sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

jesusliberta: cachola cristã....

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

jesusliberta: Porque nos reunimos somente ao nome de JESUS?

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jesusliberta: #10 Filho ou hipócrita? Evangelho de Mateus 6:1-9

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Ego" massageado.....

Ego massageado, sujeito "feliz"

Em minhas andanças virtuais, me deparei com a seguinte citação:

Coisas sem as quais não consigo viver:

Um Janeiro de Provisão...
Um Fevereiro de Restituição...
Um Março de Milagres...
Um Abril de Restauração...
Um Maio de Portas Abertas...
Um Junho de Vitórias Certas...
Um Julho de Maravilhas Incontáveis...
Um Agosto de Surpresas Inigualáveis...
Um Setembro de Muita Glória...
Um Outubro de Muita Vitória...
Um Novembro de Sonhos Realizados...
Um Dezembro de Desejos CONCRETIZADOS...

Uma verdadeira sessão de massagem ao ego. O "EU" é o centro de tudo. E a busca é por uma "felicidade" e prosperidade terrena, representada aí pelo desejo de provisão, restituição, milagres, portas sempre abertas, vitórias constantes, sonhos e desejos concretizados.

Sinceramente, não vejo Deus sendo glorificado aí. Pois o autor afirma que não consegue viver sem essas coisas.

Deus é mais glorificado quando estamos passando pelas piores tempestades na vida e confiamos nEle, reconhecendo que Sua graça nos basta.

9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
10 Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
(2 Coríntios 12: 9-10)

Dessa forma, não mais o ego é massageado, mas a nossa alma é confortada pelo Espírito Santo. E a verdadeira felicidade, em Cristo, é alcançada, e essa durará para sempre.

"Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome." (Salmos 5:11)

cachola cristã....

Declaração de fé
Reafirmo a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Nego que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a conciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

Reafirmo que nossa salvação é realizada pela obra mediatória do Cristo Jesus. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. Nego que o Evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

Reafirmo que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, libertando-nos da nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. Nego que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicos ou estrategias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

Reafirmo que a justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé e somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de cristo nos é imputado como único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós, ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene o princípio da sola fide possa ser reconhecida como igreja legitima.

Reafirmo que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. Nego que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entreterimento, se negligenciarmos o evangelho em nossa pregação, ou se permitimos que o afeiçoamento prório, a auto estima,e a auto realização se tornem opções alternativas para o evangelho.http://cacholacrista.blogspot.com/p/declaracao-de-fe.html

Teologia da prosperidade por John Piper....

DOMINGO, 29 DE JUNHO DE 2008
Teologia da prosperidade por John Piper
Há um vídeo rolando no Youtube e eu gostaria de compartilhar com quem ainda não viu.

Quem fala é John Stephen Piper, Pastor da Igreja Batista Bethlehem, em Minneapolis, Minnesota, Estados Unidos.

Não vou comentar nada sobre o que ele falou, vou apenas postar o vídeo e transcrever logo abaixo tudo que ele disse. Deixo que cada um reflita por si só, afinal, Deus nos deu sabedoria para ser usada.

Eu não sei o que você sente em relação à Teologia da Prosperidade, mas eu vou dizer o que eu sinto:
http://www.youtube.com/watch?v=zdvXqO7aBBo
NOJO!!!

Isso não é o Evangelho. E está sendo exportada deste país (EUA) para a Ásia e a África, vendendo um cardápio de benefícios aos mais pobres dos pobres.

Eles dizem: "creia nessa mensagem e seus porcos não irão morrer, e sua esposa não terá abortos, e você terá anéis em seus dedos e casacos nas suas costas".

Isto está saindo da América.

Pessoas as quais nós deveríamos dar nosso dinheiro, nosso tempo e nossas vidas, invés de vender a eles um monte de esterco que eles insistem em chamar "evangelho". E esta é a razão pela qual a Teologia da Prosperidade é tão horrenda.

Qual foi a última vez na qual um americano, um africano ou um asiático jamais disse que Jesus é totalmente satisfatório por causa da BMW que possuía?

Nunca.

Eles dirão: "foi Jesus quem te deu isso? Eu aceito esse Jesus!"

Isso é IDOLATRIA. Isso não é o Evangelho. Isso é colocar os dons acima de quem deu os dons.

Eu vou te dizer o que faz Jesus parecer lindo.

É quando você bate seu carro e sua filhinha voa através do pára-brisas... e cai morta na rua... e você diz, em meio à mais profunda dor possível:

"Deus me é suficiente. Ele é bom, Ele cuidará de nós, Ele irá nos satisfazer, Ele nos fará passar por isso. Ele é nosso TESOURO. A quem tenho eu no céu além de Ti? E na terra, não há nada que eu deseje mais que a Ti. Minha carne e meu coração e minha filhinha desfalecem, mas Tu és a força do meu coração, e a minha porção para sempre."

Isso faz Deus parecer Glorioso. Como Deus. Não como alguém que dá carros, segurança ou saúde.

Ó, como eu oro para que Birmingham (Reino Unido) seja liberta de Teologias que enfatizam a saúde, a riqueza, a prosperidade; que a América seja liberta. E que a Igreja de Cristã seja conhecida por SOFRER por Cristo.

Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nEle em meio à dor e pobreza, e não em meio à prosperidade. ASS; JOHN PIPER

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

QUAL RELIGIÃO PODE ME SALVAR...?

Qual religião pode me salvar?
Nenhuma. E para mostrar a você que a salvação nada tem a ver com alguma religião da qual a pessoa se faça membro, gostaria de lembrar que Deus é o Criador de todas as coisas, e sem Ele seria impossível nós existirmos. Dependemos dEle continuamente. E o mais maravilhoso de tudo é que Deus, sendo nosso Criador, desejou ter comunhão com as Suas criaturas.

Você pode imaginar o que é termos comunhão com Aquele que criou todo este universo, com suas incontáveis estrelas? Maravilhoso, não é mesmo? E Deus não apenas quis Se revelar ao homem, mostrando o Seu poder na imensidão das coisas criadas, como também nos legou a Sua Palavra, a Bíblia, escrita por cerca de 40 homens inspirados por Deus, ao longo de aproximadamente 1600 anos; homens estes que viveram em três continentes diferentes, vieram de origens desde a mais simples até a mais elevada, e nos legaram este livro escrevendo partes em Aramaico, outras em Hebraico e outras (a maior parte do Novo Testamento) em Grego. E neste mosaico de línguas, costumes, eras e origens destes escritores, encontramos uma harmonia e continuidade que só fazem demonstrar que um grande Maestro esteve por trás dessa singular orquestra.

Mas Deus não parou aí. Não se contentando em nos revelar a Sua Palavra, Ele mesmo se fez Homem e desceu a este mundo, vindo para os que eram Seus. Jesus Cristo, Deus feito homem; o ÚNICO homem perfeito, o ÚNICO sem pecado. Mas, Aquele que devia ter recebido com honras e total sujeição por parte de todos, foi o mais humilhado e desprezado dos homens, chegando a ser entregue, inocente que era, para morrer como um vil criminoso numa cruz (que era a pena de morte para ladrões e criminosos).

Porém, por trás de tudo havia o propósito de Deus, que havia criado o homem para com ele ter comunhão, mas que viu Sua criatura desejar seguir seus próprios caminhos e seus próprios pensamentos. O homem caiu em pecado, que é em suma o desejo de viver independente de Deus, tendo tudo dirigido por suas próprias idéias e pensamentos. Rebeldia, enfim.

Deus nos revela que ao longo dos séculos tentou de todas as maneiras trazer o homem para junto de Si, sempre em vão pois Seus profetas eram mortos e aqueles que O seguiam eram desprezados. Até que Deus se fez carne, na Pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, em Quem o desprezo humano chegou ao seu ápice. Aquilo que poderia parecer a ruína completa, Deus transformou em vitória pois na cruz Jesus Cristo tomou sobre si o pecado de todos os que nEle crêem, morrendo ali como um réu condenado no lugar do pecador. Foi assim satisfeita a justiça. O pecado, que era uma afronta contra Deus, foi julgado na Pessoa de um substituto do pecador. E de ora em diante, todo aquele que crê em Jesus Cristo e O aceita como Salvador, é perdoado de todos os pecados e tem sua entrada assegurada no Céu.

Como pode ver, até aqui não falei de nenhuma religião, e nem falarei pois não pertenço a nenhuma. Pertenço a Cristo e isto é o que importa. Não basta ir a alguma igreja, ou mesmo ter tido um nascimento em um lar cristão para entrarmos no reino de Deus. O Senhor Jesus afirmou, dirigindo‑se a Nicodemos que era um homem extremamente religioso e zeloso de agradar a Deus, "não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos e nascer de novo. Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3.3,7). Trata‑se, evidentemente de um nascimento espiritual. Nicodemos queria saber como receber esse novo nascimento, ao que o Senhor respondeu: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16).

Há ainda pessoas que pensam que todas as religiões levam a Deus. O Senhor Jesus afirmou: "EU SOU o caminho, a verdade e a vida. NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM" (João 14.6). Na realidade nenhuma religião leva a Deus pois o Senhor afirmou que NINGUÉM vai ao Pai a não ser por intermédio dEle. Só o Senhor Jesus é o caminho; só Ele é a verdade; só Ele é a vida. Pelo menos foi isso o que disse. E os que crêem nEle devem crer também nas Suas palavras.

Precisamos da salvação porque somos pecadores, e não nos tornamos pecadores quando prejudicamos a alguém. Prejudicamos alguém PORQUE SOMOS PECADORES. E somos pecadores porque herdamos uma natureza pecaminosa assim como alguém recebe uma herança e não fez nada para ganhá‑la. Deus afirma em Sua Palavra: "TODOS pecaram e destituidos estão da glória de Deus" (Romanos 3.23). Isso inclui eu e você.

Tenha em mente que não é o que achamos a nosso respeito, mas o que Deus diz em Sua Palavra. Isto é o que conta. Se eu estacionar meu carro em local proibido, de nada adiantará dizer ao guarda que não vi a placa de proibição. A placa estava lá, o guarda tem autoridade suficiente para me considerar um transgressor da lei, e serei castigado com uma multa quer goste, quer não. E se Deus diz em Sua Palavra que TODOS pecaram, devemos baixar nossa cabeça e em temor e tremor dizer convicto: Sou um pecador. Quer sinta isso, quer não. Ele declarou; devo aceitar.

Certa vez um conhecido pregou o evangelho para algumas pessoas e depois um homem se aproximou dele dizendo que havia gostado da mensagem e que gostaria de receber a vida eterna. Ele então lhe perguntou: "Você é pecador?" ao que o homem respondeu que não, que sempre havia sido honesto, trabalhador e nunca fizera mal a ninguém. "Então não há salvação para você" foi a resposta que ouviu. "Por que não?", o homem insistiu.

"Porque Deus diz: Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo paras salvar PECADORES (1 Timóteo 1.15); Se você não é pecador, não há salvação, pois Ele veio salvar pecadores!" foi a resposta que recebeu.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Qual é a segunda morte ?

A resposta geralmente está na Bíblia e é bem simples. Se a pergunta é "Qual é a segunda morte?", a resposta é "A condenação eterna dos que não foram salvos".

Ap 20:11-15 "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. ESTA É A SEGUNDA MORTE. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo".

A segunda morte não tem qualquer coisa a ver com um salvo em Cristo, mesmo porque da cena do grande trono branco ninguém sai salvo. Ao contrário do que muitos pensam, que esse julgamento fará a separação de salvos e perdidos, o grande trono branco não é mais o momento de julgar as pessoas no sentido de ver quem será salvo ou não. O grande trono branco é um tribunal de condenação. Tudo o que se ouvirá ali será a sentença dos perdidos, os quais até então estavam mortos e ressuscitarão apenas para ouvirem a sentença e serem lançados no lago de fogo com um corpo ressuscitado.

Em Ap 2:11, "O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte", está falando algo bastante óbvio. Como nas cartas às igrejas o assunto é o testemunho neste mundo, não é possível encontrar um testemunho genuíno naqueles que não foram salvos. O vencedor é aquele que tem como provar que sua fé é real. Você mencionou o capítulo 3:5: "O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos." Depois de tantos versículos que falam da segurança eterna do salvo, como Jo 3:16; 5:24; 10:27-29, este não pode significar outra coisa. E se restar alguma dúvida de que o salvo por Cristo seja um vencedor, é só nos lembrarmos de Romanos 8:31-39:

"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! ".


J.N. Darby escreveu sobre a segunda morte: "As escrituras falam expressamente da segunda morte, a quel é o lago de fogo; isto é, até onde a linguagem pode expressar, a pessoa perde sim sua vida mais de uma vez. A segunda morte é descrita como o tormento no lago de fogo, não como a aniquilação da pessoa; de qualquer modo, uma segunda morte é a declaração de que a vida pode ser perdida mais de uma vez".

A ponte

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pequeno Rebanho...( seita..???...como congregarmos? )

Quem faz parte do pequeno rebanho?
Reunir-se "em casa" não é o princípio sobre o qual nos reunimos, mas sim estar congregado para o nome do Senhor. Isso pode ser em uma casa, numa sala, escritório, barraca ou até debaixo de uma árvore. Quando há muitos irmãos congregados e não cabem numa casa, o jeito é alugar ou construir um local maior para as reuniões. Não coloque a lente no modo como nos reunimos, mas na Pessoa para a qual estamos congregados.

Sua segunda pergunta tem a ver com o governo da casa de Deus que envolve disciplina no caso de algum irmão cair em pecado. Você encontra em Mateus 18 que o Senhor deu aos "dois ou três", ou seja, à assembleia dos irmãos congregados para o seu nome em uma localidade, autoridade para lidar com questões que envolvem o "ligar" ou "desligar" da comunhão aquele que está em pecado. Esse "ligar" ou "desligar" é apenas no sentido governamental das coisas desta vida e não tem nada a ver com salvação.

Você encontra uma ação assim descrita em 1 Coríntios 5 e ali o assunto é pecado moral, mas o mesmo vale para pecado doutrinal, eclesiástico etc. É claro que toda disciplina deve ser feita com amor visando a restauração, não a humilhação e o desprezo daquele que caiu em pecado.

Não sei o que pregam na "igreja local" à qual você se referiu e também não me interessa. Depois que você sai do arraial, que são os sistemas humanos, é melhor dedicar o tempo à verdade e deixar para lá o que ensinam esses líderes de seitas. Ainda que possam ser irmãos verdadeiramente convertidos ao Senhor, que certamente encontrarei no céu, o modo como devo agir em relação àqueles que se encontram no arraial religioso, formado pelas milhares de seitas cristãs e seus líderes, é o que você encontra em 2 Timóteo 2:15-22. Ali você encontra instruções claras de como proceder em relação ao erro e o primeiro passo é sempre apartar-se para o Senhor.

Você diz que o líder dessa seita à qual se referiu (chamo de seita no sentido de qualquer divisão do testemunho cristão) costuma dizer que seus seguidores foram separados especialmente, por Deus para pregar o Evangelho do Reino. O correto é que os cristãos não pregam o evangelho do Reino, mas o evangelho da graça de Deus. Quem pregou o evangelho do Reino foi João Batista e os apóstolos de Jesus no período dos evangelhos. Eles anunciavam a chegada do Rei, o Messias esperado.

Embora Jesus seja efetivamente o Rei esperado, na sua relação com a Igreja, que é o seu corpo, ele é Senhor, não Rei. Ele é rei para os judeus. O evangelho do reio é o que voltará a ser pregado depois do arrebatamento, quando um remanescente de judeus convertidos voltará a anunciar às pessoas que devem se arrepender porque o Reino de Deus está à porta. Veja mais sobre o assunto nestes links:

http://www.respondi.com.br/2005/06/o-que-o-evangelho-do-reino.html
http://www.respondi.com.br/2005/07/o-evangelho-ser-pregado-em-todo-o.html

Você ouviu de alguém da seita à qual se referiu que seus membros seriam o "pequeno rebanho" que o Senhor viria buscar em sua vinda, referindo-se a Lucas 12:32: "Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino". Independente se é isso que essas pessoas realmente creem ou não, no evangelho o Senhor chama os seus discípulos de pequeno rebanho em relação ao mundo hostil em redor, e não para diferenciá-los de outros convertidos.

Ali estava um pequeno grupo de homens, pobres e fracos, que um dia iriam reinar com Cristo. O termo pode ser aplicado aos discípulos nos tempos de Jesus, pode ser aplicado à Igreja hoje, pode ser aplicado ao remanescente de judeus que se levantará após o arrebatamento, mas não pode ser aplicado a uma determinada classe de convertidos em detrimento de outra classe de convertidos. Não se trata de um título dado a algum grupo religioso ou denominação, como pensam as pessoas que mencionou.

Aliás, para entender bem o caráter de uma seita, geralmente nela se prega que aqueles que pertencem àquele grupo são melhores do que os que não estão ali. Em algumas seitas costuma-se pregar que aquele grupo tem o privilégio de ser as "virgens prudentes", enquanto os convertidos a Cristo que não estão ali são de uma categoria pior, ou as "virgens loucas" da parábola. Sempre que alguém tenta qualificar um salvo por Cristo por estar ou não em um determinado grupo, acaba fazendo do grupo o elemento que dá qualidade àquela pessoa, o que é errado.

Para Deus há salvos e perdidos. Não existem meio salvos ou meio perdidos. Todos os que creem em Jesus estão igualmente salvos, não importa onde se congreguem. Todos os que verdadeiramente creram em Jesus têm o Espírito Santo habitando em si (que é o penhor ou garantia de sua salvação) e desfrutam de todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais.

A diferença é que alguns são privados de paz e segurança, por estarem presos a sistemas criados por homens que pregam a obediência e perseverança como meio de se garantir a salvação (o que acaba sendo uma salvação por obras, não baseada no sangue e na obra de Cristo). Outros são privados da liberdade do Espírito em suas reuniões, por estarem sujeitos a algum líder carismático que os doutrina e domina sobre eles. Infelizmente a maioria dos salvos hoje não tem o privilégio de estarem congregados onde o Senhor está na forma da promessa que fez, que estivéssemos congregados para ELE, e não para algum grupo, doutrina, líder, sistema etc.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Podemos pedir a Maria ? o que a bíblia diz???

Maria foi sem pecado e co-redentora?
A Bíblia diz, em Romanos 3:23-25, que "TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, PELA REDENÇÃO QUE HÁ EM CRISTO JESUS, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé NO SEU SANGUE, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus".


Considerando que TODOS pecaram, isso inclui Maria, mas exclui Jesus porque a Bíblia diz dele que era sem pecado:

Heb 4:15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Assim como acontecia nos sacrifícios do Antigo Testamento, nos quais a ovelha ou animal sacrificado tinha que ser perfeita e sem mancha, Deus precisou enviar o Seu Filho por não encontrar um homem ou mulher sem mancha. Jesus é o Cordeiro de Deus que veio ao mundo para morrer no lugar do pecador. Se Jesus tivesse pecado precisaria que outro morresse por Ele.

Jesus veio ao mundo sem pecado por ter nascido da concepção do Espírito Santo, e não de um homem comum. Maria foi o receptáculo desse Ser divino. Por não nascer da descendência do varão, Jesus não herdou o pecado de Adão. Para que Maria fosse sem pecado ela precisaria ter nascido da mesma maneira que Jesus, ou seja, de uma concepção virginal de sua mãe por obra do Espírito Santo, o que não é o caso.

Considerando que Maria era humana como todos nós, e não divina, ela tinha em si também a natureza pecaminosa como qualquer ser humano tem desde a sua concepção. Bebês não ficam pecadores depois que pecam, eles nascem pecadores porque trazem em si a natureza pecaminosa que mais tarde os levará a pecar. Alguns revelam mais ou menos esse pecado ou natureza através dos pecados.

Como todo ser humano, Maria precisava de salvação e foi salva pela fé na misericórdia divina e na certeza de que Deus proveria o Cordeiro perfeito para expiação dos pecados. Ela foi salva por Jesus e seu sangue derramado na cruz, como acontece com qualquer pessoa que crê no Salvador. Ela mesma diz isso:

Luc 1:46-47 Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, Jesus tinha irmãos?
Temos o costume de colocar em dúvida o que lemos na Bíblia, que está muitas vezes tão claro, só porque alguém traz alguma teoria de que não seja assim. O que lemos na Bíblia?

"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele." Marcos 6:3

Lemos que Sua mãe e Seus irmãos procuraram por Ele numa certa ocasião. E lemos expressões como "o irmão do Senhor". Como tudo está no plural, tudo leva a crer que Maria teve pelo menos mais quatro filhos após o Senhor. Seriam, ao todo e no mínimo, três homens e duas mulheres, ou mais.

A Palavra deixa claro que a concepção do Senhor foi sobrenatural, não o Seu nascimento. Ele nasceu como um bebê qualquer nasce, pois convinha que em tudo fosse semelhante a nós, porém sem pecado (Hebreus 2.17; 4.15). Para isso, Ele não veio como semente de Adão, mas foi concebido pelo Espírito. Embora tenha herdado a natureza humana por meio de seu nascimento, não herdou o pecado de Adão. O Senhor nunca pecou e jamais poderia pecar, pois não tinha a natureza pecaminosa com que nós nascemos. Se tivesse, não serviria para morrer por nossos pecados; não seria o Cordeiro sem mancha e sem mácula, mas necessitaria, Ele próprio, de um Salvador.

Após haver sido concebido, nenhuma importância teria a condição de Maria. Se ela teve mais filhos ou não, isso não tem influência nenhuma na questão que é a principal: Jesus nasceu sem pecado e não poderia nunca pecar. A doutrina católica tenta honrar Maria dizendo que ela continuou virgem, como se o ato sexual fosse pecado. Mesmo que ela continuasse virgem, em nada isso mudaria sua condição de uma pecadora necessitada de salvação.

Baseado nisso, Deus deve ter tido uma razão para não permitir que em alguma Bíblia, inclusive na versão católica, usassem a palavra "primos" para os irmãos do Senhor. Portanto, leia e creia no que lê. E volte a escrever sempre que desejar.Não há qualquer problema em Maria ter tido outros filhos depois de Jesus. Isso em nada a diminui, mas o catolicismo espalhou essa história por interesse, talvez de manter seus representantes amarrados ao celibato. Lembre-se de que filhos são uma bênção de Deus e o sexo que os gera foi dado por Deus no Jardim do Éden, antes da queda do homem, quando Deus disse que se multiplicassem. Certamente quando Deus disse isso no Éden não estava pensando em algo como polinização, mas em uma relação sexual entre marido e mulher.Devemos rezar a Ave Maria?
A oração que mencionou começa com "Ave Maria, cheia de graça...". Creio que é importante se conhecer a definição da palavra "graça". Do modo como você escreve, parece ser uma virtude de alguém, mas não é assim que a Bíblia ensina. Qualquer dicionário mostrará que graça é um favor recebido, e não algo que alguém possua em si mesmo.

Na Bíblia sempre encontramos graça no sentido de favor imerecido, ou seja, algo que alguém recebe sem merecer. Deus concedeu a Maria a imensa graça de ter o Salvador gerado em seu ventre. A quem louvamos por isso? A Maria? Não, muito embora ela contasse com muitas virtudes, mas a Deus que a escolheu e fez dela um vaso propício aos Seus desígnios eternos.

Não posso concordar com você quando diz que a maior evangelizadora é Maria e que um pedido que fizermos a ela não poderá ser negado. Já fui católico e entendo que você esteja se referindo ao presente, certo? Talvez alguém pudesse pedir algo a Maria enquanto vivia aqui na terra, e ela fosse ao Senhor transmitir o pedido, como fizeram no casamento de Caná e Ele atenderia.

Mas hoje seria biblicamente errado nos dirigirmos a Maria tanto quanto é errado nos dirigirmos a qualquer outra pessoa que tenha morrido para pedir algo. Isso soa a espiritismo. "Entre ti não se achará... quem consulte os mortos" (Dt 18.10,11). Sei do apreço que você tem para com Maria, mas não poderá dirigir a ela orações sem estar com isto transgredindo a Palavra de Deus.

Maria morreu e aguarda a ressurreição, estando seu espírito com Deus e seu corpo como os que "dormem" de que nos fala Paulo em suas epístolas. Portanto, qualquer invocação de Maria ou "Nossa Senhora" de quem quer que seja, no sentido de se fazer uma oração ou pedido, é contrária à Palavra de Deus.

Aliás, você não encontrará em lugar nenhum do Novo Testamento uma oração sequer endereçada a Maria, ou aos apóstolos, a anjos ou mesmo ao Espírito Santo. Nenhuma. Somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus, o Filho de Deus (e ao mesmo tempo Deus Homem ressuscitado). Confira e verá.

Nosso único guia seguro é a Bíblia. Você também não encontrará nenhuma adoração dispensada a Maria, apóstolos, anjos ou mesmo ao Espírito Santo (embora este último seja Deus, porém aqui agora no papel de Servo para levar as pessoas a Cristo). As vezes das quais me recordo são quando Cornélio tenta adorar a Pedro, em Atos, e recebe uma reprimenda do apóstolo que diz: Eu também sou homem. Outra está no último capítulo de Apocalipse quando João tenta adorar o anjo e é barrado: Sou conservo seu, diz ele.

Você diz que crê que deve fazer orações a Maria por ser uma conclusão lógica, não por estar na Bíblia. Não podemos usar a lógica nas coisas de Deus. A lógica nos leva a tirarmos nossas próprias conclusões e adicionarmos coisas ao que Deus falou. Eva fez isto e fez um grande estrago. Confira o que Deus disse (Gn 2.16,17) com o que ela diz à serpente em Gn 3.3. Ela acrescentou "nem nele tocareis", que Deus não havia falado. Quando saímos do fundamento estabelecido por Deus, acabamos invadindo o terreno do erro e ficamos suscetíveis a este. Faremos bem se nos atermos ao fundamento colocado por Deus mediante seus servos os profetas e apóstolos (veja Atos 2.42; Ef 2.20,21).

Quando você se refere a Maria como evangelizadora por causa das bodas de Caná, dizendo que Maria ali "convidou" as pessoas a irem a Jesus para fazerem o que Ele mandasse, isso é muito diferente do que acaba concluindo: de que hoje ela continua convidando pessoas, ou evangelizando como disse. Você realmente acredita que as ditas "aparições de Nossa Senhora" sejam uma forma dela evangelizar, conduzir pessoas a Jesus?

Esta última idéia para mim cheira a espiritismo. Paulo nos alerta contra mensagens vindas do além (Gl 1.8) e faremos bem se julgarmos tudo o que vemos e ouvimos segundo nossa bússola segura, a Palavra de Deus. A Palavra de Deus nos alerta também que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz e seus ministros em ministros de justiça para enganar (1 Co 11.14,15).

Você alega que as simples aparições já servem para evangelizar, e cita São Francisco de Assis: "É preciso evangelizar sempre! Se for preciso, use algumas palavras!" Eu o convido a ponderar neste versículo em Rm 10.17 (leia o contexto): "De sorte que a fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus". Deus disse que a evangelização é feita usando palavras para levar as pessoas à fé.

Sua idéia de que Maria seja nossa mãe também não convence. Creio que não podemos ir além do que está escrito, e em nenhum lugar encontro Maria como mãe de alguém além do Senhor Jesus e de Seus irmãos. Aos pés da cruz João não representava a humanidade, e Maria a mãe da qual ele devia cuidar a partir de então como você alegou. Pelo contrário, a humanidade estava bem representada por todos os seus segmentos: O governo secular (Lc 23.24,25), o poder militar (Lc 23.36), o clero religioso (Lc 23.10), o povo (Lc 23.18 - aliás, esta foi uma votação democrática: o povo escolheu!) e até o submundo do crime (Lc 23.39).

Em nenhum lugar das Escrituras você encontrará a humanidade mais bem representada do que na crucificação. O ódio natural do homem contra o seu Criador mostrava ali como é generalizado em seu caráter. Além disso, sua idéia até faria algum sentido se Jesus tivesse pedido a Maria que cuidasse de João, mas foi o contrário. Maria iria precisar de cuidados dali em diante por ser uma mulher fragilizada pela morte de seu Filho. João iria cuidar de Maria, não Maria de João.Maria, cheia de graça, intercede por nós?
Sei que você é católico e vou tentar esclarecer suas dúvidas. Creio que é importante se conhecer a definição da palavra "graça". Do modo como você escreve, parece ser uma virtude de alguém, mas não é assim que a Bíblia ensina. Qualquer dicionário mostrará que graça é um favor recebido, e não algo que alguém possua em si mesmo. Na Bíblia sempre encontramos graça no sentido de favor imerecido, ou seja, algo que alguém recebe sem merecer. Deus concedeu a Maria a imensa graça de ter o Salvador gerado em seu ventre. A quem louvamos por isso? A Maria? Não, muito embora ela contasse com muitas virtudes, mas a Deus que a escolheu e fez dela um vaso propício aos Seus desígnios eternos.

Quando você afirma que um pedido que fizermos a Maria não será negado, devo dizer que já fui católico e entendo o que quer dizer. Talvez alguém pudesse pedir algo a Maria enquanto ela vivia aqui na terra, para que ela fosse ao Senhor transmitir o pedido, como fizeram no casamento de Caná. Mas hoje seria biblicamente errado nos dirigirmos a alguém que já morreu, pois não seria muito diferente das crenças pagãs e espíritas. "Entre ti não se achará... quem consulte os mortos" (Dt 18.10,11). Sei do apreço que você tem para com Maria, mas não poderá dirigir a ela orações sem estar com isto transgredindo a Palavra de Deus.

Maria morreu e aguarda a ressurreição, estando seu espírito com Deus e seu corpo como os que "dormem" de que nos fala Paulo em suas epístolas. Portanto, qualquer invocação de Maria ou de quem quer que seja, no sentido de se fazer uma oração ou pedido, é contrária à Palavra de Deus.

Aliás, você não encontrará em lugar nenhum do Novo Testamento uma oração sequer endereçada a Maria, ou aos apóstolos, a anjos ou mesmo ao Espírito Santo. Nenhuma. Somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus, o Filho de Deus (e ao mesmo tempo Deus Homem ressuscitado). Confira e verá.

Nosso único guia seguro é a Bíblia. Você também não encontrará nenhuma adoração dispensada a Maria, apóstolos, anjos ou mesmo ao Espírito Santo (embora este último seja Deus, porém aqui agora no papel de Servo para levar as pessoas a Cristo) Às vezes das quais me recordo são quando Cornélio tenta adorar a Pedro, em Atos, e recebe uma reprimenda do apóstolo que diz: Eu também sou homem. Outra está no último capítulo de Apocalipse quando João tenta adorar o anjo e é barrado: Sou conservo seu, diz ele.

Você diz que pedir a Maria é uma conclusão lógica, pelo fato de ela ter sido mãe do Senhor na Sua humanidade. Não podemos usar a lógica nas coisas de Deus. A lógica nos leva a tirarmos nossas próprias conclusões e adicionarmos coisas ao que Deus falou. Eva fez isto e fez um grande estrago. Confira o que Deus disse (Gn 2.16,17) com o que ela diz à serpente em Gn 3.3. Ela acrescentou "nem nele tocareis", que Deus não havia falado. Quando saímos do fundamento estabelecido por Deus, acabamos invadindo o terreno do erro e ficamos suscetíveis a este. Faremos bem se nos atermos ao fundamento colocado por Deus mediante seus servos os profetas e apóstolos (veja Atos 2.42; Ef 2.20,21).

Você se refere a Maria como a grande evangelizadora, citando as bodas de Caná, quando ela diz aos servos para que fossem a Cristo, como se hoje ela continuasse convidando as pessoas a irem a Ele, através de supostas aparições. Fica difícil saber se o "convida" a que você se refere está limitado ao exemplo de Maria nas passagens bíblicas ou se é algo presente. Se for esta última a sua idéia, para mim cheira a espiritismo. Paulo nos alerta contra mensagens vindas do além (Gl 1.8) e faremos bem se julgarmos tudo o que vemos e ouvimos segundo nossa bússola segura, a Palavra de Deus. A Palavra de Deus nos alerta também que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz e seus ministros em ministros de justiça para enganar (1 Co 11.14,15).

Você citou São Francisco de Assis — "É preciso evangelizar sempre! Se for preciso, use algumas palavras !" — para justificar que a Palavra de Deus não seria necessária na evangelização, mas isso é um erro e se Francisco de Assis disse isso ele também errou. Afinal, era humano como qualquer um de nós. Pense neste versículo em Rm 10.17 (leia o contexto): "De sorte que a fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus".

>Concordo plenamente com você no que diz respeito a João cuidar Dela. Mas
>isso nada impede de que Ela seja nossa Mãe ! Neste instante João
>representava a humanidade. Aqueles que não abandonaram Cristo. Estavam
>aos pés da cruz enquanto outros se escondiam.

Quanto à sua idéia de que Maria seja nossa mãe, não vejo de onde tirou. Sei que seu argumento é que, aos pés da cruz, João representava a humanidade e ele sai dali com ela. Mas o texto indica que foi dada a João a incumbência de cuidar dela, não o contrário. E em nenhum lugar pedir a alguém que cuidasse de Maria teria essa conotação que deseja dar, de que ele a adotaria como mãe e, por tabela, todos nós a teríamos como mãe. É muita volta para justificar uma doutrina inventada, não acha?

Creio que não podemos ir além do que está escrito, e em nenhum lugar encontro Maria como mãe de alguém além do Senhor Jesus e de Seus irmãos. Aos pés da cruz João não representava a humanidade. Pelo contrário, a humanidade estava bem representada por todos os seus segmentos: O governo secular (Lc 23.24,25), o poder militar (Lc 23.36), o clero religioso (Lc 23.10), o povo (Lc 23.18 - aliás, esta foi uma votação democrática: o povo escolheu!) e até o submundo do crime (Lc 23.39). Em nenhum lugar das Escrituras você encontrará a humanidade mais bem representada do que na crucificação. O ódio natural do homem contra o seu Criador mostrava ali como é generalizado em seu caráter.

Quanto ao que falou sobre ecumenismo, não concordo nem mesmo com esse movimento. Se você entende como ecumenismo uma convivência e diálogo pacífico entre pessoas com idéias diferentes, concordo inteiramente. Porém o ecumenismo na prática (oficialmente falando) não é isto. O que vemos é a união em detrimento da verdade. Por exemplo, um cristão abre mão de crer que Cristo é o ÚNICO caminho e passa a aceitar que Alá, Buda, etc. também são caminhos alternativos.

Finalmente, sobre as imagens do Senhor que vemos por aí, o Senhor certamente não tinha aparência nem formosura (Veja Isaías 53) como pintam os artistas. E nem cabelos compridos, se levarmos a sério o que a Palavra de Deus diz em 1 Coríntios 11, o que seria vergonhoso para Ele.Maria é a mãe dos cristãos?
A maior parte do que você escreveu sobre Maria não existe no Novo Testamento, portanto penso que você tenha obtido de fontes externas.

Você escreve, por exemplo:

- Maria, sendo mãe de Cristo, se torna mãe de nós assim como se tornou mãe de João no calvário.

Errado. Os que crêem não se tornam filhos de Cristo, mas “filhos de Deus”. Muito embora Jesus seja Deus, existe uma diferença entre as Pessoas da Trindade. Além disso, Maria não é esposa de Deus para nos considerarmos filhos dela. Quanto ao que aconteceu no Calvário, além de Jesus não a chamar de mãe, mas de “mulher” (ou “senhora”), não foi dito a Maria que cuidasse de João, mas a João que cuidasse de Maria. João 19:26: “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa”.

- Maria não teve outros filhos com José.

Errado. Em Marcos 6:3 Jesus e seus irmãos são mencionados como tais em relação a Maria: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?”

- José tinha 93 anos e Maria 12 na data da concepção de Jesus... José era viúvo e tinha 6 filhos, quatro homens e duas mulheres... Maria tinha sido prometida a José pois seus pais haviam morrido e ela ainda morava no Templo...

Errado. Maria morava em sua própria casa em Nazaré, enquanto o Templo ficava em Jerusalém, a 150 quilômetros. Ela estava desposada (uma espécie de noivado) com José, quando o anjo lhe apareceu. Lucas 1:26: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”.

- José morreu com 111 anos quando Jesus apenas tinha 11.

Errado. Jesus tinha 12 anos quando José e Maria o levaram ao Templo em Jerusalém. Lucas 2:41 "Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume. Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem". [Correção: depois disso meu interlocutor informou que os 11 anos de idade foi um erro de digitação].

- Tiago era o que Maria mais gostava pois era o mais novinho.

Especulação. Não existe qualquer registro da idade de Maria ou José, e nem de predileção por algum filho. Mesmo que existisse, se a sua tese de que Jesus seria o único filho legítimo de Maria e que José seria viúvo com 6 filhos, como Tiago podia ser o mais novo? O que você está dizendo (Tiago mais novo que Jesus não sendo filho de Maria) implica que José teria tido outra mulher depois do nascimento de Jesus. [Correção: na continuação da correspondência ele esclareceu que estava falando de Tiago como o caçula de José apenas]

- Maria já estava salva por mérito e merecimento pelo sim dado a Deus e por sua falta de mácula.

Errado. Você nega a Palavra de Deus em Romanos 3:10 que diz que “Não há um justo, nem um sequer. Não há NINGUÉM que entenda; Não há NINGUÉM que busque a Deus. TODOS se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há NEM UM SÓ”. Ao tentar dignificar Maria considerando-a isenta do pecado original (algo que só Jesus foi, daí sua concepção ter sido do Espírito Santo), você acaba negando a própria Palavra de Deus em sua totalidade. Seria preciso fazer um acréscimo no versículo acima (algo do tipo “exceto Maria”) e também em 2 Coríntios 2:15: “Ele morreu por todos”... “exceto por Maria”. Além disso, considerar que Maria fosse isenta do pecado original é o mesmo que dizer que ela teria sido gerada pelo Espírito Santo.

- Maria tinha um papel muito mais importante do que qualquer apostolo de Jesus na Igreja primitiva. Alias todo cristão na época chamava Maria de mãe e Pedro de pai, por isso o nome papa (papa=pai).

Especulação. Não há qualquer evidência disso no Novo Testamento e a última vez que Maria aparece é no capítulo 1 de Atos, antes da formação da Igreja que se dá no capítulo 2. Ela nunca mais é mencionada, nem em Atos, nem nas epístolas que trazem a doutrina dos apóstolos para a Igreja. Quanto a Pedro ser chamado de pai pelos cristãos, para fazerem isso eles teriam de desobedecer o mandamento do próprio Senhor (como muitos hoje desobedecem). Afinal, que valor você dá à Palavra do Senhor Jesus que falou explicitamente contra chamarmos alguém de pai ou papa? Mat 23:9 “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus”.

- E não foi apenas Deus a dar o seu único filho para nos salvar, mas também Maria.

Heresia pura, pois coloca Maria como co-autora da salvação.

- Estou sendo realista em mostrar que Maria é muito mais do que a bíblia mostra

Então está confirmado que você está falando daquilo que não é a Palavra de Deus. Quando Paulo se despediu dos anciãos de Éfeso ele já previa que não apenas lobos cruéis (não cristãos) entrariam no rebanho para exterminá-lo, mas também que homens (cristãos) se levantariam dentro do rebanho para falar coisas distorcidas a fim de atraírem discípulos após si. Qual o antídoto de Paulo contra esses perigos? Ele encomenda os cristãos a Deus e à "PALAVRA DA SUA GRAÇA”, a mesma à qual você não dá qualquer valor ao tecer elocubrações que só servem para desviar os olhos daquele que é o único e suficiente Salvador, Jesus.

Atos 20:29-32 “Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir a cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas. Agora, eu os entrego a Deus e à palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados”.

A Palavra de Deus é o único terreno seguro para o cristão se precaver de idéias de homens e demônios.

"Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!" Gálatas 1:7-9Respondendo sua outra pergunta, se Maria fosse co-redentora com Jesus, ela precisaria ter sido divina, perfeita, sem pecado e fruto da concepção do Espírito Santo. Além disso ela precisaria ter morrido e derramado seu sangue para expiar os nossos pecados. Quem redime precisa pagar um preço, e no caso de nossa redenção o preço que devia ser pago era sangue de um cordeiro sem defeito. Não encontramos nada a respeito de Maria morrendo para pagar o preço de nosso resgate.

A Bíblia deixa claro quem é o Redentor, sempre falando de JESUS:

1Tm 2:6 o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

Col 1:14 em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;

Rom 3:24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,

Heb 9:12 nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.

Agora para sua meditação: Você já chegou a pensar na gravidade do pecado que as pessoas cometem ao considerarem Maria como co-redentora? Elas estão insinuando que Jesus é meio-Salvador e, portanto, insuficiente para fazer uma obra completa de redenção do pecador. Será que alguém, na glória, diante dAquele que enche os céus, terá coragem de chamá-lo de co-Redentor, co-Salvador ou co-Autor da nossa salvação?

Joã 14:6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai SENÃO POR MIM.

Ats 4:12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu NENHUM OUTRO NOME HÁ, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As Vitórias de José

As Vitórias de José

Indio espera 20 anos para ouvir sobre DEUS...

ÍNDIO ESPERA 20 ANOS PARA OUVIR SOBRE DEUS
Aker não podia acreditar no que ouvia. Nativo de Oklahoma, ele passou os últimos dois anos, compartilhando Jesus em uma área rural da China, sem ver uma única salvação, até agora.

Deus levou Aker e uma pequena equipe de voluntários dos Batistas do Sul a um homem chamado Salomão, que vivia com sua família em um barraco de chão batido uma aldeia de montanha isolada. Aker contou a história do Evangelho e Salomão creu imediatamente.

Mas foi o que Salomão disse depois que Aker não pode esquecer. “Há vinte anos eu senti no meu coração que havia um Deus acima de tudo, mas não sabia nada sobre ele. Então eu orava todos os dias pedindo que Ele mandasse alguém para me dizer quem Ele era. E hoje Deus respondeu a minha oração”.

De acordo com relatos do missionário, essa foi provavelmente a experiência mais marcante que ele já teve com Deus no tempo missionário. “Não fiz nada de especial, foi Deus que ordenou o momento certo”.

Imediatamente Salomão começou a contar aos outros sobre um Deus único e verdadeiro. Rapidamente levou seis moradores da aldeia a Cristo, incluindo sua esposa e duas filhas.

O pajé local tomou conhecimento e ameaçou publicamente, que se não parassem de falar do amor de Deus, seriam amaldiçoados e morreriam em três dias. Salomão recusou-se a ficar em silêncio, e no quarto dia, quando os moradores viram que ele ainda estava vivo, ninguém entendeu.

Salomão falou de Jesus para toda a aldeia. Em um único dia, mais de 80 pessoas se renderam a Cristo. “Essas pessoas vivem com medo de espíritos malignos. Tudo que eles fazem, seja a direção de sua própria, momento certo para casar e o que comer, é tudo baseado na tentativa de acalmar os espíritos malignos. Mas Salomão não teve medo de morrer porque confiou em Deus”.

Quatro anos depois, Deus continua usando a influência de Salomão para trazer mais de 400 pessoas à Cristo em três aldeias vizinhas e está chegando a quarta. Três igrejas já foram plantadas. “Eu jamais conseguiria evangelizar todas as 147 aldeias em cinco meses. Por isso temos que treinar os crentes para chegar onde não chegamos”, revela Ray Aker.

Fonte: CPAD News / Gospel Prime

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dia de finados!!! O que a biblia diz???

quinta-feira, 28 de outubro de 2010Qual a real situação dos mortos ?
No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?
O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.
Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?
O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.
Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?
Nada de errado existe. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.
A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica.
Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?
Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?
Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus:
que há consciência após a morte;
existe sofrimento e existe bem estar;
não existe comunicação de mortos com os vivos;
a situação dos mortos não permite mudança.

Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?
Sim.

os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.
os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.
os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.
As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.
os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.

O que a Bíblia ensina sobre a situação dos mortos?

O homem tem tanto um corpo material como um espírito imortal. Ao morrer, o corpo do homem retorna à terra e se consome. Pela fé, o cristão também sabe que quando Cristo retornar, no final dos tempos, nossos corpos ressuscitarão dentre os mortos em estado imperecível e incorruptível. (Estude 1 Coríntios 15 para maiores minúcias.)
Ao morrer, o espírito do homem retorna a Deus (Eclesiastes 12:7). Paulo disse que, quando ele morresse, estaria presente com o Senhor (2 Coríntios 5:6-8; Filipenses 1:21-23). Mesmo os espíritos dos homens ímpios permanecem conscientes, sofrendo tormento (Lucas 16:19-31). Muitas pessoas ficam confusas com a palavra "morte". Elas crêem que ela significa aniquilação ou o fim da existência. Contudo, a idéia básica na palavra "morte" é separação. A morte material significa separação do corpo e do espírito. A morte espiritual significa a separação do homem e de Deus. Quando eu morro, eu não deixo de existir, mas de fato minha alma e meu corpo são separados.
Assim, aqui está o que a Bíblia diz sobre a situação dos mortos: seus corpos retornam ao pó, aguardando a ressurreição. Seus espíritos estão ou no paraíso, com Deus, ou em tormento, dependendo de seus atos quando estavam em seus corpos.

Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.Estudo de G.André.... ( tese ressurreição) tire suas conclusões.Afinal escatologia é um assunto complexo... postei este estudo para comparar a outros estudos, e acrescentar conhecimentos... PAZ DE CRISTO...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PROSPERIDADE DEPOIS DE CONVERTIDO ???

Não era para eu prosperar depois de convertido?
Quando você lê a Bíblia, percebe até uma distinção grande entre o Antigo e o Novo Testamento. No primeiro, as promessas de bênçãos eram materiais: esposa, filhos, terras, gado, ouro e prata. No segundo, o principal protagonista, o Homem perfeito, não tinha onde recostar a cabeça, era alimentado por mulheres que o ajudavam e, quando foi indagado se era certo pagar impostos, precisou pedir emprestado de alguém uma moeda porque ele mesmo provavelmente não tinha. Quando morreu, seu espólio não passou da roupa do corpo.

Então, quando você lê as cartas de Paulo percebe que parece ter alguma coisa errada, pois aquele que foi o cristão mais prominente do início da Igreja levou uma vida péssima do ponto de vista físico e material. Em 2 Coríntios 11 ele conta seus percalços:

"São ministros de Cristo? ( Falo como fora de mim. ) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.... Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos".

Tudo isso sem contar o "espinho na carne, mensageiro de Satanás" (2 Co 12:17), e sua aparência provavelmente repulsiva. Gl 4:14: "Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém".

Agora eu pergunto: Como Paulo podia se considerar abençoado com uma vida assim? Simplesmente porque as bênçãos prometidas ao cristão não são bênçãos físicas ou terrenas, mas celestiais. E quanto a estas, não falta uma que não nos tenha sido dada. Ef 1:3 "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com TODAS AS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS nos lugares celestiais em Cristo". Essas bênçãos não são na terra de Israel, como no Antigo Testamento, mas nos lugares celestiais.

João 16:33 diz que no mundo teríamos aflições, e é essa a porção do cristão no que diz respeito a este mundo. Quando não temos aflições aqui, ou somos agraciados com família e bens, só temos a agradecer a Deus porque isso na verdade não são bênçãos, são misericórdias, pois são coisas totalmente contrárias à corrente na qual o cristão está em seu caminho para o céu.

O que podemos esperar deste mundo senão rejeição e sofrimento? Foi assim com a peregrinação dos hebreus no deserto, onde só eram alimentados pelo maná que vinha do céu e pela água que saía da Rocha. Do deserto mesmo eles não podiam tirar coisa alguma. Além disso não faltavam inimigos, como não faltam hoje ao cristão, conforme o Senhor revela em sua oração:

Jo 17:14-16 "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou".

Ao contrário do que prometem esses pregadores da prosperidade por aí, esse mundo não é um lugar feliz para o cristão, embora possa ser às vezes por pura misericórdia de Deus. Então como o cristão pode ser feliz em um lugar infeliz? Andando na certeza de que o Senhor cuida dele, como Paulo: "Já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade".

Você acha que Paulo teria preferido outra vida àquela que o Senhor lhe deu depois de convertido? Ele certamente teria mais vantagens físicas e materiais de todos os tipos se tivesse permanecido um fariseu incrédulo. Porém, onde ele estaria hoje?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Será que posso causar contendas por ensinar a verdade??? Agora digo...

Posso causar contendas por ensinar a verdade?

Já tive dúvida se devo ou não ensinar, o que tenho aprendido da Palavra de Deus a irmãos da denominação do qual eu saí, que me procuram pedindo esclarecimentos. meu receio era ser um instrumento do diabo ao causar contendas entre irmãos, algo que Deus abomina.



Prv 6:16-10 "Estas SEIS coisas aborrece o Senhor, e a SÉTIMA A SUA ALMA ABOMINA: (1) olhos altivos, e (2) língua mentirosa, e (3) mãos que derramam sangue inocente, e (4) coração que maquina pensamentos viciosos, e (5) pés que se apressam a correr para o mal, e (6) testemunha falsa que profere mentiras, e (7) O QUE SEMEIA CONTENDAS ENTRE IRMÃOS".

Se a minha preocupação procede, principalmente quando entendo que muita gente que pertence a uma denominação religiosa não está ali no caráter de lobo, mas de ovelha. São irmãos amados em Cristo e você deve ter todo o cuidado para não escandalizá-los ou ser uma pedra de tropeço para eles.

Inclusive existe o risco de eu agora ser procurado por lobos que buscam apenas um argumento válido para destruir o rebanho. Neste caso não devo ingenuamente se tornar mentor de um que pode estar buscando fazer exatamente aquilo que você quer a todo custo evitar: semear contenda entre irmãos.


O que quero dizer com isto? Que você sempre encontrará 4 vezes mais pessoas interessadas em ouvir falar do erro do que do acerto.Posso sim falar de muitos acertos também,porque conheço os dois lados da moeda.

No jornalismo por exemplo, existe uma máxima: "Se não sangrar, não dá audiência". Neste sentido devemos também ser "prudentes como as serpentes e símplices como as pombas", para não darmos "aos cães as coisas santas, nem aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem"; "e não dêem ocasião ao adversário de maldizer". Mt 10:16; 7:6; 1 Tm 5:14.

Devemos nos policiar para não agirmos como o fariseu, na parábola ( do fariseu e do publicano).

"Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo" Lc 18:11.

Então o jeito é eu me policiar, para me concentrar mais no evangelho das boas novas, do que nas más notícias; mais na VERDADE do que na mentira; mais em JESUS do que nas obras dos homens. A técnica é: quando você vir um cachorro agarrado a um osso, não tente tirar o osso da boca dele. Mostre um filé mignon e ele largará o osso.

A passagem de Hb 13 nos fala de sairmos A CRISTO fora do arraial, nesta ordem. Não basta ser "REPELIDO" ou (fugir) do erro; é preciso ser ATRAÍDO a Jesus. Portanto, minha sugestão é que não deixe de ensinar TODA A VERDADE àqueles que procurarem por você, mas se policie para sempre procurar levar os pensamentos cativos à obediência de Cristo.

Ats 20:20,21 como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas,

Se simplesmente fizer as pessoas entenderem o erro e se afastarem dele, isso não irá automaticamente levá-las à Verdade. Enquanto muitos pregavam a verdade da salvação pela fé em Cristo Jesus, durante séculos existiu um "evangelho protestante" que nada mais era do que denunciar a idolatria católica. Mas ainda que alguém abandone a idolatria, isso não o salva.

O mesmo raciocínio vale aqui. Ainda que alguém abandone os erros da cristandade institucional,(erros doutrinários) isso não o coloca no terreno divino de reunião, não o leva a ocupar-se com Cristo.

Este versículo pode me ajudar.

2Co 10:3-5 "Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo"

Lembre-se sempre de que muitos que estão nas denominações (inclusive pastores e líderes) estão sinceramente buscando servir a Deus e simplesmente "não entendem" que existe uma alternativa. É preciso ter em mente que um dia nós também fomos sinceros dentro dos limites de nosso entendimento, para com isso evitarmos a soberba.

Portanto, o perigo não está apenas em se criar confusão na mente de irmãos mais jovens e gerar brigas com os que permanecem na denominação. O perigo está também em nossos corações, quando começamos a nos achar alguma coisa por termos recebido entendimento em algumas verdades que antes estavam igualmente embaçadas para nós.

1Co 4:6, 7 " E eu, irmãos, apliquei essas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós, para que, em nós, aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro. Porque quem te diferença [ou faz diferente]? E que tens tu que não tenhas recebido [por graça]? E, se o recebeste, por que te glorias como se não o houveras recebido,... [por graça e não por mérito*]?" (*acréscimos meus)

Me lembro sempre de que antes de Deus enviar Moisés para libertar Seu povo da tirania de Faraó, Ele precisou ensinar a Moisés uma lição. Ordenou que Moisés enfiasse a mão no próprio peito, a qual saiu dali leprosa. O servo de Deus devia entender que, ainda que estivesse na missão de libertar seu povo, ele próprio tinha pecado em seu interior (a lepra é uma figura do pecado).

HOJE ME SINTO COM A ALMA LEVE, SEM "PREOCUPAÇÃO" A RESPEITO À REPERCUSSÃO QUE MEU TESTEMUNHO CAUSOU NO MEIO À IRMANDADE DA (SÃ DOUTRINA ESPIRITUAL DO SÉTIMO DIA).

ATÉ PORQUE SÓ FALEI A VERDADE FUNDAMENTADA NAS ESCRITURAS SAGRADAS, SE ALGUM IRMÃO NÃO ENTENDEU,E FICOU MAGOADO, PESSO PERDÃO EM NOME DE JESUS,E PESSO QUE ANALISE COM CUIDADO E VEREFIQUE TUDO NA BÍBLIA,PASSO A PASSO, E VERÁ QUE NÃO TIVE A INTENÇÃO (PROPÓSITO)DE OFENDER NINGUÉM E NENHUMA DENOMINAÇÃO RELIGIOSA, SIMPLESMENTE EXALTEI O EVANGELHO DE JESUS CRISTO,E MOSTREI MINHAS DISCORDANCIAS COM AS PRÁTICAS DA CITADA DENOMINAÇÃO. PERMANEÇO NA GRAÇA E NA PAZ DE CRISTO, E DESEJO A TODOS O MESMO SEMPRE. GRAÇA E PAZ DA PARTE DE DEUS PAI E DA DO NOSSO SENHOR JESUS
CRISTO...

ASS:JOSÉ ROBERTO DE MORAES,DRACENA S.P. (FALE COMIGO:robertomoraes96@hotmail.com)

Conversão de um Judeu que passou a ser ateu..., Agora cristão,( curioso)

EX-ATEU LEE STROBEL ENTREVISTA EX-JUDEU (RELIGIÃO) LOUIS S. LAPIDES


Normalmente, a igreja seria um lugar natural para questionar alguém a respeito de uma questão bíblica. Mas quando me sentei na companhia do pastor Louis Lapides no santuário de sua congregação, logo após o culto dominical matutino, senti que havia algo diferente ali. Aquele cenário, com bancos e vitrais, não era exatamente o lugar onde normalmente encontraríamos um jovem judeu de Newark, Nova Jersey.

Mas era esse o seu histórico. Para alguém com uma herança dessas, saber se Jesus era o Messias tão esperado vai muito além da teoria. É algo muito pessoal, por isso procurei Lapides para ouvir a história de sua investigação particular dessa questão crítica.

Lapides é formado em teologia pela Universidade Batista de Dallas e é mestre em teologia do Antigo Testamento e em estudos semíticos pelo Seminário Teológico Talbot. Serviu durante dez anos nos Chosen People Ministries, falando de Jesus a estudantes judeus. Lecionou no departamento de Bíblia da Biola University e trabalhou durante sete anos como instrutor nos seminários da Walk Through the Bible. É também ex- presidente de uma rede nacional de 15 congregações messiânicas.

Lapides é magro, usa óculos, tem a fala serena, mas sorri com facilidade. Foi com muita simpatia e polidez que ele me conduziu a uma cadeira próximo da entrada da Beth Ariel Fellowship, em Sherman Oaks, na Califórnia. Eu não queria começar logo de imediato a discutir nuanças bíblicas; em vez disso, pedi-lhe que me narrasse a história de sua jornada espiritual.

Ele cruzou as mãos sobre o colo e fitou as paredes de madeira escura por um momento, enquanto pensava por onde começar. Depois, passou a contar uma história extraordinária que nos levou de Newark para Greenwich Village, do Vietnã a Los Angeles, do ceticismo à fé, do judaísmo ao cristianismo, de um Jesus sem importância ao Jesus Messias.

— Como você sabe, vim de uma família judia — disse ele inicialmente. — Freqüentei uma sinagoga conservadora durante sete anos em preparação para o bar mitzvah. Embora considerássemos os estudos preparatórios muito importantes, a religião de minha família não afetava muito nossa vida cotidiana. Não deixávamos de trabalhar no sábado; nem sequer seguíamos a dietakasher.

Ele sorriu.

— Porém, nos dias santos, íamos à sinagoga mais ortodoxa, porque meu pai achava que era ali que tínhamos de ir se quiséssemos levar Deus realmente a sério!

Quando interrompi para perguntar o que seus pais haviam lhe ensinado sobre o Messias, Lapides foi lacônico.

— Nunca tocaram no assunto — disse ele sem se alterar. Era inacreditável. Achei que não havia entendido.

— O senhor quer dizer que o assunto nem sequer era discutido? — perguntei.

— Nunca — ele reiterou. — Não me lembro nem mesmo de estudar a questão na escola judaica.

Era surpreendente.

— E quanto a Jesus? — perguntei. — Falavam a respeito dele?

Mencionavam seu nome?

— Só pejorativamente — respondeu Lapides. — Basicamente, nunca discutíamos sobre ele. Minhas impressões sobre Jesus formaram-se pelo que eu via nas igrejas católicas: a cruz, a coroa de espinhos, o lado perfurado, o sangue escorrendo da testa. Não fazia sentido para mim. Por que adorar um homem crucificado com pregos nas mãos e nos pés? Nunca achei que Jesus tivesse alguma relação com o povo judeu. Para mim, ele era o deus dos gentios.

Eu suspeitava que as atitudes de Lapides em relação aos cristãos tinham ido além de mera confusão sobre sua fé.

— O senhor achava que os cristãos estavam na raiz do anti- semitismo? — indaguei.

— Víamos os gentios como sinônimo de cristãos, e éramos instruídos a ser cautelosos, porque poderia haver anti-semitismo entre os gentios — disse ele com um tom um tanto diplomático.

Procurei aprofundar um pouco mais a questão.

— O senhor diria que acabou desenvolvendo algumas atitudes negativas em relação aos cristãos?

Dessa vez, ele não pesou as palavras.

— Foi de fato o que aconteceu — disse ele. — Na verdade, quando o Novo Testamento me foi apresentado pela primeira vez, mais tarde, achava que seria simplesmente um manual básico de anti-semitismo: como odiar os judeus, como matá-los, como massacrá-los. Achava que o Partido Nazista Americano poderia utilizá-lo tranqüilamente como manual.

Balancei a cabeça, triste em saber quantas crianças teriam crescido achando que os cristãos eram seus inimigos.

Começa a busca espiritual

Lapides conta que vários incidentes minaram sua fidelidade ao judaísmo durante sua fase de crescimento. Curioso acerca dos detalhes, pedi-lhe que se estendesse um pouco mais, e ele de imediato passou a falar do que foi claramente o episódio mais doloroso de sua vida.

— Meus pais se divorciaram quando eu tinha 17 anos — disse ele, e, surpreendentemente, depois de todos esses anos, dava ainda para perceber a mágoa em sua voz. — Foi como uma punhalada na fé que eu trazia no coração, fosse ela do jeito que fosse. Pensei: “Onde é que Deus entra nisso? Por que não procuraram aconselhamento com um rabino? Para que serve a religião se, na prática, é incapaz de ajudar as pessoas?” Era óbvio que ela era incapaz de preservar o relacionamento dos meus pais. Quando se separaram, senti como se tivesse perdido uma parte de mim. Além disso, no judaísmo, eu não sentia que tivesse uma relação pessoal com Deus. Participei de inúmeras cerimônias e tradições muito bonitas, mas era o Deus distante e alienado do monte Sinai que dizia: “Eis aqui a minha lei; viva por ela, e você se dará bem. Até mais tarde”. Eu, então um adolescente com os hormônios em ebulição, me perguntava: “De que modo Deus participa das minhas dificuldades? Será que ele me considera um indivíduo?” Eu achava que não.

O divórcio deu lugar a um tempo de rebelião. Seduzido pela música e influenciado pelos escritos de Jack Kerouac e Timothy Leary, Lapides passou muito tempo nos barzinhos de Greenwich Village e não tinha tempo para a escola, tornando-se refém da bebida. Em 1967, estava do outro lado do mundo, a bordo de um navio cuja volatilidade da carga — munições, bombas, foguetes e outros explosivos — fazia dele um alvo tentador para os vietcongues.

— Lembro-me de que fomos informados no Vietnã de que “20% de vocês provavelmente serão mortos, e os outros 80% vão contrair alguma doença venérea ou ficarão viciados em bebidas alcoólicas ou drogas”. Minhas chances de voltar normal não chegavam a 1%. Foi um tempo terrível. Vi muito sofrimento. Vi companheiros voltando para casa em caixões. Vi a devastação causada pela guerra. E encontrei anti-semitismo entre alguns fuzileiros. Uns que eram do Sul até queimaram uma cruz, certa noite. É possível que eu quisesse distanciar-me da minha identidade judaica, e talvez por isso comecei a envolver-me com religiões orientais.

Lapides lera livros sobre filosofias orientais e visitara templos budistas quando passou pelo Japão.

— Fiquei extremamente incomodado com o mal que vi e tentei descobrir como a fé pode enfrentá-lo — ele me disse. — Eu costumava dizer: “Se existe um Deus, não me importa se o encontro no monte Sinai ou no monte Fuji. Vou ficar com ele de qualquer jeito”.

Ele sobreviveu ao Vietnã, voltando para casa viciado em maconha e planos de se tornar sacerdote budista. Tentou levar o estilo de vida ascético de autonegação, esforçando-se por se livrar do carma ruim das más ações do passado, mas logo percebeu que nunca conseguiria compensar tudo o que fizera de errado.

Lapides ficou em silêncio por algum tempo.

— Fiquei deprimido — ele continuou. — Lembro-me de tomar o metrô e pensar: “Talvez atirar-me nos trilhos seja a resposta. Eu podia ficar livre desse corpo e fundir-me com Deus”. Estava muito confuso. Para piorar as coisas, comecei a experimentar LSD.

À procura de um novo começo, ele decidiu mudar para a Califórnia, onde continuou sua busca espiritual.

— Fui a encontros budistas, mas eles eram vazios — ele contou. — Os budistas chineses eram ateus, os budistas japoneses adoravam estátuas de Buda, o zen-budismo era muito difuso. Fui a reuniões da cientologia, mas eles eram muito manipuladores. Os hindus acreditavam que os deuses cultivavam todas essas orgias loucas e em deuses que eram elefantes azuis. Nada disso fazia sentido; nada me satisfez.

Ele chegou até a acompanhar amigos a reuniões com características satanistas.

— Eu olhava e pensava: “Tem algum poder em ação aí, e não é um poder bom”. Mergulhado em meu mundo alucinado por drogas, eu dizia aos meus amigos que acreditava que existe um poder maligno que é maior que eu, que pode agir em mim, que existe como entidade. Tinha visto mal suficiente na vida para crer nisso.

Olhou para mim com um sorriso irônico:

— Creio que aceitei a existência de Satanás antes de aceitar a de Deus.

“Não consigo crer em Jesus”

O ano era 1969. A curiosidade de Lapides levou-o a visitar Sunset Strip para ver um evangelista que se acorrentara a uma cruz de dois metros e meio de altura, para protestar contra os donos de bares que tinham conseguido proibi-lo de trabalhar nas ruas. Ali, na calçada, Lapides encontrou alguns cristãos que começaram uma discussão sobre coisas espirituais com ele.

Com certa arrogância, começou a esbanjar filosofia oriental. — Não existe Deus lá em cima — ele dizia, apontando para o céu. — Nós somos Deus. Eu sou Deus. Vocês são Deus. Vocês só precisam aceitar isso.

— Bem, se você é Deus, por que não cria uma pedra? — alguém lhe perguntou. — Faça alguma coisa aparecer. É isso o que Deus faz.

Lapides, com a mente anuviada pelas drogas, imaginou que estava segurando uma pedra.

— Muito bem, então vejam, aqui está uma pedra — ele disse, estendendo a mão vazia.

O cristão zombou dele.

— Essa é a diferença entre você e o Deus verdadeiro — ele disse.

— Quando Deus cria algo, todos podem vê-lo. É objetivo, não subjetivo.

Isso calou fundo em Lapides. Depois de pensar no assunto por algum tempo, disse a si mesmo: “Quando eu encontrar Deus, ele terá de ser objetivo. Estou cheio dessa filosofia oriental que diz que está tudo na minha mente e que posso criar minha realidade. Deus deve ser uma realidade objetiva se quiser ter significado além da minha imaginação”.

Quando um dos cristãos mencionou o nome de Jesus, Lapides tentou se desvencilhar com sua resposta padrão:

— Sou judeu. Não posso crer em Jesus. Nisso um pastor entrou na conversa.
— Você conhece as profecias sobre o Messias? — ele perguntou.

Lapides foi apanhado desprevenido.
— Profecias? Nunca ouvi falar delas.

O pastor deixou Lapides perplexo, citando algumas predi-ções do Antigo Testamento. “Um momento!”, pensou. “Ele está citando minhas Escrituras hebraicas! Como Jesus pode estar nelas?”

Quando o pastor lhe ofereceu uma Bíblia, Lapides se manteve cético.

— O Novo Testamento está aí dentro? — perguntou. O pastor fez que sim com a cabeça. — Está bem, vou ler o Antigo Testamento, mas não vou nem abrir o Novo — disse.

Novamente ele ficou surpreso com a resposta do pastor.

— Está bem. Leia apenas o Antigo Testamento e peça ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de Israel, que lhe mostre se Jesus é o seu Messias. Porque eu sei que ele é. Ele veio primeiro para o povo judeu, para depois se tornar o salvador do mundo.

Para Lapides, essas eram informações novas. Informações intrigantes. Informações surpreendentes. Ele voltou ao seu apartamento, abriu o Antigo Testamento no primeiro livro, Gênesis, e se pôs a procurar Jesus entre palavras que tinham sido escritas centenas de anos antes de o carpinteiro de Nazaré ter nascido.

“Transpassado por causa das nossas transgressões”

— Não demorou muito — Lapides relatou — e eu estava lendo o Antigo Testamento todos os dias e encontrando uma profecia após outra. Por exemplo, Deuteronômio falava de um profeta maior que Moisés, que viria e a quem deveríamos dar ouvidos. Pensei: “Quem pode ser maior que Moisés?”. Tudo indicava que se tratava de uma referência ao Messias; alguém tão grande e respeitado como Moisés, mas um professor maior, com autoridade maior. Agarrei-me nisso e continuei procurando por ele.

Lapides foi avançando pela Escritura, até ficar paralisado por Isaías 53. De modo claro e específico, numa predição assombrosa envolta em bela poesia, aqui havia um quadro de um Messias que haveria de sofrer e morrer pelos pecados de Israel e do mundo; tudo escrito mais de 700 anos antes de Jesus andar pela terra.

Foi desprezado e rejeitado pelos homens,
um homem de dores e experimentado no sofrimento.
Como alguém de quem os homens escondem o rosto,
foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
Certamente ele tomou sobre si
as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças;
contudo nós o consideramos castigado por Deus,
por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado
por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa
de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz
estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos,
cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho;
e o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca;
como um cordeiro foi levado para o matadouro,
e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada,
ele não abriu a sua boca. Com julgamento opressivo ele foi levado.
E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado
da terra dos viventes; por causa da transgressão
do meu povo ele foi golpeado. Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios,
e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido
nenhuma violência nem houvesse nenhuma mentira
em sua boca [...].
Pois ele levou o pecado de muitos,
e pelos transgressores intercedeu (Is 53.3-9,12).

Lapides reconheceu o quadro imediatamente: era Jesus de Nazaré! Agora ele estava começando a entender as pinturas que vira nas igrejas católicas em que entrara quando criança: Jesus sofredor, Jesus crucificado, Jesus que ele agora percebia que tinha sido “transpassado por causa das nossas transgressões”, que “levou o pecado de muitos”.

Os judeus no Antigo Testamento procuravam pagar por seus pecados por meio de um sistema de sacrifícios de animais, mas aqui estava Jesus, o supremo Cordeiro sacrificial de Deus, que pagou pelo pecado de uma vez por todas. Aqui estava a personificação do plano de redenção de Deus.

Essa descoberta foi tão estupenda, que Lapides podia chegar apenas a uma conclusão: era uma fraude! Ele concluiu que os cristãos tinham reescrito o Antigo Testamento e distorcido as palavras de Isaías para fazer como se o profeta tivesse previsto a vinda de Jesus.

Lapides se propôs a desmascarar a fraude.

— Pedi à minha madrasta que me enviasse uma versão do Antigo Testamento em hebraico, para que eu mesmo pudesse comprová-lo — ele me disse. — Ela enviou, e adivinhe! Descobri que lá dizia a mesma coisa! Agora eu tinha mesmo de encarar o fato.

Jesus é judeu

Uma após outra Lapides encontrou profecias no Antigo Testamento; mais de 48 predições, no total. Isaías indicou o modo do nascimento do Messias (de uma virgem); Miquéias mostrou o lugar do seu nascimento (Belém); Gênesis e Jeremias especificaram sua ascendência (descendente de Abraão, Isaque e Jacó, da tribo de Judá, da família de Davi); os Salmos predisseram a traição que sofreria, sua acusação por testemunhas falsas, o modo da sua morte (transpassado nas mãos e nos pés, apesar de a crucificação ainda não ter sido inventada) e sua ressurreição (ele não se decomporia, mas ascenderia ao céu), e assim por diante. Cada uma dessas profecias retirou um pouco do ceticismo de Lapides, até finalmente ele sentir-se disposto a dar um passo drástico.

— Decidi abrir o Novo Testamento e ler apenas a primeira página — ele disse. — Com as mãos tremendo, lentamente virei as páginas de Malaquias para Mateus, olhando para o céu, para ver se algum raio iria me atingir!

As primeiras palavras de Mateus pareciam saltar da página:

“Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão…”.

Os olhos de Lapides se arregalaram quando lembrou a primeira vez em que leu essa frase.

— Pensei: “Incrível! Filho de Abraão, filho de Davi”: estava tudo se encaixando! Passei para as narrativas do nascimento e, veja só: Mateus está citando Isaías 7.14: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho”. Depois vi que ele citava o profeta Jeremias. Fiquei ali pensando: “Você sabe, todos estes são judeus. Onde entram os gentios na história? O que está acontecendo aqui?” Não consegui mais parar de ler. Li os quatro evangelhos e entendi que eles não eram o manual do Partido Nazista Americano; era a ação de Jesus no meio da comunidade judaica. Passei para o livro de Atos e — incrível! — eles estavam discutindo como os judeus podiam contar a história de Jesus aos gentios. Os papéis estavam invertidos!

As profecias cumpridas foram tão convincentes que Lapides começou a dizer aos seus conhecidos que achava que Jesus era o Messias. Na época, isso era uma mera possibilidade intelectual para ele, mas as implicações eram muito sérias.

— Entendi que, para aceitar a Jesus em minha vida, teria de haver algumas mudanças significativas na maneira como eu estava vivendo — explicou. — Teria de encarar de modo diferente as drogas, o sexo etc. Eu não tinha entendido que Deus me ajudaria a fazer essas mudanças; achava que eu mesmo tinha de limpar a minha vida.

Epifania no deserto

Lapides e alguns amigos partiram para o deserto de Mojave. Espiritualmente ele se sentia em meio a um conflito. Tivera pesadelos com cães atacando-o de várias direções ao mesmo tempo. Sentado entre os arbustos do deserto, lembrou-se das palavras que alguém dissera em Sunset Strip: “Ou você está do lado de Deus ou do lado de Satanás”.

Ele cria na corporificação do mal; e não era desse lado que queria ficar. Assim, Lapides orou: “Deus, tenho de chegar ao fim desta luta. Tenho de saber sem sombra de dúvida se Jesus é o Messias. Preciso saber se tu, como Deus de, Israel, queres que eu creia nisso”.

Enquanto me contava a história, Lapides hesitou, sem saber como pôr em palavras o que aconteceu em seguida. Ficou em silêncio alguns momentos. Depois disse:

— O melhor que posso dizer daquela experiência é que Deus falou objetivamente ao meu coração. Ele me convenceu, de modo experimental, de sua existência. E naquele instante, lá no deserto, eu disse em meu coração: “Deus, eu aceito a Jesus em minha vida. Não entendo o que devo fazer com ele, mas eu o quero. Consegui estragar a minha vida; preciso que o senhor me transforme”.

E Deus começou a fazer isso, em um processo que continua até hoje. Ele explicou:

— Meus amigos sabiam que minha vida tinha mudado e não conseguiam entender como. Eles diziam: “Alguma coisa aconteceu com você no deserto. Você não quer mais saber de drogas. Há algo diferente em você”. Então eu respondia: “Bem, não sei explicar o que aconteceu. Tudo o que sei é que há alguém na minha vida, e é alguém santo, justo, que é fonte de pensamentos positivos sobre a vida, e eu me sinto muito bem”.

Essa última frase parecia dizer tudo.

— Eu me sinto inteiro, novo, de um modo como nunca me senti antes — ele enfatizou para mim.

Apesar das mudanças para melhor, ele estava receoso de dar a notícia aos seus pais.

Quando finalmente o fez, as reações foram mistas.

— No começo ficaram felizes porque viam que eu não era mais viciado em drogas e dava a impressão de estar muito melhor emocionalmente — recordou. — Mas a reação foi contrária quando entenderam a causa dessas mudanças. Eles se retraíram, como se dissessem: “Por que tem de ser Jesus? Não podia ser outra coisa?”. Não sabiam o que fazer com a notícia.

Com uma ponta de tristeza na voz, acrescentou:

— Acho que eles ainda não sabem o que fazer.

Por meio de uma seqüência memorável de circunstâncias, a oração de Lapides por uma esposa foi respondida quando encontrou Débora, também judia, que seguia a Jesus. Ela o levou à sua igreja — cujo pastor era o mesmo que muitos meses antes, em Sunset Strip, desafiara Lapides a ler o Antigo Testamento.

Lapides riu.

— Foi incrível! Ele ficou de boca aberta quando me viu entrar na igreja!

Essa congregação estava cheia de ex-motoqueiros, ex-hippies e ex- viciados da Strip, junto com vários sulistas transplantados. Para um jovem judeu de Newark que era tímido para se relacionar com pessoas diferentes dele, por causa do anti-semitismo que temia encontrar, era confortador poder chamar essa multidão multicor de “irmãos e irmãs”.

Lapides casou-se com Débora um ano depois de se conhecerem. Desde então nasceram dois filhos. E do trabalho deles nasceu Beth Ariel Fellowship, um lar para judeus e gentios que estão encontrando restauração em Cristo.

Fonte: Livro Em Defesa de Cristo – Jornalista Ex-ateu Investiga as Provas da Existência de Cristo – Strobel, Lee

O Que significa o remendo novo e o odre novo?

O que significa o remendo novo e o odre novo?
Você perguntou sobre Marcos 2.21,22. Um remendo de um pano novo e resistente sobre um tecido já enfraquecido, fatalmente causará um rombo maior. Odres são peles (de porco, carneiro ou outro animal) confeccionadas na forma de um saco para reter líquidos. Ainda hoje é usado de diferentes maneiras em diversas regiões do mundo. Por exemplo, há lugares na China onde é usado para fazer manteiga, enchendo‑o de nata e jogando‑o no chão continuamente até que a nata fique bem batida e se transforme em manteiga.

Quando, na antiguidade, se fazia vinho, era comum colocar o suco de uva em um odre novo. À medida em que o suco fermentava, liberava gás que, por não ter por onde escapar, ia enchendo o odre e, com a pressão, esticando o couro. Não é preciso dizer que ao fim do processo o odre estava maior. Porém não poderia ser usado novamente da mesma forma pois a elasticidade do couro teria chegado ao limite. Se fosse colocado ali suco de uva ou vinho novo ainda em fase de fermentação, fatalmente o odre se rasgaria com a pressão.

O Senhor fazia menção ao fato de que as novas coisas, referente ao Reino, que estava ensinando aos judeus não poderiam ser armazenadas nos velhos costumes deles (para compreender melhor o Reino leia Parábolas de Mateus 13 ‑ creio que você já tem este livreto). Numa aplicação mais prática, posso dizer que é impossível alguém receber as coisas de Deus a menos que tenha nascido de novo, que seja uma nova criatura. Tentar absorver as coisas de Deus e tentar aplicá‑las à velha natureza ou ao velho homem só resultará em um rombo maior ou em desperdício.

domingo, 19 de setembro de 2010

Samuel voltou dos mortos para falar com Saul ?

Samuel voltou dos mortos para falar com Saul?

Não podemos contestar o que alguém viu ou experimentou, mas podemos duvidar que a interpretação esteja correta. Eu posso ver um montão de coisas sob efeito de um alucinógeno (ou às vezes até não) e interpretar isso de forma totalmente errada. A mulher vidente e Saul realmente passaram por uma experiência que não pode ser negada, mas a interpretação do que tenha sido a experiência pode ser questionada.

1Sa 28:6 "Pelo que consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me uma necromante, para que eu vá a ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Eis que em En-Dor há uma mulher que é necromante. Então Saul se disfarçou, vestindo outros trajes; e foi ele com dois homens, e chegaram de noite à casa da mulher. Disse-lhe Saul: Peço-te que me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que eu te disser.... A mulher então lhe perguntou: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel. Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me enganaste? pois tu mesmo és Saul... Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor se tem desviado de ti, e se tem feito teu inimigo? ... E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus. Amanhã tu e teus filhos estareis comigo, e o Senhor entregará o arraial de Israel na mão dos filisteus. Imediatamente Saul caiu estendido por terra, tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel".

Os mortos não voltam ao mundo, exceto nas ocasiões especiais e com um propósito definido por Deus como aconteceu com Moisés no monte da transfiguração de Jesus. Se no caso de Samuel foi ele que voltou por um propósito de Deus, pode ser que sim, porque a mulher se espanta quando o vê e ele sabia o que iria acontecer com Saul no futuro. Mas há também quem pense que não, que se tratou mesmo de uma possessão demoníaca. Por não ser este o foco da passagem, não me preocupa muito saber se era ou não Samuel que apareceu.

Em qualquer das hipóteses trata-se de um evento registrado nas Escrituras e o personagem é chamado pelas Escrituras de Samuel, portanto pode muito bem ser ele tanto quanto foi Moisés quem apareceu no monte da transfiguração. Mas o propósito ali não era falar da volta dos mortos, mas da desgraça em que caiu Saul por duvidar de Deus.

Em passagens assim, quando não nos é dito com exatidão algo, é preciso buscar saber o que está sendo dito com exatidão, e no caso é a lição da falta de fé de Saul e de sua incredulidade na fidelidade de Deus. Sempre que faltar informação para entender alguma passagem na Bíblia é bom começar a desconfiar que estamos nos ocupando com algo que não é o tema daquela passagem, por isso Deus não deu detalhes que não seriam relevantes para a lição que Ele queria nos ensinar.

Saul foi um rei rebelde que queria fazer sua própria vontade. Isto acabou fechando completamente sua comunicação com Deus. Quando não temos de Deus uma resposta clara e inequívoca (e no caso de Saul foi por sua rebeldia), certamente iremos querer buscar alternativas como a consulta aos mortos, que foi o que Saul quis fazer. E o engano jaz à porta daqueles que foram surdos aos clamores de Deus até chegar ao ponto em que o próprio Deus deixa de responder. Foi a mesma má vontade de escutar a Palavra de Deus que levou os judeus a serem endurecidos em parte, passando a ficar incapazes de ouvir a Palavra de Deus e entendê-la:

At 28:26-27 "Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados".

Quando se atinge este estado, passamos a ser aqueles que o Senhor descreveu em Mt 15:8-9 "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens."

Se você reparar, o Senhor Jesus estava citando Isaias em Is 29. O que antecede isto em Isaias é justamente o Senhor tornando o povo incapaz de entender a Sua palavra, por terem ouvido de mal grado. Estamos prontos a escutar a Palavra de Deus e tê-la como decisiva em toda e qualquer questão? Ou estamos nos ocupando com coisas que não são o propósito de Deus nos ensinar?