulleiman Hashem, e suplicou que me deixasse, a mim, seu filho, em paz. Quando meu pai fez um voto (hilif alaya bi al-talaaq) para que não me fosse permitido entrar na mesquita onde a Irmandade Muçulmana estivesse orando, obedeci a meu pai, mas pedi por misericórdia em deixar-me escutar seus sermões enquanto me sentava fora da mesquita.

Essas coisas nunca me abateram e continuei a pregar o Islamismo todos os dias no evento matinal (taboor as-sabah) e também em todas as mesquitas onde ensinava. Nunca me ocorreu, por um segundo sequer, que o Islamismo poderia estar errado. Em minha ânsia de propagar o Islamismo por todo lugar, uma revista acabou caindo em minhas mãos e ela trazia endereços de pessoas dos Estados Unidos que queriam se corresponder. Escolhi um nome ao acaso e escrevi uma carta, esperando poder converter aquele homem ao Islamismo.

Acabei me correspondendo com John, de Pensilvânia, Estados Unidos, durante dois anos, um sempre procurando converter o outro. Eu lia todos os livros que conseguia achar para refutar a Bíblia. Para piorar ainda mais as coisas, não tinha qualquer respeito pela Bíblia e colocava meus pés e sapatos sobre ela, já que o Alcorão ensinava ser ela corrompida.

Então John me surpreendeu ao vir me visitar em minha aldeia. Era a primeira vez que via um cristão de verdade. Sua sinceridade, franqueza, honestidade e mente aberta me impressionaram. John ficou comigo por dois meses. Ele tinha uma vida maravilhosa de oração que acabou me servindo de exemplo mais tarde. Eu não sabia que os cristãos oravam até ter visto uma "epístola viva" bem na minha casa, um homem de uma terra distante que se tornou um de nós e genuinamente incorporava o amor de Cristo. John tinha uma maravilhosa vida de oração, pois orava mais do que falava, e falava com as palavras da Bíblia. Passei a sentir inveja da intimidade que John tinha com Deus e aumentei minhas repetições do Alcorão.

O Islamismo é uma religião que tem o crédito de ensinar seus seguidores a serem virtuosos, castos e benevolentes. Não há dúvida de que Maomé permanece como um gênio na história. É preciso notar também que um muçulmano pode fazer tantas boas obras quantas forem possíveis neste mundo e no Dia do Juízo, Deus pesa as obras de cada indivíduo em uma "balança".

As boas obras serão colocadas em uma bandeja da balança, e as más obras na outra. Se as boas obras forem mais pesadas, então o fiel irá para o paraíso descrito no Alcorão como um lugar de prazeres sexuais, para se divertir com a huris de olhos grandes (sura al-Wagia 56:20-23). Todavia, Cristo nosso Senhor disse "Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu" (Mateus 22:30).

Prezado amigo muçulmano, de acordo com o Islamismo, se suas más obras forem mais pesadas, você será lançado no fogo do inferno. Parece que você precisa ser apenas cinquenta e um porcento bom para chegar ao paraíso. Ainda assim você permanece totalmente inseguro se vai ou não para o céu. Tudo o que você diz, meu amigo muçulmano, é: "Só Deus sabe!" Você espera pela misericórdia de Alá e espera que os anjos ou o Profeta intercedam por você no último dia para poder ser salvo do inferno.

Eu era como você, meu irmão ou minha irmã muçulmana. Estava no mesmo barco até descobrir que você pode ter a certeza absoluta de ir para o céu. Lágrimas me chegam aos olhos só de recordar o quão perdido eu estava, mas que agora fui achado. Enquanto me comovo ao ver a majestade de Deus, me regozijo por saber que tenho a certeza da vida eterna.

Deus na Bíblia tanto é justo como misericordioso. Sua justiça exige que todos sejam castigados no inferno, pois Ele é cem porcento perfeito. Não importa o quanto nos esforcemos para agradar a Deus, sempre ficamos aquém da Sua perfeição. Nossas boas obras não nos levarão para mais perto de Deus. Deus viu nossa incapacidade, e decidiu Ele próprio pagar a pena. Ele enviou a Sua Palavra, Isa Al Masih (Jesus Cristo), O qual é absolutamente sem pecado e sem defeito, para levar o castigo por nossos pecados sobre a cruz. O que pode você dizer para o Juiz quando Ele decide pagar a pena por você?

A Bíblia diz em João 3:16, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Foi por Deus nos amar que Ele enviou Sua Palavra, Jesus Cristo, para morrer por nós. O Islamismo nunca nos garante a segurança de irmos para o céu, mas Cristo garante! Louvado seja Deus! Obrigado, meu Senhor, por teres soberanamente escolhido pagar o preço na Pessoa em Quem encarnaste o Verbo, o Senhor Jesus Cristo, O qual é a expressa revelação de Deus Todo-Poderoso!

Mesmo depois de John ter ido embora, sua influência permaneceu. Achei que podia humilhar John quando lhe disse, "John, sua visita fez de mim um muçulmano ainda mais forte na fé, por isso não tente mais converter muçulmanos". Todavia John prevaleceu em suas súplicas e orações. Sua oração intercessória levou o Senhor a me acordar no meio da noite fazendo com que não tivesse sono ou descanso. O conflito em meu interior atingiu seu ápice. Sem encontrar descanso, procurei por minha Bíblia e a abri a esmo. Encontrei, "Saulo, Saulo, por que Me persegues?" Lembro-me de um dia quando, no calor de um debate entre John e eu, zombei da Bíblia e disse,

- John, sua Bíblia é a coisa mais absurda que existe! Como pode você acreditar na história de Saulo que se tornou Paulo, o servo do Evangelho?
John respondeu,
- A história é verdadeira, e é por isso que sou paciente com você. Um dia você acabará sendo outro Paulo!
- John, você deve estar fora de si por pensar por um segundo que eu possa abandonar a religião de todas as religiões, o Islamismo! - repliquei eu.

Mas naquele momento, refletindo em "Saulo, Saulo...", falei, "Senhor! Eu? Eu Te perseguindo? Nunca fiz nada contra Ti em pessoa... que me lembre apenas denunciei uma estudante de medicina à polícia... mas não fiz nada para Ti. Seria verdade que aquele que toca em um dos Teus toca na menina do Teu olho?".

O Islamismo nega a crucificação do Senhor Jesus Cristo, pois o Alcorão quer privar os Judeus da vitória que eles clamavam ter conseguido com a morte de Jesus. O Alcorão afirma que Deus colocou na cruz outra pessoa parecida com Jesus. Ora, meus amigos muçulmanos, Deus não está envolvido com fraudes, e se Ele quisesse livrar Jesus da cruz, poderia tê-lo feito milagrosamente sem precisar enganar colocando lá alguém parecido com Jesus. Este erro do Alcorão é óbvio demais, e prova que o Alcorão não tem origem divina. Além disso, o Alcorão se contradiz, pois ao mesmo tempo em que afirma que os Judeus não mataram o verdadeiro Jesus, afirma também com bastante clareza a realidade da morte de Jesus no sura da família de Imran 3:47/54 - 48/55, dizendo assim (quando Deus falou):

"Oh Jesus, vou fazer com que morras, e então Te ressuscitarei para Mim".

Meu amigo muçulmano, meu intento aqui não é fazer de você um prosélito, mas levantar a questão final: Quem é Cristo? Foi Ele crucificado? E como isto afeta você? Se a história toda da humanidade gira ao redor de Cristo, então toda a minha vida e existência deveriam girar em torno dEle também. Negar a cruz de Cristo é contradizer a própria História. Acaso Maomé não é citado no Alcorão como tendo sido mandado, por Deus, procurar o Povo do Livro (os judeus e cristãos) caso estivesse em dúvida quanto ao Alcorão?

"E se tu (Maomé) estás em dúvida com respeito ao que te revelamos, então pergunte àqueles que lêem as Escrituras (que eram) antes de ti". Sura Yunus 10:95.

Pela primeira vez em minha vida comecei a perguntar "por quê?" e questionei tudo aquilo que tinha como certo. Todos os postulados foram examinados com senso crítico. Isso acabou me trazendo problemas por viver em uma sociedade autoritária. "As perguntas", dizem eles, "voam na face da Alá. Obedeça. Isso é tudo". Na Irmandade Islâmica, nosso moto era "samaana wa ataana", isto é, "ouvimos e obedecemos".

Após anos de estudo, cheguei a duas conclusões lógicas: A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus, e Jesus é a Palavra de Deus. Comecei a ver que era possível Jesus ser Deus. Intelectualmente, aceitei todas as reivindicações da fé cristã, mas em meu coração ainda temia cair morto se ousasse chamar o Deus Todo-Poderoso de "Meu Pai". Eu precisava de um milagre! A Bíblia nos ensina que ninguém pode dizer "Jesus é Senhor" exceto pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12:3). Não é a toa que cada experiência de salvação é um milagre de um nascimento da morte para a vida eterna!

Do fundo do meu coração, em meio a um conflito interior, clamei a Alá, dentro da mesquita, "Senhor, mostra-me a verdade! É Jesus ou Maomé? Podes Tu ser meu Pai? Mostra-me a verdade, e a verdade que me indicares é a que eu servirei por toda a vida, seja qual for o preço!" Rompi em lágrimas já que sabia que o preço seria demasiadamente alto para uma pessoa fraca e débil como eu. Pois como poderia suportar ser expulso de minha família e dormir nas ruas como alguém sem um lar? E o que aconteceria se meus líderes da Irmandade Islâmica descobrissem? E se eles, em seu zelo e justiça islâmica, se prontificassem a defender o Islamismo e me matassem?

De acordo com a religião islâmica, deve ser dado a um apóstata três dias de oportunidade para se retratar, e após isso o sangue do infiel é legitimamente derramado em nome de Alá! As palavras do Profeta Maomé ficavam soando em meus ouvidos, "Se alguém (i.e. muçulmano) mudar de religião, mate-o". Esta tradição foi narrada por AbuBakr, Uthman, Ali, Muadhibn Jabal e Khalid ibn Walid. Todavia persisti em pedir a Deus que me guiasse.

"Guia-me, ó Tu grande Jeová, peregrino que sou nesta terra estranha; sou fraco, mas Tu és poderoso".

Certa noite Cristo apareceu-me em sonho e disse com uma voz terna e doce, "Eu te amo!". Entendi o quão obstinadamente eu havia resistido a Ele todos aqueles anos e disse-Lhe em lágrimas, "Também Te amo! Tu és eterno para todo o sempre". Acordei com lágrimas escorrendo por todo o rosto e cheio de um abundante gozo, crendo que o próprio Cristo havia tocado tanto minha mente como meu coração, e me rendi. Estava cheio de grande paixão por Cristo, pulando, cantando louvores ao Seu nome e falando com Ele dia e noite. Nem mesmo ia dormir sem ter a inerrante Palavra de Deus, a Bíblia, junto ao meu peito.

Senti o que um filho de Deus negligente sentiria: que Deus me daria qualquer coisa que eu pedisse em oração. Mas o Senhor queria que eu O amasse e O adorasse pelo que Ele é, não pelo que eu recebo dEle. Tentei manter minha fé em segredo e logo fui batizado secretamente.

Cheio do gozo da salvação, não podia mais esconder ou negar a Cristo. Por isso, quando meu amigo de infância perguntou se Cristo fora crucificado, respondi "Sim!", e expliquei o porquê. Ele orou junto comigo para receber a Cristo. Ele estava tremendo e transpirando o tempo todo em que orava comigo. Ele podia ver então quão poderoso era o nome de Jesus. Meus antigos líderes no fanático grupo islâmico, querendo saber quem o havia influenciado, ameaçaram matá-lo se ele não contasse tudo sobre meu evangelismo. Infelizmente ele me traiu e fui espancado em frente à mesquita onde antes pregava o Islamismo com tanto zelo. Na opinião deles eu era um blasfemo infiel que merecia ser morto a menos que me retratasse. Eles consideravam minha conversão como a forma mais horrenda de profanar o Islamismo e o Alcorão.

Já que minha conversão secreta havia se tornado pública e os muçulmanos planejavam matar-me, precisei fugir. Fui caçado por muçulmanos, da minha aldeia no Delta até Ismalia, chegando depois ao Cairo onde tinha amigos cristãos. Todavia nem os cristãos quiseram me dar abrigo e tive que voltar para minha aldeia, procurando refúgio nas protetoras mãos de Deus. Voltei do Cairo para encontrar uma irada multidão de muçulmanos ocupando nossa casa. Minha mãe estava vestida de luto, toda de preto como é costume no Egito. Para eles, por ter abandonado o Islamismo eu era considerado morto!

As mulheres muçulmanas gritavam para mim, "Sua mãe não merece isso tudo de você. Por que causar a ela toda essa dor?" Outra mulher lamentou, "Pobre mãe! Seu filho a trocou pelos infiéis cristãos. Se fosse ela, mataria meu filho por ter corrido atrás dos infiéis como um cachorro". Recebi uma carta de um amigo da Jordânia que contou que meu pai estava andando pelas ruas na Jordânia chorando amargamente enquanto os trabalhadores muçulmanos de lá o reprovavam severamente. Ele ficou doente, de cama, durante um mês por causa disso, até conversarmos por telefone.

Não consigo esquecer dos Muçulmanos irados que invadiram nossa casa barbaramente. Minha mãe se ajoelhou aos pés de nosso vizinho Sayed rogando a ele que poupasse minha vida e que a matasse em lugar de mim. Foi numa agonia indescritível que minha mãe me deserdou e desprezou diante de todo o povo de minha cidade. Eu amo minha mãe mais do que qualquer pessoa neste mundo, mas nenhum poder humano, não importa o quão gigantesco seja, pode me separar do amor de Cristo. Viverei sempre para Jesus.

Minha Bíblia, todos os meus livros cristãos, e as fitas com músicas, foram confiscados e queimados. Resolvi fugir da região do Delta para o Cairo. Mesmo com a polícia atrás de mim, o Senhor cegou seus olhos e me protegeu. No Cairo, fiquei escondido na casa de M___, um amigo egípcio batista que me confortava o tempo todo. Caí em prantos quando ele leu,

"Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus" (Atos 5:41).

Sou grato a Deus por haver provido este amigo, M___, que me ensinou a viver uma vida vitoriosa, rica em adoração e ações de graças. Ele me deu um Novo Testamento árabe de bolso e, com franqueza, disse-me que seus pais estavam com medo. Já me haviam dito que se eles continuassem a me esconder acabariam na prisão para sempre. Eu não tinha para onde ir. Assim, seguindo o conselho de meu pastor secreto, voltei para minha aldeia, escondendo o Novo Testamento árabe em minhas meias e orando para que não caísse dali.

Acabei sendo preso e solto repetidamente. Aprendi o que significa ter a Deus como meu único Alto Refúgio. Na prisão, meu Salvador sabe que experimentei a paz verdadeira. Não fui abalado porque vi a Cristo na prisão, e não a mim mesmo. Cantava canções de gozo em meio às lágrimas, ansioso pela vida da Estrela da Manhã para me libertar. Decidi esconder minha Bíblia em um lugar onde a polícia não pudesse encontrá-la -- em meu coração por meio da memorização. Desde então criei o hábito de dormir com a Bíblia ao meu lado.

Cinco anos mais tarde consegui fugir das tentativas de assassinato dos Muçulmanos e fiquei chocado ao descobrir que há alguns Cristãos professos na América que atacam a Bíblia pela qual eu desejava morrer. A Palavra de Deus me tem dado promessas de fé que aplico como uma criancinha e oro sobre elas em confiança. As portas do Céu se abrem quando oramos sobre a Palavra de Deus. Sua Palavra transmite vida!!!

Certa vez, quando quis dar à minha mãe um presente no Dia das Mães, ela me perguntava com desdém, "presente de Dia das Mães?" "Sim", respondia sempre que ela perguntava. Ela olhou para mim com expressão de imensa tristeza e disse, "Meu filho, por quem esperei 15 anos para ter e finalmente nasceu, agora está morto. Eu deserdo você até o dia do juízo, Ibrahim". Chorei, mas Cristo tocou meu coração, dizendo, "Eu sou sua família agora! Agora Eu sou seu pai, irmão, mãe, irmã, amigo e tudo para você, Timothy".

Nunca vou me esquecer daqueles dias quando minha mãe chegava a chamar a polícia para me prender. Ela chegou a ir a uma feiticeira para lançar uma maldição sobre mim e me fazer voltar para o Islamismo. A feiticeira disse, "Seu filho está seguindo um caminho que nunca deixará e será vitorioso em sua vida enquanto andar nele". Aquelas palavras, da boca de uma feiticeira, levaram meu irmão mais novo a conhecer a Cristo. Até o testemunho de demônios sobre nosso vitorioso Senhor mostra o quão absurdo é o ceticismo e a incredulidade (leia Romanos 8:35-39). Você também pode ser mais que vencedor por Cristo, o seu Vitorioso, O qual ama você! Creia!

Sem minha Bíblia e meus livros, que me haviam sido confiscado, tudo o que eu tinha era meu rádio. Eu saía escondido com meu rádio para escutar a Voz da Esperança, buscando por canções que me trouxessem conforto na noite. Porém minha mãe descobriu e acabou tirando o meu rádio, ao mesmo tempo em que me espancou na cabeça com seu sapato. Naquela ocasião eu estava com vinte anos de idade. Orei por uma Bíblia e o Senhor me escutou. Fui ao correio buscar o pacote que me trazia uma Bíblia. O gerente do correio, Kamal, me esbofeteou com violência e deu socos em meu rosto. Fiquei extremamente apavorado... chorava por causa da dor. Ele me disse,

- Você que quer ir atrás desses cristãos infiéis... deixe o Islamismo e acabaremos com você. Mandaremos você para o outro lado do sol!

Senti-me encurralado, orando fervorosamente para deixar o Egito e poder praticar minha fé em Cristo. "Pai de consolação, Tu nunca me deixas. Por favor, faça-me lembrar do Teu Filho pendurado na cruz clamando nas profundezas de Sua agonia, 'Deus meu, Deus meu, por que Me desamparaste?' Senhor Jesus, todos Te desampararam, e ainda assim Tu encontraste descanso em Teu Pai. Preciso depender do Pai como Tu fizeste".

Depois de três anos decidi me mudar para o Cairo que também não era nem um pouco seguro. A última vez que fora preso pela polícia, ameaçaram:
- Você é um infiel que cometeu alta traição. Da próxima vez que for preso, aplicaremos a pena capital.

Para piorar as coisas, o senhorio "cristão" do quarto que aluguei disse que não poderia mais abrigar um criminoso fugitivo. Eu não era mais bem-vindo nem em meu próprio país. Todavia o Senhor interveio, e um evangelista palestino, Anis Sharrosh, apresentou-me ao Dr. Paige Patterson. Ele começou a me ajudar a conseguir um visto para os Estados Unidos. A princípio me foi negado o visto, mas o Dr. Patterson não desistiu. Finalmente, recebi um visto de entrada, e pude sair milagrosamente do Egito.

Senhor, Tu nunca libertaste Teus filhos da escravidão para levá-los de volta a ela... Ajuda-me a viver em algum lugar para praticar minha fé Cristã sem problemas com a polícia. Senhor, por favor, faça o que for preciso para que eu não precise viver em um lugar onde as pessoas me forcem a ir a uma mesquita. Tu queres que Teus filhos adorem livremente mesmo se isto significar fugir para salvar suas vidas, como estou fazendo, para que Cristo se torne tudo em todos.

Se não fosse pelo Dr. Patterson, hoje eu seria apenas história. Minha execução chegou a ser marcada, mas Deus viu que tinha algo mais para eu fazer. Assim Ele usou o Dr. Patterson de um modo sobrenatural que me salvou a vida. Deus Todo-Poderoso é Pai dos órfãos (Salmo 68:5), e quando meu pai e minha mãe me desprezarem, como declara Davi, o Senhor me acolherá para Si. Deus Todo-Poderoso é seu Pai Celestial, meu amigo? (Gálatas 4:6). O Deus Todo-Poderoso e Majestoso está interessado em você pessoalmente (Provérbios 8:31).

Após fugir para os Estados Unidos, continuei com medo de que tivesse que enfrentar as autoridades da polícia Egípcia algum dia, principalmente pelo fato de estar com um visto de estudante, que poderia expirar. De acordo com o governo Egípcio, sou um infiel que difamou o Islamismo e criou desunião nacional. Alá sabe que não tenho maus sentimentos para com a pátria Egípcia ou para com o Islã. Alguns pregadores ofereceram-se para esconder-me em fazendas se as coisas piorassem. Eu só queria viver e não ser um bode expiatório da ira religiosa de alguém. Uma organização sustentou-me e fez um pedido por residência permanente.

Depois de seis longos anos de espera, o Senhor honrou meu pedido dando-me residência permanente alguns dias antes de meu casamento, em 18 de Abril de 1998. Eu não queria que alguém me acusasse falsamente de estar me casando para obter o green card. Casei-me com Angela por causa dela, e não por causa do "green card". Dou a Angela tudo de mim, pois a fonte de nosso amor é divina. Nunca é uma emoção passageira, mas um concerto no qual o Senhor é a Testemunha entre eu e a esposa de minha mocidade, minha companheira e minha melhor amiga. (Malaquias 2:14).

A Salvação é somente pela graça ?

A salvação é pela graça somente?


Posso ver que você, como muçulmano que é, tem um grande problema com a graça de Deus, mesmo porque não é algo que se encaixa na fé que professa. Obviamente, você procura ver o caráter valoroso dos personagens bíblicos, mas deixa escapar o cerne da mensagem que é a graça de Deus, que nos dá o que não merecemos e nos livra daquilo que merecemos.

O que o islamismo tem de comum com todas as religiões é que esse "algo" que é preciso para ser salvo depende do ser humano. Assim, se Deus não faz, eu faço, se Deus não elimina, eu uso a espada, se Deus não me salva, eu preciso me esforçar para chegar lá.

Veja que as religiões pensam assim: a salvação do homem está nas mãos do homem, com uma ajudazinha de Deus se ele (o ser humano) merecer isso. Obviamente o cristianismo acabou equivocadamente entrando no mesmo barco, daí a história de sangue e horror que os cristãos escreveram ao longo dos séculos.

Agora vamos a outra questão. O cristão é salvo por Cristo e pode ter a certeza dessa salvação. Isto equivale dizer que, se eu morrer neste exato momento, tenho certeza e segurança absolutas de ir para o céu, de não passar sequer por algum tipo de julgamento. É isso que o Novo Testamento ensina. E se você morrer neste exato momento, para onde TEM CERTEZA de ir? Que segurança a sua fé muçulmana lhe dá quanto a isso?

Veja que não estou falando dos fiéis do Antigo Testamento, com os quais até mesmo sua religião está familiarizada, mas do cristão. Os santos do AT não tinham a perspectiva completa da salvação, ou a certeza dela, uma vez que a revelação da verdade ainda estava em andamento. Você não tem toda a verdade revelada no AT.

"HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas" Hebreus 1

>> E indica um texto que se propõe a ensinar que o que os gregos e romanos ensinaram sobre Jesus (novo testamento) é superior a 5 mil anos de sucessivos profetas verdadeiros (antigo testamento).

Aparentemente você não aceita as cartas apostólicas como parte da verdade revelada por Deus, mas não ficou claro se aceita os evangelhos (também escritos pelos apóstolos). Deve aceitar, pois do contrário como teria Maomé recontado várias passagens dos Evangelhos em seus escritos?

>> Você diz que a grande diferença depois da vinda de Jesus é que agora salva-se exclusivamente pela graça e pela fé, mas isso de acordo com as cartas, porque não foi isso que Jesus ensinou

Sim, foi também o que Jesus ensinou. Aliás, a salvação pela graça foi o tema do primeiro ato expiatório de Deus logo após o pecado no Éden: Deus matou animais inocentes para com suas peles cobrir o homem e a mulher. Um inocente morrendo em lugar do pecador. Lembra algo?

Deus também se agradou da oferta de Abel (o sangue de um animal inocente morto) mas não da Caim (o fruto de seus esforços e de seu trabalho em uma terra pouco antes amaldiçoada por Deus). Daí para frente você verá vez após outra animais inocentes sendo mortos no lugar do homem pecador (os sacrifícios no tabernáculo e depois no Templo, por exemplo), até chegar o derradeiro sacrifício, o Cordeiro de Deus.

>> Então o Jesus mitologico do cristianismo diria: “confia firmemente na salvação do meu sangue divino e redentor” porém não é o que Jesus ensina.

Se você observasse o histórico de sangue de inocentes até chegar ao Cordeiro de Deus, não afirmaria isso com tanta pressa. Um judeu, por outro lado, entenderia perfeitamente a declaração do Batista, "eis o Cordeiro de Deus", quando tivesse vido aquele homem pregado na cruz. Teria entendido, mas não queria entender, porque isso não se encaixava. A menos que entendesse o significado do Messias "tirado", da profecia de Daniel 9.

Quanto à sua afirmação de que o Senhor Jesus não tenha falado da salvação pela graça e, principalmente, da CERTEZA da salvação e da isenção do juízo (ou julgamento), vamos lá:

"Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. Na verdade, na verdade vos digo que quem OUVE a minha palavra, e CRÊ naquele que me enviou, TEM a vida eterna, e NÃO ENTRARÁ em condenação, mas PASSOU da morte para a vida... Porque, se vós crêsseis em Moisés, CRERÍEIS EM MIM; porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?" João 5

Veja o tempo dos verbos: Quem OUVE (presente), CRÊ (presente), TEM (presente), NÃO ENTRARÁ (futuro), PASSOU (passado). Portanto, Antonio, como você pode dizer que OUVE a Palavra de Deus, CRÊ no que Ele diz e, mesmo assim, NÃO TEM a vida eterna? Acaso não está duvidando da graça salvadora de Deus e confiando em seus próprios feitos, em sua "castidade, serenidade, cortesia, honestidade, verdade e justiça, coragem e paciência, perdão, caridade, amor e simpatia"?

A diferença entre a fé cristã e qualquer outra é que, se indagado, no céu o cristão irá responder: "Estou aqui porque sou um pecador perdoado e lavado pelo sangue do Cordeiro". Afinal, não é essa a letra do hino que cantam no céu, segundo o livro de Apocalipse? "Ao que está sentado no trono, seja a glória etc... porque com o teu sangue compraste... etc.". Pelo que entendi, se um dia você chegar no céu, seu cântico irá destoar completamente, porque você irá cantar:

"Glória a mim, que fui salvo graças à minha castidade, serenidade, cortesia, honestidade, verdade e justiça, coragem e paciência, perdão, caridade, amor e simpatia".
Postado por Mario Persona Enviar por e-mailBlogThis!
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Elias Silva - Deus de Israel

PROFECIAS X ADVINHAÇÕES???QUAL A DIFERENÇA?

"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).
Profecias bíblicas se cumprem sempre, sem exceção. Por isso podemos ter absoluta confiança nelas. Mas quem confia em adivinhações está perdido!

Só uma coisa é certa a respeito das adivinhações de videntes, astrólogos e cartomantes: a cada ano se repete o fiasco da falha do seu cumprimento! Praticamente todas as previsões para 2003 foram falsas. O "Comitê Para a Investigação Científica das Alegações dos Paranormais" na Alemanha comparou 100 prognósticos com a realidade e verificou que as explicações posteriores dos adivinhos são completamente contraditórias em relação às previsões feitas. Muitos de seus prognósticos são formulados de maneira tão vaga que o exercício da futurologia nem se faz necessário, pois qualquer um de nós poderia fazer previsões semelhantes usando simplesmente a lógica e o bom senso. As previsões são tão genéricas que acabam acertando em algum detalhe. Dois exemplos: em dezembro de 2002 um astrólogo previu "iminente risco de guerra" para o Iraque.[1] O matemático Michael Kunkel (de Mainz/Alemanha), observou que uma declaração dessas, naquela época, equivalia a afirmar que o sol iria nascer na manhã seguinte. Relativamente a Israel, um dos prognósticos para este ano dizia: "Depois de sérios distúrbios, existe a tendência de que no final de 2004 haja um acordo de paz satisfatório, de modo a que ambas as partes tenham interesse em cumpri-lo". É quase impossível falar de maneira mais genérica. Mas é interessante observar como as pessoas, que nada querem saber da Bíblia, são enganadas rotineiramente e dão ouvidos a esse tipo de "profecia" vaga e superficial.

A adivinhação do futuro pode envolver puro e simples engano visando o lucro fácil. Por outro lado, além do interesse financeiro, a astrologia, por exemplo, tem origem espírita e ocultista, diretamente inspirada por Satanás e seus demônios. Seja como for, ela sempre é mentirosa, pecaminosa e de origem diabólica. O reformador Martim Lutero declarou, com razão: "O Diabo também sabe profetizar – e mente ao fazê-lo".

Em Deuteronômio 18.9-11 está escrito: "Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos". A Bíblia com Anotações de Scofield comenta a respeito:

As oito práticas anatematizadas para determinação do futuro são estas: 1. do adivinhador – os métodos são apresentados em Ez 21.21; 2. do prognosticador – possivelmente referindo-se à feitiçaria ou astrologia; 3. do agoureiro – aquele que usa prognósticos; 4. do feiticeiro – aquele que faz uso da magia, de fórmulas ou encantamentos; 5. dos encantadores – Sl 58.4-5; 6. de quem consulta um espírito adivinhante – veja o número 7; 7. do mágico, geralmente usado com o número 6 – Is 8.19 descreve a prática; e 8. do necromante – aquele que procura interrogar os mortos. Duas coisas precisam ser mantidas em mente: 1) este mandamento tinha aplicações específicas a Israel que estava entrando na terra; foram feitas para preservar os israelitas das abominações dos seus predecessores (vv. 9, 12 e 14) e 2) para se perceber claramente o contraste entre esses falsos profetas e os profetas como Moisés (vv. 15-19).

Profecia bíblica

Vejamos as principais diferenças entre adivinhação e profecia bíblica:

A adivinhação faz afirmações vagas e genéricas e não esclarece os fatos. A profecia bíblica é a história escrita antes que aconteça. Ela parte do próprio Deus Todo-Poderoso, que tem uma visão panorâmica das eras e as estabeleceu em Seu plano divino. O profeta Isaías O engrandece: "" Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros" (Is 25.1). O próprio Senhor afirma: "lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Is 46.9-10).
A adivinhação interpreta algum tipo de sinal. A profecia bíblica não depende da nossa interpretação, mas se sustenta exclusivamente em sua própria realização.
As previsões de astrólogos são especulativas e deixam margem para muitas interpretações. A profecia bíblica acerta em 100% dos casos.
O apóstolo Pedro escreve: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pe 1.16).
Tim LaHaye e Thomas Ice afirmam:


A adivinhação interpreta
algum tipo de sinal.

Falsas religiões e idéias supersticiosas baseiam-se em fábulas engenhosamente inventadas, mas a fé cristã está fundamentada na auto-revelação do próprio Deus aos homens, da forma como a encontramos na Bíblia. Além disso, Pedro designa a profecia bíblica como "palavra profética" e diz: "...fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso..." (2 Pe 1.19). Por que podemos depositar toda a nossa confiança na palavra profética? Porque a profecia bíblica, segundo a conclusão de Pedro, não é a explicação humana dos acontecimentos históricos: "sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.20-21). Tendo a profecia, os cristãos possuem um resumo do plano divino para o futuro. Além disso, como centenas de profecias já se cumpriram literalmente – a maioria delas relacionadas à primeira vinda de Cristo – sabemos que todas as promessas em relação ao futuro também se cumprirão integralmente nos tempos finais e por ocasião da volta de Cristo".[2]

Adivinhação e interpretação de sinais são baseados em mentiras, enquanto a profecia divina é a mais absoluta verdade. Balaão era um "agoureiro" (Nm 24.1) que Balaque, rei dos moabitas, queria usar para amaldiçoar Israel (Nm 23-24). E justamente esse adivinhador foi obrigado a reconhecer: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?" (Nm 23.19).
A Bíblia contém 6.408 versículos com declarações proféticas, das quais 3.268 já se cumpriram. Não se sabe de nenhum caso em que uma profecia bíblica tivesse se cumprido de forma diferente da profetizada. Esses números equivalem à chance de que ao jogar-se 1.264 dados, todos caiam, sem exceção, com o número 6 para cima. Essa probabilidade é tão pequena que exclui toda e qualquer obra do acaso.[3]
Conforme o Dr. Roger Liebi, 330 profecias extremamente exatas e específicas referentes ao Messias sofredor se cumpriram literalmente por ocasião da primeira vinda de Cristo.
Dessa abundância de profecias relacionadas ao nascimento, à vida e à morte de Jesus, destacamos apenas o exemplo do Salmo 22.16-17: "...traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos..." Não há dúvida de que essa passagem fala da crucificação, pois o sofrimento descrito pelo salmista só acontece nesse tipo de morte. Entre os judeus a crucificação jamais foi uma forma de execução de condenados à morte e ainda não era conhecida quando o salmo foi escrito. Bem mais tarde os romanos copiaram dos cartagineses a pena de morte por crucificação. Portanto, seria muito mais lógico se o salmista tivesse descrito a morte por apedrejamento ou pela espada. Numa época tão remota (1000 a.C.), por que ele falou da morte pela cruz, completamente desconhecida dos judeus? A resposta é que o salmista, inspirado pelo Espírito de Deus, era um profeta e apontava a morte futura de Jesus.

A adivinhação cria confusão mental, turva a visão para a verdade bíblica e bloqueia a disposição das pessoas de crerem no Evangelho de Jesus Cristo. Ela embota seus sentidos, prendê-as a falsos ensinos e torna-as inseguras em suas decisões. A profecia divina, entretanto, liberta e dá segurança. Por isso todos deveriam seguir o conselho de Deus: "Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós..." (Is 46.11b-12a).
Qualquer pessoa que crê em Jesus Cristo e confia sua vida a Ele tem um futuro seguro e não precisa ter medo de nada. Quem se entrega a Jesus passa a viver sob a bênção da profecia encontrada em João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também". (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br

COMO VENCER O DIABO???

"Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida" (Ap 12.10-11).

Essa passagem fala, em princípio, do tempo da Grande Tribulação, e se refere àqueles que saem dela como vencedores. Contudo, nesses versículos também podemos aprender alguns princípios para a vida em nossa época. Todos que crêem em Jesus Cristo se defrontam com o mesmo acusador, e só podemos vencê-lo da maneira como lemos nessa passagem.

Quem é nosso adversário na batalha espiritual?

Em Apocalipse 12.9, o inimigo é descrito da seguinte maneira: "...o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo..." Ele é o acusador, que nos acusa de dia e de noite diante de Deus. Com olhar maligno ele nos observa em tudo que fazemos ou deixamos de fazer e se empenha ao máximo para poder nos acusar constantemente diante de Deus.

A tática de Satanás é a mesma de sempre: primeiro ele faz com que pequemos com facilidade, e depois torna o perdão muito difícil.

A situação de muitos crentes hoje em dia não é nada fácil. No mundo espiritual estão acontecendo muitas coisas, pois Jesus voltará em breve. Por isso também sentimos o aumento das tribulações em nosso espírito. A maldade dos tempos finais aumenta, e esses ventos também chegam às portas dos cristãos. Muitos têm se queixado de depressão, melancolia, estado de irritação e desânimo – outros sentem-se cansados, miseráveis e não têm mais capacidade para nada. As acusações mútuas, assim como as auto-acusações, têm aumentado. Muitos estão prestes a resignar. As tentações de todo tipo quase não podem ser mais superadas. Tudo isso acontece porque o Senhor virá em breve, e a influência demoníaca em nosso mundo tem aumentado.

O caminho da vitória

Justamente diante das crescentes tribulações em nossos dias, é necessário vencer triunfalmente o inimigo no dia-a-dia. Em Apocalipse 12.11 nos é mostrado claramente o caminho triplíce para isso: "Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida".

1. Pelo sangue do Cordeiro

"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro..." Diante do sangue do Cordeiro, o diabo tem de parar. Ali ele está vencido. Ali qualquer acusação perde seu peso. Essa verdade nos é apresentada de maneira figurada na catedral de Bamberg (Alemanha):

Nela há uma representação do Juízo Final esculpida na rocha. O anjo do juízo tem uma balança na mão. No prato da balança se encontram livros grossos, evidentemente o registro dos pecados. Pequenos diabinhos se penduram neste prato e tentam puxá-lo para baixo. Mas eles não o conseguem, embora o outro prato esteja quase vazio. Nele se encontra apenas um pequeno cálice da Santa Ceia. O sangue de Jesus pesa mais do que todos os nossos pecados.

É muito importante que nos firmemos no perdão que nos foi outorgado, que creiamos firmemente nele e nos gloriemos no sangue de Jesus. O sangue de Jesus Cristo derramado no Calvário é o poder que rasgou e cancelou a nossa nota promissória (Cl 2.14). Uma dívida que foi liquidada por ter sido paga não pode mais ser utilizada como acusação contra nós.

2. Por causa da palavra do testemunho que deram

"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram..." A Bíblia Viva diz: "Eles o derrotaram pelo sangue do Cordeiro e pelo testemunho deles; pois não amaram as suas vidas, mas as entregaram a Ele."

Não apenas é importante confiar no sangue de Jesus e conhecer o seu poder, mas também aplicá-lo no testemunho. Em outras palavras: a vitória sobre o inimigo acontece baseada na morte de Cristo e em nosso testemunho a respeito do valor dessa morte. Precisamos saber que o poder está sempre na Palavra de Deus. No momento em que reivindicamos a Palavra de Deus para nós, o sangue de Jesus torna-se eficaz. É como no caso de uma herança que você recebeu de presente. Para que o inimigo não mais possa reivindicá-la e a herança passe a ser sua ou se torne eficaz para você, é preciso um testamento escrito. Esse documento com a assinatura do testador lhe garante a herança. Nenhuma outra pessoa pode reivindicar ou tirar-lhe esta herança. Todas as acusações ricocheteiam quando confrontadas com a Palavra de Deus. A respeito, um relato interessante:

O porteiro de um hotel lia muito em sua Bíblia, principalmente durante a noite. Quando não a estava usando, ele a carregava sempre no bolso sobre o peito. Um dia ele foi assaltado. O delinqüente atirou nele – mas a bala, que estava destinada ao seu coração, ficou cravada na sua Bíblia. A Bíblia salvou a sua vida!

Quando somos assaltados por tentações ou quando o inimigo nos acusa, fazemos bem em buscar a Palavra de Deus. Davi orou: "Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença, buscarei, pois, Senhor, a tua presença" (Sl 27.8). O Senhor Jesus nos anima a orar com base na Palavra de Deus e a confiar nela: "Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco" (Mc 11.24). É uma honra para Deus se confiamos na Sua Palavra, e da nossa parte trata-se de expressão da nossa fé. Consideremos a Sua Palavra como verdade (Sl 119.142).

3. Por estarem crucificados juntos com Ele

"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida". Para alcançarmos uma vitória real, devemos, sem dúvida, entregar nossa própria vida. Ao seguirmos o Cordeiro de Deus, o amor a nós mesmos é o maior empecilho no trabalho para o Senhor. Muitas brigas, intolerância, acusações e irritação só se manifestam porque ainda amamos tanto a nossa própria vida.

Os crentes mencionados em Apocalipse 12.11, "...mesmo em face da morte, não amaram a própria vida." O caminho após o Cordeiro é um caminho de morte. É o mais difícil, mas também o mais frutífero. A morte de Jesus produziu o maior fruto (comp. Is 53.11-12). Por isso a essência do discipulado é tornar-me semelhante a Jesus em Sua morte (Fp 3.10).

Porém, como pode ser trágico quando filhos de Deus não seguem o caminho após o Cordeiro integralmente. Se seguem a Jesus pela metade, de uma maneira desleixada, isso produz um grande peso tanto para eles como para o meio em que vivem. Através de coisas insignificantes, por ninharias, o velho inimigo consegue prendê-los repetidamente. Por isso o profeta Jonas, que no início não quis seguir o caminho da obediência total, clamou na barriga do grande peixe: "Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia" (Jn 2.8, Ed. Corrigida e Revisada). E o apóstolo Paulo testemunha em sua segunda carta a Timóteo: "Fiel é a palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele" (2 Tm 2.11). Aos cristãos de Roma ele escreveu: "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis" (Rm 8.13). Por isso somos conclamados: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria" (Cl 3.5).

Resumindo: a vitória sobre a maldade dos tempos finais, o caminho da vitória, a conquista da vitória na vida espiritual consiste única e exclusivamente em seguir a Jesus de maneira absoluta. E essa caminhada se apóia na obra consumada por Jesus na cruz do Calvário (sangue), em um testemunho fiel (confiança e fé) e na disposição de entregar a própria vida à morte (ser crucificado com Cristo). Faça isso, e você vencerá o diabo e todos os seus ataques traiçoeiros! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)