quinta-feira, 15 de maio de 2014

Em caso de arrebatamento...!!!

Em caso de arrebatamento, este carro vai ficar desgovernado



Hermes C. Fernandes
“Em caso de arrebatamento, este carro vai ficar desgovernado”. Esta frase é encontrada adesivada em muitos automóveis em nossas cidades. Para os não-evangélicos não faz o menor sentido. Mas para muitos os evangélicos esta frase denota a crença na doutrina do arrebatamento secreto, defendida pelo sistema dispensacionalista de interpretação bíblica.
Segundo este sistema, a volta de Cristo seria dividida em duas fases, a primeira seria secreta e destinada unicamente aos crentes, enquanto a segunda seria pública e aconteceria sete anos depois dos crentes serem arrebatados e levados para o céu.
Os mais antigos se lembram de um hino cujo título era “O Rei está voltando”. Entre suas estrofes, se dizia que o mercado ficaria vazio (e não seria pela alta dos preços!), os aviões cairiam pela ausência súbita dos pilotos. Enfim, o mundo ficaria em polvorosa, e a mídia não se ocuparia com outra notícia que não fosse o desaparecimento de milhões de crentes pelo mundo a fora. Alguns defensores das teorias de conspiração afirmam que a mídia reportaria o desaparecimento súbito de milhões de crentes como um caso de abdução em massa promovida por discos voadores (sic). 
Cresci ouvindo isso. Ficava atormentado quando meus pais tocavam na vitrola o disco “A última trombeta”.

Depois de crescidinho, deparei-me com outros sistemas de interpretação, e mesmo formado em Teologia, já tendo dado aula de Escatologia em um seminário, decidi rever meus conceitos.
Dei-me conta que a doutrina do arrebatamento secreto não consta das Escrituras, e foi inventada há pouco mais de duzentos anos, por um inglês chamado John Nelson Darby (1800-1882), e tornando-se febre entre os cristãos evangélicos por causa dos comentários de rodapé da Bíblia de Scofield. Portanto, é a mais recente linha de interpretação da escatologia bíblica. Mais tarde, descobri que tal interpretação já havia sido seminalmente engendrada trezentos anos antes pelo jesuíta espanhol Franscisco Ribera (1537-1591). Por quase três séculos, tal teoria ficou confinada à Igreja Católica Romana, até que, em 1826, Samuel R. Maitland (1792-1866), que era bibliotecário de Canterbury, publicou um panfleto em que promovia a idéia de Ribera. 
Mas o que mais me incomodou com esta doutrina não é sua origem, mas os seus efeitos colaterais. Até o seu surgimento, os cristãos estavam engajados na transformação do mundo. Grandes nomes da ciência eram cristãos devotos. Universidades como Havard, Princeton, Oxford, foram fundadas sob a égide dos ideais do Reino de Deus. O surgimento do Dispensacionalismo alimentou o processo de secularismo, fazendo com que os cristãos recuassem, e cedessem espaço aos céticos.
Antes fosse o carro ou o avião que ficasse desgovernado em caso de arrebatamento. Em vez disso, o que ficou desgovernado foi o Mundo. A Igreja deixou de ser o sal da terra, a luz do mundo, para tornar-se numa sub-cultura, num gueto religioso. O que muitos cristãos contemporâneos parecem ignorar é que cada passo que a igreja dá pra trás, é espaço que ela cede a Satanás. Não seria esta uma maneira de "dar lugar ao diabo" (Ef.4:27)?
Se antes a Ciência era praticada por cristãos convictos, hoje está nas mãos dos ateus. Pra quê fazer ciência, se o mundo está prestes a acabar? Por que nos envolver com questãos como preservação ambiental, justiça social, ética, se as coisas têm mesmo que piorar para apressar a volta iminente de Jesus? De onde tiraram esta conclusão, se "a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito"(Pv.4:18)? 
Recuso-me a crer que Cristo virá ao encontro de uma igreja acovardada, que não terá concluído a Grande Comissão, tampouco terá sido luz do mundo e sal da terra (Mt.5:14). Recuso-me a crer que o mesmo Jesus que pediu ao Pai para que não nos tirasse do mundo, agora mudou de idéia e vem para nos raptar (Jo.17:15).
A febre dispensacionalista alcançou um novo apogeu recentemente com o lançamento da série “Deixados para trás”, de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins (Acho que a série deveria se chamar “Passados para trás”).
Pregadores bradam de seus púlpitos: “Somos a última geração! A geração do arrebatamento!” Mas se contradizem quando gastam milhões na construção de catedrais suntuosas. Imagino o que pensam nossos filhos quando afirmamos que somos a geração final. Com isso, nós os privamos de qualquer perspectiva de futuro. Prefiro ficar com o salmista, e declarar: "A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor às gerações futuras" (Sl.22:30-31).
Encruzando os braços, os cristãos estão entregando o mundo às baratas. Desistindo de lutar pelas próximas gerações. Isso sim é que podemos chamar de alienação.
Se os leitores da Bíblia comentada por Scofield deixassem de dar crédito àquilo que está em seu rodapé, e começassem a ler mais o conteúdo das Escrituras, talvez houvesse uma revolução. O problema é que estamos condicionados a uma leitura, e qualquer um que faça uma leitura diferente é logo tachado de herege. 
Por desconhecerem a história, ignoram que muitos dos escritores cristãos aclamados também esboçavam uma escatologia esperançosa quanto ao futuro do Mundo. Gente como Spurgeon, Whitefield, Wesley, Calvino, Lutero, Lloyd-Jones, Jonathan Edwards, os puritanos, e tantos outros, criam no avanço do Evangelho e na eventual conversão das nações a Cristo (Leia Salmo 22:27-28). Era a isso que chamavam “avivamento”. 
Aos vidrados em teorias de conspiração devo informar que vocês estão sendo vítimas da maior de todas elas. Esqueçam “Deixados pra trás”! Olhem para Cristo, o Cavaleiro Fiel e Verdadeiro, que saiu “vencendo e pra vencer”
Um dos cânticos mais cantados pelos cristãos ao redor do mundo foi composto por alguém que tinha esta esperança. Ele diz:
Já refulge a glória eterna,
De Jesus, o rei dos reis;
Breve os reinos deste mundo,
Seguirão as Suas leis;
Os sinais da sua vinda,
Mais se mostram cada vez;
Vencendo vem Jesus!
Glória, glória, aleluia (3x),
Vencendo vem Jesus!
O clarim que chama as crentes,
A batalha já soou;
Cristo, à frente do seu povo,
Multidões já conquistou;
O inimigo em retirada,
Seu furor patenteou;
Vencendo vem, Jesus!
E por fim entronizado,
As nações há de julgar;
Todos grandes e pequenos,
O juiz hão de encarar;
E os remidos triunfantes,
Em fulgor hão de cantar:
Vencendo vem Jesus!

Sinceramente? Prefiro este hino àquele que estimula os crentes à irresponsabilidade com o futuro da Terra.
Recomendo que os leitores deste blog busquem comparar o sistema dispensacionalista com outros sistemas de intepretação da Escatologia Bíblica. Vocês se surpreenderão.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Livro de Tiago.

Livro de Tiago

O autor desta epístola (carta) é Tiago, também chamado de Tiago, o Justo, o qual acredita-se ter sido o irmão de Jesus Cristo (Mateus 13:55, Marcos 6:3). Tiago não se converteu (João 7:3-5) até depois da ressurreição (Atos 1:14, 1 Coríntios 15:7, Gálatas 1:19). Ele se tornou o chefe da Igreja de Jerusalém e é mencionado em primeiro lugar como um dos pilares da igreja (Gálatas 2:9).

O livro de Tiago é provavelmente o mais antigo livro do Novo Testamento, escrito talvez em 45 dC, antes do primeiro concílio de Jerusalém em 50 dC. Tiago foi martirizado em aproximadamente 62 dC, segundo o historiador Flávio Josefo.

Alguns acham que esta carta foi escrita em resposta a uma interpretação excessivamente zelosa do ensino de Paulo sobre a fé. Essa visão extrema, chamada de antinomismo, sustentava que através da fé em Cristo é possível estar completamente livre de todas as leis do Antigo Testamento, todo o legalismo, toda a lei secular e toda a moralidade de uma sociedade.

O livro de Tiago se dirige aos cristãos judeus dispersos entre todas as nações (Tiago 1:1). Martinho Lutero, o qual detestava esta carta e a chamava de "epístola de palha", não conseguiu reconhecer que o ensino de Tiago sobre as obras complementava – e não contradizia – o ensino de Paulo sobre a fé.

Embora os ensinamentos paulinos se concentrem em nossa justificação com Deus, os ensinamentos de Tiago concentram-se nas obras que exemplificam essa justificação. Tiago escreveu aos judeus para incentivá-los a continuar crescendo nesta nova fé cristã.

Tiago destaca que as boas ações fluirão naturalmente daqueles que estão cheios do Espírito e questiona se alguém pode ou não ter uma fé salvadora se os frutos do espírito não puderem ser observados, assim como Paulo descreve em Gálatas 5:22-23.

Versículos-chave: Tiago 1:2-3: "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança."

Tiago 1:19: "Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se."

Tiago 2:17-18: "Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho obras". Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras.”

Tiago 3:5: "Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha."

Tiago 5:16b: "A oração de um justo é poderosa e eficaz.”

O livro de Tiago busca caminhar na fé através da religião verdadeira (1:1-27), da fé genuína (2:1 - 3:12) e da sabedoria genuína (3:13-5:20). Este livro contém um notável paralelismo com o Sermão da Montanha de Jesus em Mateus 5-7.

Tiago começa no primeiro capítulo descrevendo os traços gerais do caminhar na fé. No capítulo dois e no início do capítulo três, ele discute a justiça social e faz um discurso sobre a fé em ação. Ele então compara e contrasta a diferença entre a sabedoria terrena e a que provém do alto e nos encoraja a afastar-nos do mal e a nos aproximarmos de Deus.

Tiago faz uma repreensão particularmente severa aos ricos que acumulam e aqueles que são auto-suficientes. Finalmente, ele termina encorajando os crentes a serem pacientes no sofrimento, orando e cuidando uns dos outros e reforçando a nossa fé através da comunhão.

O livro de Tiago é a descrição principal da relação entre fé e obras. Os judeus cristãos (os recipientes da carta de Tiago) estavam tão arraigados na Lei Mosaica e no seu sistema de obras que Tiago dedicou muito tempo para explicar a difícil verdade de que ninguém é justificado pelas obras da lei (Gálatas 2:16).

Ele declara-lhes que, mesmo se muito se esforçarem para manter todas as diferentes leis e rituais, cumprir essa tarefa é impossível e transgredir a menor parte da lei os tornava culpados de toda ela (Tiago 2:10) porque a lei é uma entidade e quebrar uma parte dela é o mesmo que quebrá-la por completo.

Vemos no livro de Tiago um desafio aos seguidores fiéis de Jesus Cristo para não apenas "falar a fala", mas "andar a fala". Embora a nossa caminhada de fé, com certeza, exija um crescimento do conhecimento sobre a Palavra, Tiago nos exorta a não parar por aí.

Muitos cristãos acharão que esta epístola seja bem desafiante porque Tiago apresenta 60 obrigações em apenas 108 versículos. Ele se concentra nas verdades das palavras de Jesus no Sermão da Montanha e motiva-nos a agir de acordo com o que Ele ensinou.

A epístola também descarta a ideia de que alguém pode se tornar um cristão e ainda continuar vivendo no pecado, não exibindo nenhum fruto da justiça. Tal "fé", declara Tiago, é compartilhada pelos demônios que "creem e tremem" (Tiago 2:19).

Entretanto, tal "fé" não pode salvar porque não é autenticada pelas obras que sempre acompanham a verdadeira fé salvadora (Efésios 2:10). As boas obras não são a causa de salvação, mas são o seu resultado.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Sera que não creio no verdadeiro Jesus?

Sera que nao creio no verdadeiro Jesus?

Se você quiser descobrir como o mágico faz seu truque, nunca olhe na mão que ele mostra a você, aquela que tem as cartas, as bolinhas ou a moeda. Olhe para a outra mão, porque é lá que as coisas estão acontecendo.

Na Segunda Guerra Mundial os aliados colocaram milhares de tanques e aviões feitos de papelão e madeira condensada no norte da Grã-Bretanha para os alemães pensarem que era lá que se daria a invasão da França. Vistos do alto, pareciam de verdade. Enquanto isso a outra mão do mágico montava a invasão da Normandia mais ao sul. Sadam Hussein também usou centenas de tanques infláveis para enganar os aliados durante a invasão do Iraque.

Quando você encontrar alguma "grande sacada" de alguém na Internet, com alguma teoria mirabolante sobre a fé cristã, procure olhar na outra mão. São vários os sites e vídeos que estão aparecendo com essas ideias que são até cativantes, como esta que dá ênfase ao nome hebraico de Jesus.

Mas vamos ao site que você mencionou, desse grupo de judaizantes que atrai toda a atenção para a necessidade de se pronunciar o nome de Jesus da maneira hebraica e corretamente. O que será que esses "mágicos" estão fazendo com a outra mão? Veja aqui o que eles dizem: "Como seres espirituais só são identificados pelos seus nomes, e como só há salvação para a raça humana num exclusivo e único Salvador e Messias, obviamente é necessário que se identifique adequadamente o Salvador pelo seu único e autêntico Nome... A única e verdadeira identificação escritural do verdadeiro Messias é o seu NOME."

Resumindo, a menos que você creia no nome certo, não terá a salvação. Ele está dizendo também que todos aqueles que creram em Jesus no Brasil, Portugal e Estados Unidos, ou em Yesus na Indonésia, ou em Jesús na Espanha, ou Gesú na Itália ou em Jezus na Polônia, estão todos perdidos eternamente. Mas quem visitou o site dessa turma e aprendeu a pronunciar o nome correto poderá ser salvo.

A questão é: Quantas pessoas existem com o mesmo nome de Jesus, ou YAOHUSHUA, como preferem os autores judaizantes do site? Na versão em português da Bíblia, Josué é o mesmo que Jesus, mas ninguém de sã consciência iria crer no Josué do Antigo Testamento esperando ser salvo por ele.

Então não basta identificar alguém pelo nome, porque esse alguém pode ser a pessoa errada. Será que esse pessoal nunca ouviu falar de homônimos? Quando alguém crê naquele que morreu na cruz e levou sobre si os nossos pecados, está crendo em Alguém que é único, pois não existe outro Cordeiro de Deus. Tendo em mente em quem quero crer - no Salvador - certamente não fará diferença se eu o chamar com um sotaque sulino ou nordestino, falar seu nome em grego, hebraico ou japonês. Eu sei em quem tenho crido, esta é a questão. E meu Salvador não tem ouvidos moucos ao meu clamor e nem posso imaginá-lo dizendo que não me salvou porque eu não pronunciei seu nome corretamente.

2Co 6:2 (porque diz: No tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação)

Agora vem o grande engano da outra mão do mágico. Ao colocar tal ênfase na pronúncia correta de um nome para ser salvo, o autor do site transforma a salvação, que deveria ser por graça e pela fé somente na PESSOA do Salvador, em uma fé por obras. Será preciso o candidato à salvação aprender a pronunciar um nome hebraico para ser salvo. Então temos aí um erro: a salvação já não seria pela fé na PESSOA do Salvador, mas numa pronúncia correta, o que já excluiria os mudos do céu.

Slm 51:17 O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus

Oras, alguém que já pediu para um gringo pronunciar "Pindamonhangaba" sabe que, por maior boa vontade que o gringo tenha, jamais conseguirá. Um exemplo divertido disso foram os noticiários sobre o vulcão Eyjafjallajökullque entrou em erupção na Islândia há algum tempo. Nenhum repórter das rádios e TVs do mundo, que não fosse islandês, conseguiu pronunciar o nome do vulcão e isso acabou virando motivo de piada na mídia. Alguns chegaram a noticiar "o vulcão de nome impronunciável". Obviamente o "evangelho" (assim mesmo, entre aspas) que esses judaizantes tentam pregar não é o evangelho da graça de Deus, tão acessível ao pecador, mas algo que exige alguns estudos mirabolantes. Ao mencionar uma comunidade de interessados que criaram na Internet, os autores do site alertam: "Ressaltamos que nessa comunidade participam diversas pessoas que ainda estão em processo de entendimento, e que não podemos afirmar que realmente já sejam convertidos". Imagine se o ladrão que se converteu na cruz precisasse passar por um "processo de entendimento" para ser salvo!

Luc 11:46 Ele, porém, respondeu: Ai de vós também, doutores da lei! porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos.

Você consegue imaginar um Deus que volta as costas a um moribundo, que suplica por salvação clamando pelo nome de Jesus, só porque o sujeito não pronunciou direito ou usou o sotaque errado? De uma coisa eu tenho certeza: Se é de um salvador assim que esse site está falando, não é o mesmo Salvador que levou meus pecados sobre Si na cruz. Não é a Pessoa divina da Trindade, o Filho Eterno de Deus, que não tem começo e nem fim.

Isa 59:1 Vejam! O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir.
  
Agora veja o absurdo dos absurdos: de repente esses indivíduos chegam para um cristão convertido há anos e dizem: "Você não está salvo porque não pronunciou direito o nome do Salvador". Será possível imaginar algo mais cruel? Segundo esses, há mais de 30 anos eu creio em um nome "traduzido", portanto não seria o nome do Salvador. Todo esse tempo eu li uma Bíblia deturpada, porque está em português, adorei um Deus falso, porque não o fiz usando os nomes originais em hebraico, e preguei que a salvação está em alguém que não é o mesmo Salvador que há dois mil anos morreu na cruz fora dos muros de Jerusalém.

Tit 1:14 Não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade. 

São muitos os erros sutis dessa heresia que já é discutida em muitos sites em inglês como "sacred name heresy", mas vou citar apenas mais uma: Ao enfatizar que a salvação só pode ser obtida pela pronúncia correta do nome do Salvador, esses judaizantes tiram de Deus a obra da salvação e a transferem ao homem. Qualquer crente sincero sabe que Deus começou uma obra em seu coração muito antes de seus lábios confessarem sua fé em Jesus. É este o significado do novo nascimento ou "nascimento do alto".

Primeiro o Espírito Santo infere vida ao pecador morto em seus delitos e pecados, então ele está apto a crer em Cristo. De outra maneira, como poderia um inimigo de Deus mudar de ideia, quando a Palavra de Deus diz claramente que "não há quem busque a Deus", ou um morto espiritualmente sentir em si o peso de seus pecados? Essa convicção de pecado também é obra do Espírito de Deus numa alma. E este conhecimento de Cristo como algo que tem origem no céu, por revelação de Deus, é claramente ensinado nesta passagem do evangelho:

Mat 16:13-17 "Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, PORQUE TO NÃO REVELOU A CARNE E O SANGUE, MAS MEU PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS".

Se ainda resta dúvidas sobre a maneira correta de ser salvo ou em quem crer, Deus, na Sua infinita bondade e misericórdia, deixou para nós um caminho que até os loucos seriam capazes de encontrar (Is 35:8). Somente quem não crê em um Deus de amor acreditaria numa salvação baseada em um quebra-cabeça linguístico como querem nos fazer crer esses judaizantes. Veja que:

A salvação é assegurada a quem crê quem crê no "Filho do homem":

Joã 3:14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que oFILHO DO HOMEM seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A salvação é assegurada a quem crê no "Filho Unigênito":

Joã 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO UNIGÊNITO, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 

A salvação é assegurada a quem crê no "Filho de Deus":

Joã 3:17-18 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito FILHO DE DEUS
Joã 3:36 Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no FILHO não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. 

Alguém tem dúvidas de que Filho de Deus estes trechos falam? Certamente é o mesmo que Paulo descreve em seu evangelho ou boa notícia:

1Co 15:1-4 Ora, eu vos lembro, irmãos, o EVANGELHO (Boa Notícia) que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; 

Certamente um evangelho que tenta anular a salvação de todos os que creram em Jesus nos últimos 2 mil anos e insiste que somente a pronúncia correta do nome hebraico garante a salvação, não é o mesmo evangelho da graça que Paulo pregou, mas é um "outro evangelho" de obra linguística, que não tem nada de uma boa nova ou boa notícia. Ao contrário, é uma péssima notícia. O que fazer então com tipos assim?

Gál 1:6 Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema [amaldiçoado]. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema [amaldiçoado]

Depois de ler algumas das afirmações absurdas do site, fui à página "Quem somos", que começa dizendo "Nosso objetivo primordial não é falar sobre nós mesmos..." Então vem um texto com exatas 1.335 palavras (sim, fui chato o suficiente para colar o texto no Word para ele contar), bem no estilo daquelas pessoas que começam um discurso dizendo "Não tenho palavras para expressar..." e aí fica duas horas falando.

Outra página importante para descobrir algo sobre o espírito por detrás de um site assim é a que descreve o autor. O autor, seja ele quem for, não se identifica, mas a insistência de seu longo texto para que você não julgue o que ler pela pessoa que escreveu me fez desconfiar que ele não seja digno de confiança. Todos os evangelhos e epístolas, exceto Hebreus, trazem a identificação do autor (além de muitos livros do Antigo Testamento), e ninguém precisa nos explicar que Deus usou homens cheios de falhas para nos transmitir a Sua Palavra que é perfeita.

O fato de se criar um site anônimo tem alguns problemas. Uma vez vi um vídeo muito bom de um irmão na Internet que não trazia identificação. Como eu sabia quem era, escrevi perguntando por que não colocou seu nome, até para facilitar o contato. Sua resposta foi "para que toda a glória seja de Deus". Aquela parecia uma posição humilde (e no caso dele sei que foi), mas fiz questão de peguntar: "Será que não seria pretensão VOCÊ achar que haverá alguma glória no que fez, para desejar endereçá-la a Deus?"

Mas voltando ao "humilde" autor do site, veja a bobagem que ele escreve nas últimas linhas de sua biografia anônima:

"...principalmente pelo fato de que todas as palavras aqui foram concedidas ao autor pelo AUTOR, e quem merece toda a atenção é o AUTOR, e não o autor".

Em suma, se por "AUTOR" em maiúsculas ele está se referindo a DEUS (por que não escreveu em hebraico?!), o que ele está querendo dizer é que você deve aceitar o site dele como uma revelação divina com a mesma autoridade da Bíblia, ou seja, inspirada textualmente ou palavra por palavra, como o Espírito fez com os apóstolos1Co 2:13 "As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as [palavras] que o Espírito Santo ensina". (Bela postagem de Mario Persona)

domingo, 22 de dezembro de 2013

"Pastores Psicopatas"

Pastores Psicopatas


Hermes C. Fernandes

Uma das profissões que mais atraem psicopatas é a de pastor. Pelo menos, segundo os estudos do psicólogo Kevin Dutton, autor do livro “A Sabedoria dos Psicopadas: O que santos, espiões e assassinos em série podem nos ensinar sobre o sucesso”. Dutton conta que psicopatas nem sempre são pessoas conturbadas como muitos acreditam. “Quando psicólogos falam sobre o termo psicopatia, eles se referem às pessoas que têm um conjunto distinto de características de personalidade, que incluem itens como destemor, crueldade, capacidade de persuasão e falta de consciência e empatia”.

Geralmente, os psicopatas são dotados de charme, simpatia, carisma, capazes de impressionar e cativar qualquer pessoa com invejável destreza. Ninguém imagina que por trás de seu jeito educado, inofensivo e gentil se esconde alguém desprovido de consciência, capaz de atitudes cruéis e desumanas.

Um pastor psicopata assume uma personagem performática quando sobe ao púlpito. É capaz de encenar os papéis mais dramáticos como se estivesse num teatro. Em questão de segundos, transita entre a tragédia e a comédia, provocando lágrimas e gargalhadas com a mesma desenvoltura. Mas tudo não passa de fachada para disfarçar sua astúcia.

Não se trata de um louco varrido, mas de alguém que vive na fronteira entre a sanidade e a loucura, mas sem perder o controle.

Suas maiores habilidades são mentir, enganar, ludibriar, trair, sem sequer sentir-se culpado ou envergonhado. Trapaceiam, difamam, traem, abusam de autoridade, roubam, e sentem-se confortáveis com isso. A única coisa que não admitem é serem desmascarados. Não pela vergonha que passariam, mas porque isso os impediria de continuar enganando.

Cinicamente, se aproveitam da dor alheia para se locupletar. São verdadeiros predadores soltos na
sociedade à procura de pessoas vulneráveis que caiam em sua lábia.

Psicopatas gostam de ser o centro das atenções. Por isso, sempre buscam oportunidade para roubar a cena. Querem estar em evidência a qualquer custo. Ainda que isso custe o sofrimento de outros.

Algumas das principais características do psicopata são:

1 – Carisma : Tem facilidade em lidar com as palavras e convencer pessoas vulneráveis. Por isso, torna-se líder com frequência. Seja na política, na igreja, no trabalho ou até na cadeia.

2 – Inteligência : O QI costuma ser maior que o da média: alguns conseguem passar por médico ou advogado sem nunca ter acabado estudado para isso.

3 – Ausência de culpa : Não se arrepende nem tem dor na consciência. É mestre em botar a culpa nos outros por qualquer coisa. Tem certeza que nunca erra.

4 – Vanglória: Vive com a cabeça nas nuvens. Mesmo que a sua situação seja de total miséria, ele só fala de suas supostas glórias. É do tipo que come sardinha e arrota caviar.

5 – Habilidade para mentir : Não vê diferença entre sinceridade e falsidade. É capaz de contar qualquer lorota como se fosse a verdade mais cristalina. Algumas vezes acredita em sua própria mentira.

6 – Egoísmo : Faz suas próprias leis. Não entende o que significa “bem comum”. Se estiver tudo bem para ele, não interessa como está o resto do mundo.

7 – Frieza : Não reage com sinceridade ao ver alguém chorando ou sofrendo.

8 – Parasitismo : Quando consegue a amizade de alguém, suga até a medula.

Infelizmente, algumas destas características têm sido fartamente encontradas em líderes religiosos, vitimando milhares de pessoas com suas artimanhas.

Os pastores psicopatas se apresentam como líderes atenciosos, polidos, cheios de amor, porém, sua intenção é a pior possível. Por fora, sempre impecavelmente vestidos, beirando ao narcisismo. Por dentro, um trapo imundo. Por trás de seu carisma sedutor, um mentiroso contumaz, um manipulador calculista. Sempre agem prevendo a reação de quem pretendem vitimar. Para eles, a vida não passa de um tabuleiro de xadrez. Se alguém se puser em seu caminho, passam como rolo compressor, sem dó nem piedade.

Quem os vê chorar em suas performances de púlpito, não imaginam o ser frio que se esconde por trás daquela capa. Se flagrados, jogam com as palavras e os gestos para tentar inverter o jogo a seu favor. Sabem como se passar de vítima sem deixar rastro. Estão sempre cercados de cúmplices que se deixam ludibriar por seus convincentes argumentos, sendo capazes de colocar sua mão no fogo por seus líderes.

Cerque-se de todos os cuidados necessários. E não seja negligente com a sua família e aqueles a quem você ama. Todos podem estar correndo perigo. Ninguém jamais imaginou que Jim Jones fosse um psicopata que levaria mais de 900 fiéis ao suicídio de uma só vez. Portanto, antes de submeter-se a uma liderança, verifique seu histórico. Veja se tem o respaldo de sua família. Se não é adepto do emocionalismo barato e manipulador.

Uma palavra aos líderes: seja prudente e não se precipite em ordenar alguém ao ministério. Observe-o exaustivamente. Verifique sua conduta em casa e fora da igreja. Cuidado para não colocar uma bomba relógio em posição de liderança na igreja. As estatísticas dizem que um em cada 25 brasileiros se enquadra neste perfil psicológico. Então, não custa nada redobrar a vigilância.

Aviso aos pais: adolescentes são sempre mais vulneráveis a este tipo de liderança extremamente carismática, mas sem escrúpulo e compromisso com a ética. Procure saber a quem seus filhos estão seguindo. Há casos em que pastores jogam os filhos contra os pais, exigindo deles absoluta obediência.

Não seja cúmplice de um pastor psicopata. Se verdadeiramente se importar com ele e seu séquito, tente convencê-lo a buscar ajuda psicológica. Se ele se recusar, denuncie-o. Antes que seja tarde demais...


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2013/12/pastores-psicopatas.html#ixzz2oCbhJ1In
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